Homeopatia pode e deve ser aliada aos medicamentos alopáticos

Por não possuir interação medicamentosa e efeitos colaterais, homeopatia passa a ser uma melhor escolha para diversos tratamentos

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homeopatia

Muita gente duvida do poder das ‘bolinhas’. Mas que elas são poderosas, ah, isso são e eu posso comprovar. Não digo que fiquei curada, mas já me livrei de incômodos problemas de alergia com uso de homeopatia. E minha filha Maria Clara também. Apesar de ser reconhecida como uma especialidade médica no Brasil desde 1981 e de importantes resultados já comprovados, a homeopatia ainda enfrenta muita resistência entre muitas pessoas e, principalmente, de muitos médicos e outros profissionais de saúde. No entanto, tem aumentado a percepção de que os medicamentos homeopáticos podem “casar” muito bem com os alopáticos, complementando o tratamento de forma mais equilibrada.

No Dia Nacional da Homeopatia (21 de novembro), a médica pediatra Márcia Varejão lembra que estudos mostram como esta é uma terapêutica eficaz, válida e que deve ser utilizada sem preconceito pela classe médica. Segundo ela, muitos pais procuram a homeopatia com o objetivo de reduzir o uso de medicamentos mais fortes, e consequentemente seus efeitos colaterais. “Justamente para fazer um tratamento mais leve, procuram a opção terapêutica principalmente para os filhos”, conta.  “Os homeopatas não descartam o uso de medicamentos alopáticos. Pelo contrário, eles encorajam que o uso da homeopatia seja complementar ao tratamento tradicional”, explica a farmacêutica da Rede Compre Certo, Mirna Alves Silva Pires.

Esta combinação é muito empregada para o tratamento de alergias, por exemplo. Um estudo publicado em 2011 no periódico Wiener klinische Wochenschrift, referência na Europa Central, comprovou que, para casos de rinite alérgica, conjuntivite, bronquite asmática e dermatite atópica, quando combinadas terapêuticas convencional (alopatia) e homeopática, os quadros apresentam uma melhora substancial e a utilização de antialérgicos fortes por longos períodos é reduzida.

No estudo, realizado na Áustria, 44 pacientes foram avaliados durante crises alérgicas e com o tratamento misto entre homeopatia e alopatia – 21 deles (62%) foram capazes de descontinuar pelo menos uma medicação convencional, enquanto o restante (38%) reportou diminuir as doses de pelo menos uma das medicações convencionais.

“Temos que pensar que é uma terapêutica como outra qualquer, e que deve ser prescrita com o devido cuidado e acompanhamento. Além disso, podemos observar a melhora substancial por ela tratar o individuo, não apenas a doença. Por não possuir efeitos adversos ou interação medicamentosa, observamos uma melhora mais rápida nas pessoas que aliam as terapêuticas e fazem a prevenção por meio dela”, afirma a Dra. Márcia. Ela lembra que há mais de três décadas já é possível perceber que a prevalência de alergias em países industrializados aumentou. E grande parte do crescimento tem relação com a poluição, que aumenta.

Alternativa especialmente para crianças

A homeopatia busca prevenir e tratar o indivíduo. Sua filosofia é utilizar, em pequenas quantidades, substâncias que causam sintomas parecidos com os que paciente apresenta para que o corpo potencialize a capacidade curativa e seja capaz de combater a doença. Já a fitoterapia utiliza plantas para tratar os problemas.

“É importante pensar que é uma medicina que tem fundamentos e experimentação. É um medicamento muito diluído, que vai levar ao tratamento ou prevenção através da física quântica, ao invés da química, presente nos medicamentos alopáticos. Ela não vai mudar o organismo, mas pode ajudar a equilibrá-lo, além de auxiliar na parte física, mental e comportamental”, diz a médica pediatra.

Um estudo extensivo traçou o uso da medicina complementar e alternativa na Europa e descobriu que essa prática está sendo usada para  vários problemas de saúde, particularmente em situações onde a ajuda fornecida pelo medicamento convencional é considerada inadequada pelo paciente. Dores de cabeça, dor nas costas e outras condições vexantes fizeram as pessoas recorrerem às formas complementares/alternativas de tratamento.

O estudo revelou que as mulheres e aqueles com ensino superior usam a medicina complementar e alternativa mais frequentemente do que as outras pessoas. Os dados da pesquisa foram coletados em mais de 20 países, com aproximadamente 40.000 entrevistados participantes de um estudo realizado em cooperação entre as universidades finlandesas de Helsinque, Tampere e Turku.

Foram examinados quatro tipos de tratamento: tratamentos asiáticos tradicionais (medicina chinesa, acupuntura, acupressão), medicamentos alternativos (homeopatia, ervas medicinais), terapias manuais (massagem, quiropraxia, osteopatia, reflexologia) e terapias mentais e corporais (hipnose e cura espiritual).

Tratamentos usados por um em cada quatro

De acordo com os achados, um em cada quatro sujeitos na população estudada usou tratamentos complementares e alternativos no ano passado. As formas mais utilizadas de tratamento foram massagem (12%), homeopatia (6%), osteopatia (5%) e remédios de ervas (5%). A maioria dos indivíduos tinha experimentado apenas uma forma de tratamento.

Os pesquisadores também descobriram que a medicina alternativa foi usada principalmente de forma complementar ou em conjunto com a medicina convencional. Isso deve ser mantido em mente tanto no atendimento prático ao paciente, quanto no discurso público, onde esses tratamentos são frequentemente abordados como uma alternativa à medicina convencional, defendem os autores do estudo.

“A prevalência de tratamentos variou muito entre os países do estudo. Na Alemanha, quase 40% da população estudada usava formas de tratamento complementares e alternativas, enquanto que na Hungria a proporção correspondente era de 10%. Na Finlândia e na Estônia, 35% dos entrevistados usavam essas formas de tratamento. As diferenças são explicadas em parte pelo fato de que, em alguns países, esses tratamentos são cobertos por planos de saúde e em outros há treinamento  de especialistas em terapias complementares”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski.

Da Redação, com assessorias

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