Mais do que uma ação de conscientização, a Semana Nacional da Doação Voluntária de Sangue (24 a 30 de novembro) traz histórias reais de quem faz desse gesto um hábito transformador, mostrando que um gesto simples pode significar a continuidade da vida de muitos pacientes.

Edson Gil de Souza, 62 anos, é doador regular de sangue e plaquetas no GHS Banco de Sangue Serum, no Rio de Janeiro. Sua trajetória começou há quatro décadas e o transformou em um verdadeiro multiplicador da causa.

Minha primeira doação aconteceu quando eu tinha uns 22 anos, em uma campanha para ajudar um garoto que precisava de sangue. O que mais me marcou foi ver tantas pessoas unidas por uma vida, mesmo sem conhecerem o paciente. Aquela energia solidária me tocou profundamente. Três meses depois, já estava de volta para doar novamente, e assim sigo até hoje, aos 62 anos”, relembra Edson.

Com o tempo, ele passou a doar também plaquetas, tornando-se um incentivador constante da doação. “Há cerca de 15 anos, me convidaram para doar plaquetas e nunca mais parei. Sou um eterno incentivador da doação de sangue”, afirma.

A quem se interessa em seguir seu exemplo, mas tem medo da picada da agulha ou de sentir dor, ele aconselha: Sempre digo: o medo é por causa da agulha? Raríssimas vezes senti dor. Os profissionais são atenciosos e capacitados. Pense que é só uma pequena picada no braço e uma vida pode ser salva. É muito pouco diante do bem que se faz. Se quiser, vou junto para segurar na sua mão”, completa com bom humor.

Por três décadas consecutivas, Isac Moreira de Almeida, de 58 anos, comparece religiosamente ao Hemorio para doar sangue. Para ele, o ato faz parte de uma rede em que todos fazem parte de uma conexão de ajuda ao próximo.

Sangue é um componente raro, que não podemos comprar na esquina. Agradeço a Deus por ter saúde para estar aqui. Acredito no processo de ajuda mútua em que estamos em uma grande rede de amor e colaboração recíproca”, destacou o bombeiro hidráulico, morador de Campo Grande.

Carlos Alexandre Santos Prado tem 53 anos e é auxiliar administrativo no Super Centro Carioca de Saúde. Ele doa sangue regularmente e, desde que a unidade começou a realizar campanhas de doação junto com o Hemorio, não perde a oportunidade de, literalmente, deixar seu sangue no trabalho para ajudar a salvar vidas:

Tem sensação melhor do que a de poder fazer o bem a quem precisa? Eu tenho a certeza que não! Saber que aquela porção de sangue doado vai salvar vidas é sensacional! Eu doei a primeira vez quando ainda tinha 19 anos e, desde então, faço sempre que possível. Aos que recebem a transfusão, fica a esperança de uma vida saudável, de esperança e novas conquistas”, diz Carlos Alexandre.

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‘Não sou nenhum super-herói’, diz doador de 35 anos

Outro exemplo inspirador é o de Jeferson Sena, 35 anos, doador de plaquetas há mais de sete anos no GSH. “Não sou nenhum super-herói, mas vou te contar um segredo: sempre que saio do centro de doação, a sensação é de que fiz algo realmente grandioso”, diz.

Sua motivação surgiu ao apoiar um amigo, mas o gesto se tornou parte essencial da sua vida. “Minha jornada começou há alguns anos para ajudar um amigo, e desde então entendi a força do que está nas nossas veias. Para quem está lutando contra um câncer, se recuperando de um acidente ou passando por cirurgias delicadas, as plaquetas são a chave para a sobrevivência. Quando você doa, está doando tempo de vida, esperança e a chance de um recomeço para alguém que você nem conhece. Isso é ser uma corrente de solidariedade”, destaca.

Ele também reforça que o processo é tranquilo e seguro. “Sei que a palavra ‘doação’ às vezes assusta, mas o procedimento é tranquilo, e cada minuto ali vale a pena. É um pequeno investimento do seu tempo para um resultado gigantesco na vida de uma família inteira. Se você já doa, continue com essa missão incrível. Se ainda não doa, quero te inspirar a dar o primeiro passo. Doar é a prova de que a gente não precisa de capa para ser a esperança de alguém”, finaliza.

Moradora de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste, Maria Celina Nunes  fez a primeira doação na data em que se comemora o Dia  do Doador. Ela compareceu ao instituto para ajudar uma amiga da igreja, que fará um procedimento cirúrgico. “Doar é um ato de amor, empatia e grandeza que busca preservar a vida humana. Foi pensando assim que compareci para doar”, declarou a atendente de prevenção, de 44 anos.

O ator Rodrigo Simas, que faz parte do “Festival do Bem”, grupo de voluntários que percorreram a unidade hoje para estimular a doação sanguínea, convocou as pessoas a comparecerem ao salão do doador. “Estamos aqui doando sangue, nesse ato de solidariedade e de amor em prol da vida. Venham ao Hemorio e ajudem à instituição”, declarou Rodrigo Simas.

Com Assessorias

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