Detentas do Rio produzem 30 mil máscaras de proteção

Para cada três dias de trabalho, é menos um a ser cumprido dentro da penitenciária. No Sul, fabricante de armas também produzirá protetores faciais

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Cerca de 30 mil máscaras de proteção contra o Covid-19 serão confeccionadas por detentas da Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, que atuam no setor de costura em troca de redução da pena. As máscaras serão destinadas, a princípio, para agentes da área de segurança do Estado. A ideia é ainda ampliar a produção para atender outros setores, cujos profissionais têm contato direto com a doença, como os da Secretaria de Estado de Saúde.

De acordo com a diretora da Penitenciária, Silvana Silvino, ainda não é possível calcular o tempo necessário para a confecção da quantidade de máscaras, tendo em vista que o tecido necessário nunca foi utilizado nas peças produzidas por elas rotineiramente. Durante o próximo fim de semana, cerca de 20 apenadas vão trabalhar, exclusivamente, na confecção das máscaras.

Para o presidente da Fundação Santa Cabrini, Darcy Azevedo, essa é uma ótima oportunidade de integrar a mão de obra que existe em todo o complexo penitenciário do Estado do Rio de Janeiro a uma causa humanitária e social que o mundo todo está enfrentando. “As internas vão se sentir fazendo parte da equipe que está se unindo para ajudar. Além disso, elas poderão reduzir suas penas. Para cada três dias de trabalho, é menos um a ser cumprido dentro da penitenciária”.

A ação é resultado da parceria entre as secretarias de Estado de Trabalho e Renda; de Administração Penitenciária e da Fundação Santa Cabrini, que atua na gestão da mão de obra prisional. “Precisamos estar unidos e pensando em soluções alternativas para conter os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus”, afirmou o governador Wilson Witzel.

Utilizar a população carcerária nesse projeto é uma iniciativa importante para aumentar a oferta dos equipamentos de proteção – destacou o secretário de Administração Penitenciária, Alexandre Azevedo.

Novas ações estão sendo estudadas para a ampliação do número de detentas no trabalho de confecção das máscaras, além de planos para aquisição do material necessário.

Link para o vídeohttps://bit.ly/39wHPde

No Sul, fabricante de armas vai produzir protetores faciais

A Taurus, uma das mais conhecidas fabricantes de armas leves do mundo, firmou parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para viabilizar a produção de protetores faciais destinados aos profissionais da área da saúde que atuam no atendimento de pessoas com coronavírus (COVID-19).

O produto, chamado de “face shield”, está sendo produzido de forma voluntária por docentes, técnicos e alunos da Escola de Engenharia e Design a partir de impressoras 3D nos laboratórios de pesquisa da UFRGS e também por alguns cidadãos comprometidos com a causa. O equipamento de proteção individual serve para evitar a projeção de gotículas ou secreções em médicos e enfermeiros.

A distribuição será de responsabilidade do grupo “Brothers in Arms Impressão 3D”, criado pelo Pacto Alegre em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre, que está organizando as demandas e a logística de doações para os hospitais. O apoio da Taurus na iniciativa possibilitará que os protetores faciais possam ser produzidos em larga escala. A estimativa é que sejam produzidas 300 máscaras por hora e atenda o máximo da demanda que surgir.

Desde o dia 25 de março, a empresa fornece refeições para os integrantes do Batalhão da Polícia Militar e para a Guarda Municipal em serviço na cidade de São Leopoldo (RS), onde está localizada sua fábrica. A ação será realizada durante o tempo em que o comércio (restaurantes e lanchonetes) estiverem fechados, por determinação do decreto de calamidade pública, em virtude da pandemia do COVID-19.

Com Assessorias
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