Pokémon Go: prós e contras para a saúde

Campo de São Bento, em Niterói, se tornou QG de jogadores de Pokémon (Foto: Cláudia Mattos)
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Campo de São Bento, em Niterói, se tornou QG de jogadores de Pokémon (Foto: Cláudia Mattos)
Campo de São Bento, em Niterói, se tornou QG de jogadores de Pokémon (Foto: Cláudia Mattos)

A febre do Pokémon Go invadiu o Rio de Janeiro, levando crianças, adolescentes e adultos a fazer loucuras na caça aos monstrinhos. Praças e shoppings centers são “invadidos” pelos jogadores, que se movimentam de um lado para o outro em busca de novas experiências e níveis no jogo. O Campo de São Bento, em Niterói, por exemplo, virou point dos aficionados pela nova mania.

Muitos especialistas já correm para antecipar as vantagens e desvantagens que a novidade traz para a saúde. “São muitos os benefícios do jogo, que às vezes nem nos damos conta de quão bem ele pode nos fazes e nos ajudar no dia a dia”, conta a fisioterapeuta Kyvia Richter, do Centro Multidisciplinar Fluminense.

Ela lembra que já existem grupos de pesquisas científicas por vários países do mundo que trabalham com queimados e autistas e vêm obtendo excelentes resultados. “Os queimados, através dos movimentos contínuos e leves que o jogo proporciona, tiveram uma diminuição da aderência do tecido, aliviando as tensões das cicatrizes, e os autistas passaram a sair de casa e se comunicar mais dentro das sua limitações”, destaca.

No entanto, afirma a especialista, tudo deve ser feito com moderação e dentro de uma normalidade, respeitando os limites físicos e fazendo o repouso adequado. “Todo e qualquer organismo só terá bom funcionamento se estiver em equilíbrio. Nenhum tipo de excesso traz benefícios. É preciso se divertir sim com o Pokémon Go, mas sabendo que deve ser encarado como lazer e terapia, conciliando com suas atividades do dia a dia”, ressalta a fisioterapeuta.

Para Kyvia, o Pokémon Go é um jogo divertido, estimulante e deve ser apreciado e brincado por todos, mas, como tudo na vida, deve ser feito com moderação e equilíbrio para não atrapalhar sua vida pessoal. É preciso ainda minimizar os danos físicos do excesso da brincadeira. “Fica a dica de fazer uma atividade física com regularidade, alongamentos após o tempo de jogo, boa noite de sono, se alimentar de maneira saudável e beber muita água, permitir que o jogo faça parte da sua vida e NÃO controle sua vida”, recomenda.

A pedido do Blog Vida & Ação, Kyvia listou os prós e contras da nova mania para a saúde física. Confira:

Os prós:

1 – Atividade física e vitamina D – O jogo socializa as pessoas, tira-as de dentro de casa, fazendo interagirem com o meio e não mais apenas com um monitor de computador, uma TV ou um aparelho de telefone. Esse novo jogo integra pessoas em lugares públicos possibilitando uma atividade física, tomar um ar puro e exposição à vitamina D.

2 – Melhora da circulação sanguínea – Também aumenta a flexibilidade, tônus e fortalecimento muscular, através do exercício físico que o jogo permite.

3 – Combate o sedentarismo – Em muitos casos já relatados e comprovados em outros países onde o jogo já existe há mais tempo e agora também no Brasil, grupos de pesquisas científicas comprovaram que, com a prática do jogo, muitos sedentários começaram a sair de casa, ficar mais horas em pé, andando, ou seja , exercitando-se, fazendo movimentos de membros superior e inferior, e assim iniciaram uma atividade física.

4 – Combate à obesidade – Também através de estudos, pode-se observar que pessoas obesas que começaram a jogar Pokémon Go tiveram diminuição relevante em taxas metabólicas importantíssimas, como percentual de gordura, da glicose, do colesterol e triglicerídeos e aumento do metabolismo, melhorando seu condicionamento físico e cardiovascular.

5- Combate à depressão – Melhora a auto-estima. Ir para rua, encontrar pessoas, dividir informações a respeito do jogo, iniciar uma socialização, fazer atividade física, pegar um sol, passear, observar outras pessoas e interagir com o meio, seja um parque , uma praça, praia, rua ou qualquer lugar de sua escolha, ajuda a aliviar as tensões físicas do dia a dia e distrai a mente.

No Campo de São Bento, em Niterói, fãs do jogo se movimentam atrás dos monstrinhos (Foto: Cláudia Mattos)
No Campo de São Bento, em Niterói, fãs do jogo se movimentam atrás dos monstrinhos (Foto: Cláudia Mattos)

Os contras:

1- Risco de lesão por esforço repetitivo (LER) – Devido à sobrecarga e ao excesso de tempo (durabilidade) do jogo, por manusear o aparelho celular na mesma posição pode-se adquirir LER, doença causada pela repetição excessiva de movimentos contínuos, tendinites de dedos e punhos, dores musculares, rigidez articular, câimbras, inchaço nas mãos, entre outras complicações.

2- Cansaço e estresse da musculatura ao redor dos olhos – O fato de ficar muitas horas com a visão focada na tela gera um desconforto visual, dor de cabeça, cansaço na face (altura dos olhos), necessitando de fisioterapia especializada.

3- Dores nas costas, torcicolo, cansaço nos ombros, desconfortos posturais – São causados pela má postura durante a caça aos Pokémons e ao excesso de tempo aplicado ao jogo sem as pausas necessárias para descanso físico.

4 – Riscos de quedas, entorses, fraturas, trombadas e até atropelamentos – Já existem relatos oficiais de casos fatais . Deve-se optar por lugares mais amplos, parques, praças, clubes, praias, e menos perto de ruas. O jogador também deve prestar muita atenção ao caminhar para não sofrer quedas e nunca jogar enquanto dirige, automóvel , moto ou bicicleta para evitar acidentes. Aos pais de crianças e adolescentes, cabe instruir, orientar e até participar para servir de exemplo.

5- Cuidado com o vício – É preciso cuidar para não viciar, entender que é um jogo e que deve feito de forma moderada, com pausas frequentes para alimentação, higienização, sono, atividades físicas, trabalho, estudo. “Qual for sua rotina, que se você estiver ultrapassando esses limites, a ponto de deixar a normalidade de lado, peça ajuda à pessoas mais próxima (amigo, parceiro,familiar) e procure mudar o foco para não prejudicar a saúde física e mental”.

Da Redação, com apoio da KB Comunicação 

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