Existem mais de 200 tipos de HPV, alguns deles causam verrugas genitais e outros mais graves podem provocar câncer. De acordo com uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde em 2023, o HPV atinge 54,4% das mulheres e 41,6% dos homens que já iniciaram a vida sexual.
O Dia Mundial de Conscientização do HPV. celebrado em 4 de março. visa educar a população sobre o Papilomavírus Humano (HPV), diretamente ligado ao câncer de colo do útero, orofaringe, ânus e pênis, além de verrugas genitais. A data reforça a vacinação, o exame Papanicolau – que aos poucos vem sendo substituído pelo teste molecular de DNA – e o uso de preservativos, sendo parte integrante da campanha Março Lilás.
O objetivo é disseminar informações de qualidade, reduzir o estigma e aumentar a cobertura vacinal contra o HPV. O Ministério da Saúde reforça a vacinação para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de grupos com condições especiais até 45 anos. A vacina é a principal forma de prevenção, seguida pelos exames preventivos.
Campanha destaca que, embora o HPV seja uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais comuns, a prevenção e o tratamento precoce são possíveis.

Saúde no RJ convoca jovens para se vacinar e reforça métodos de prevenção

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) reforça os cuidados contra a infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo, o HPV (Papilomavírus Humano). O vírus tem diferentes tipos e está associado à diferentes cânceres, como o de colo de útero. A imunização é uma opção segura e eficaz de prevenção, que pode ser acessada gratuitamente na rede pública de saúde. Ainda assim, a recomendação é combiná-la com práticas sexuais seguras.

Atualmente, o público-alvo para a vacinação está ampliado até os 19 anos de idade para jovens que ainda não se imunizaram. No momento, a cobertura vacinal contra o HPV, entre o público regular, de 9 a 14 anos, está em 73% entre meninas, e 60% entre meninos.

“Os índices de vacinação ainda nos preocupam por representar um risco para as futuras gerações, especialmente entre meninos. Por isso, reforçamos a convocação para pais e responsáveis levarem crianças e adolescentes para se vacinar contra o HPV. Atualmente, o esquema vacinal é de dose única, o que torna o acesso ao cuidado ainda mais simples. Para quem tem vida sexual ativa, tendo se vacinado ou não, a proteção se dá pelo uso de preservativos”, explica a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

Além do público mais jovem, adultos com imunossupressão — como pessoas vivendo com HIV, transplantados e indivíduos com outras condições específicas —, assim como vítimas de violência sexual, também podem receber a vacina pelo SUS até os 45 anos, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Uma das que buscaram a vacina, ainda aos 9 anos, foi Alice, acompanhada da mãe Natália Rosa. “Doeu um pouco, mas agora tô protegida. Vacina, para mim, significa proteção”, disse a moradora de Niterói.

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