A calmaria observada em janeiro e fevereiro de 2026 ficou definitivamente para trás. O boletim referente à Semana Epidemiológica 11 consolida o que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vem alertando: a sazonalidade das doenças respiratórias chegou com força total e de forma antecipada. Atualmente, todas as unidades da Federação apresentam sinal de crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no longo prazo.

Diferente do cenário de 2025, onde a Influenza A demorou a se nacionalizar, em 2026 o vírus da gripe já pressiona hospitais do Rio de Janeiro ao Amazonas, passando por quase todo o Nordeste e Mato Grosso. O grande motor das internações, no entanto, é o Rinovírus, que domina as estatísticas entre crianças e adolescentes.

Saiba como diferenciar os sintomas de Influenza A e Rinovírus

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Com 22 capitais em nível de alerta ou risco — incluindo Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Recifea pesquisadora Tatiana Portella (Fiocruz) reforça medidas que o Vida e Ação defende como fundamentais:

  • Vacinação urgente: A vacina da gripe está chegando aos postos. Idosos, crianças e imunocomprometidos devem ser os primeiros da fila para frear as hospitalizações.

  • Vacina do VSR para gestantes: Já disponível no SUS para grávidas a partir da 28ª semana, garantindo imunidade ao recém-nascido.

  • Máscaras e isolamento: Se você mora em uma das 22 capitais em risco, use máscaras (preferencialmente PFF2 ou N95) em locais fechados e aglomerações. Ao menor sinal de gripe, fique em casa.

  • Etiqueta respiratória nas escolas: Com o Rinovírus em alta nas salas de aula, não envie crianças com sintomas para a escola.

Capitais em Alerta/Risco (SE 11): Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Palmas, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís, Teresina e Vitória.

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Raio-X de 2026: A explosão de casos em números

 

Os dados acumulados deste ano mostram um salto impressionante na velocidade das notificações. Em apenas três meses, o Brasil já soma uma parcela significativa do que foi registrado em todo o ano passado.

Período Casos de SRAG Notificados Vírus com Maior Letalidade
Total 2025 (ano fechado) ~228.000 casos Influenza A (51% dos óbitos)
Janeiro de 2026 3.211 casos Covid-19 e Rinovírus
Março de 2026 (Até SE 11) 24.281 casos Influenza A (35,9% dos óbitos)

Em comparação ao mesmo período de março de 2025, o volume de hospitalizações atuais é superior, indicando que os vírus estão circulando com maior facilidade, possivelmente devido à baixa cobertura vacinal registrada no ano anterior, quando menos de 40% das doses disponíveis foram aplicadas.

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O boletim atual reforça um padrão que o Vida e Ação discute desde a série Papo de Pandemia: os vírus respiratórios castigam mais severamente as crianças e os idosos.

  1. Crianças de 2 a 14 anos: Estão no centro do surto de Rinovírus, que hoje responde por 45% dos casos positivos no país.

  2. Bebês (menores de 2 anos): Enfrentam a subida do VSR (Vírus Sincicial Respiratório), especialmente no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. No Distrito Federal e Minas Gerais, o Metapneumovírus também entrou na lista de preocupações.

  3. Idosos (65+): São as principais vítimas fatais. A Influenza A (35,9%) e a Covid-19 (29,1%) dividem a responsabilidade pela maioria dos óbitos laboratoriais recentes.

Com informações da Fiocruz

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