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Como fica a saúde mental nas escolas depois dos ataques?

Temos visto nas últimas semanas os ataques nas instituições de ensino em várias partes do país. Só nas últimas semanas foram quatro ataques; os casos ocorreram em São Paulo, Blumenau, Manaus e Goiânia. Mas afinal, o que está acontecendo? O que realmente está motivando esses ataques? Surto paranoico, como tem sido sustentando pela investigação em Blumenau?

“A paranoia pode apresentar sensações de caráter irracional e persistente que um indivíduo tem em relação aos outros e ao mundo. Trata-se de um estado constante de ansiedade e desconfiança como resposta a um medo específico. Pensamentos paranoicos dão origem a falsas crenças, aumentando o temor”, explica Gesika Amorim, mestre em Educação Médica, pediatra pós-graduada em Neurologia e Psiquiatria.

No caso de Goiás, a investigação aponta que o agressor vinha planejando o ataque há algum tempo, quando materiais e anotações foram encontrados. O quarto ataque aconteceu em uma escola de Goiás, onde três estudantes foram esfaqueados por um colega de classe de apenas 13 anos. As ameaças de novos ataques aumentaram nas redes sociais, algumas até com data marcada (20 de abril).

A ideia de que esses ataques fazem parte de um jogo também foi levantada. Algumas investigações concluíram que muito dessas ameaças, sobre novos ataques nas escolas, eram fake news divulgados por adolescentes. No entanto, ainda que sejam apenas ameaças, as mensagens têm como objetivo espalhar o medo e o terror, e isso é nocivo a toda a população.

“Toda essa violência vem impactando a saúde mental de todos; de pais e alunos, professores e servidores públicos que trabalham nesses locais. O medo e a ansiedade de frequentar as aulas tomou conta de muitos alunos, seja pelos casos já ocorridos como também pelas ameaças de novos ataques que circulam nas redes sociais”, comenta a Dra. Gesika Amorim.

Muitas escolas estão apreensivas com os acontecimentos, tomando medidas para conter novos ataques vindos de fora. Também se faz necessário medidas para conter aqueles ataques em que o agressor é o próprio aluno. Muitos estudantes, nas escolas de todo o país, estão com medo e já não querem sair de casa.

Além das medidas de proteção, do patrulhamento policial, nas instituições, se faz necessário que os governos, junto das prefeituras, atendam os alunos através de protocolos de saúde mental.

“Algumas ações que podem contribuir para um ambiente mais saudável, emocionalmente, incluem considerar o tema desde a Educação Infantil e investir nas competências socioemocionais”, conclui a Dra. Gesika Amorim, que tem especialização em Tratamento Integral do Autismo, Saúde Mental e Neurodesenvolvimento.

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Rio de Janeiro apreende 21 adolescentes e prende quatro pessoas

Em 16 dias, a força-tarefa do Governo do Estado do Rio de Janeiro identificou e derrubou 123 perfis de redes sociais que propagavam ameaças a escolas. No período, foram realizadas 27 buscas e apreensões, apreendeu 21 adolescentes e prendeu quatro pessoas suspeitas. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (20), durante reunião com o Comitê Permanente de Segurança Escolar, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), para avaliar a situação das escolas no Estado do Rio.

“Quero tranquilizar os responsáveis das crianças e jovens e dizer que estamos unidos, trabalhando incansavelmente para proteger a nossa rede escolar. Nossas polícias Civil e Militar estão atuando, realizando rondas escolares, investigação e trabalho de Inteligência e a Secretaria de Educação também atua junto à comunidade. Todos os equipamentos do Estado estão à disposição da população”, destacou o governador Cláudio Castro, que participou da reunião, por videoconferência.

O comitê. “O monitoramento e o levantamento das informações, a troca e o debate são fundamentais. As ações da Patrulha Escolar, a inteligência da Polícia Civil agindo de forma integrada com a Polícia Militar, o aplicativo Rede Escola em construção, e sobretudo, o empenho de cada órgão, instituição e secretaria

O aplicativo Rede Escola, que irá conectar os profissionais de ensino à polícia de forma mais rápida e segura, foi destacado como meio para aprimorar o uso da tecnologia no ambiente escolar. “Todos os nossos profissionais já têm acesso ao aplicativo 190RJ, que é uma ferramenta de controle e prevenção de quaisquer ameaças de ataques nas escolas da rede”, disse a secretária de Educação, Roberta Barreto. 

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Com Assessorias

 

 

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