A Semana Santa chegou, acendendo o alerta para a escolha dos alimentos que protagonizam a mesa dos brasileiros. Para garantir que a celebração seja marcada apenas por bons momentos, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) e o Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio) divulgaram orientações essenciais sobre a compra e o armazenamento de pescados e chocolates.

O consumo de peixes e frutos do mar exige rigor, pois são produtos altamente perecíveis. Segundo a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller, falhas na manipulação podem causar intoxicações graves, com sintomas que variam de náuseas a hospitalizações.

Como identificar o peixe fresco

Na hora da compra, o consumidor deve atuar como o primeiro fiscal. De acordo com especialistas da SES-RJ e do Ivisa-Rio, os sinais de frescor são visíveis e táteis:

  • Olhos: Devem estar brilhantes e salientes, ocupando toda a órbita.

  • Guelras: Precisam apresentar cor avermelhada ou rosa intenso.

  • Escamas: Devem estar firmes e bem aderidas à pele.

  • Carne: A textura deve ser firme; ao pressionar o peixe, a carne deve voltar ao lugar rapidamente.

  • Ventre: Deve estar íntegro. O rompimento desta parte indica estágio avançado de alteração.

  • Acondicionamento: O peixe deve estar sobre uma camada de gelo (sem contato direto) e protegido por plástico.

O legítimo bacalhau e o cuidado com o sal

Um erro comum é comprar peixes salgados acreditando serem bacalhau. O Ivisa-Rio alerta que apenas as espécies Gadus morhua (Porto) e Gadus macrocephalus (Portinho) são consideradas bacalhau legítimo. Espécies como Saithe, Ling e Zarbo devem ser comercializadas apenas como “pescado salgado”.

Além disso, observe o aspecto do produto: manchas avermelhadas ou pontos pretos indicam a presença de fungos ou bactérias. O sal de conservação deve ser obrigatoriamente grosso; o uso de sal fino é proibido para este fim.

Do mercado para a mesa: conservação doméstica

Os cuidados continuam após o pagamento. O transporte deve ser rápido e, ao chegar em casa, o peixe deve ser limpo e armazenado imediatamente:

  1. Limpeza: Retire vísceras e escamas antes de guardar.

  2. Armazenamento: Utilize recipientes fechados na geladeira. O consumo de peixe cru deve ocorrer em até 24 horas; o cozido dura até três dias sob refrigeração.

  3. Dessalgue: No caso do bacalhau, o processo de retirada do sal deve ser feito sempre dentro da geladeira, nunca em temperatura ambiente.

Chocolate: atenção ao rótulo e ao armazenamento

Não é apenas o peixe que exige cautela. Os ovos de Páscoa e bombons também demandam inspeção. Verifique se as embalagens estão íntegras e sem perfurações. O local de venda deve ser fresco, longe de produtos de limpeza e da luz solar direta.

A recomendação para uma Páscoa mais equilibrada é priorizar chocolates com maior teor de cacau e menos açúcar. É fundamental conferir a validade e a tabela nutricional, especialmente para identificar a presença de glúten, lactose ou outros alergênicos.

Caso encontre irregularidades em estabelecimentos comerciais, o cidadão deve acionar a Vigilância Sanitária do seu município. A prevenção é a melhor ferramenta para garantir uma celebração segura e saudável para toda a família.

Com informações da SES-RJ e SMS-Rio

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