Como diagnosticar e tratar a doença renal

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Os rins são responsáveis por quatro funções no organismo: eliminação de toxinas no sangue, regulação da formação do sangue e dos ossos, regulação da pressão sanguínea e controle do balanço químico e de líquidos do corpo. “Os rins funcionam como um filtro e, como nosso sangue passa várias vezes pelos rins durante o dia, retiram todas as toxinas do organismo, que são eliminadas na forma de urina”, explica o médico.

Além dessas funções, os rins controlam a quantidade de sódio e água no organismo colaborando para manutenção da pressão sanguínea. “As doenças renais podem se manifestar como pressão alta, inchaço ao redor dos olhos e nas pernas, fraqueza, náuseas e vômitos, dificuldade para urinar, alterações na urina e histórico de pedra nos rins”, diz o dr. Paulo.

Ele recomenda o controle da pressão arterial e checagem da glicemia (nível de açúcar no sangue), além da manutenção de uma alimentação balanceada. “Para o paciente que já tenha o diagnóstico da doença, é fundamental manter uma dieta adequada para o grau de insuficiência renal. A restrição alimentar aumenta à medida em que a doença progride”, explica.

Como tratar as doenças renais?

Segundo a médica, há diferentes estágios de comprometimento da função renal que vão demandar abordagens médicas diversas. “Nos estágios iniciais, é importante evitar a sobrecarga de proteína e de sódio, manter peso e pressão arterial adequados, por exemplo. Se já houver insuficiência renal crônica terminal (estágio 5), há a opção do tratamento dialítico (hemodiálise ou diálise peritoneal), além do transplante, que pode ser realizado com doador vivo ou falecido”, esclarece ela.

Dados Importantes sobre DRC

– Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, 100 mil pessoas fazem diálise no Brasil, que possui ao todo 750 unidades cadastradas no País, sendo 35 apenas na cidade de São Paulo. Dados da SBN mostram ainda que 70% dos pacientes que fazem diálise descobrem a doença tardiamente.

– As DRCs não são curáveis e seus portadores podem precisar de cuidados para o resto de suas vidas. Além disso, a doença pode evoluir para a dependência de diálise ou transplante de rins no futuro.

O Dia Mundial do Rim é celebrado em 9 de março com o objetivo de alertar a população sobre os cuidados com os rins para a prevenção para da Doença Renal Crônica. A obesidade é uma das maiores vilãs na causa da hipertensão arterial, diabetes e consequente DRC – doença renal crônica e IRC – Insuficiência renal crônica: em indivíduos afetados pela obesidade, osrins têm de trabalhar mais, filtrando mais sangue do que o normal (hiperfiltração) para satisfazer as exigências metabólicas do aumento do peso corporal. O aumento da função pode danificar o rim e aumentar o risco de desenvolver DRC a longo prazo.

Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde – a obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo e estima que até 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, mais da metade de população está acima do peso (52,5%) e destes, 17,9% são obesos.

Qualquer doença que afete os vasos sanguíneos, incluindo diabetes, hipertensão arterial eaterosclerose, pode afetar a função renal. Doenças e infecções em outras partes do corpo também apresentam risco de provocar um distúrbio renal. Como lesões renais podem causar risco de vida, qualquer doença ou distúrbio que tem possibilidade de afetar o rim merece atenção imediata. Para a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial a prevenção passa ainda pelos exames preventivos corretos, que são detalhados pelo Lab Tests Online BR – LTO BR, site brasileiro atualizado por médicos Patologistas Clínicos e mantido pela SBPC/ML.

Exames de sangue e de urina detectam problemas renais e permitem minimizar as lesões, se tratadas precocemente. Eles mostram a eficiência da remoção de água e de resíduos pelos rins. Além disso, a pressão arterial deve ser medida porquehipertensão arterialpode causar lesão renal, e doenças renais podem causar hipertensão arterial. Quando há suspeita de lesões estruturais, são usados diversos exames de imagem. Umabiópsiarenal é útil para diagnosticar problemas específicos.

Exames comuns para triagem e diagnóstico

Podem ser medidas no sangue acreatinina(e ataxa de filtração glomerular estimada) e aureia. Os níveis desses resíduos aumentam quando diminui a filtração glomerular. Resultados anormais são, com frequência, os primeiros sinais de uma doença renal. Ao mesmo tempo, é examinada uma amostra de urina (urinálise) como parte da rotina, para verificar se há presença de hemácias, leucócitos ou proteínas. Em pessoas comdiabetesou com hipertensão arterial, pesquisa-semicroalbuminúriaanualmente para detectar lesão renal inicial. Quando a creatinina é medida ao mesmo tempo, é possível calcular a relação microalbuminúria/ creatinina, recomendada pela American Diabetes Association, dos EUA. Se há suspeita de infecção, ela pode ser confirmada pelacultura de urina.

Exames para monitorar a função renal

Em pacientes com lesão renal, os níveis sanguíneos de ureia e de creatinina são medidos periodicamente para acompanhar a evolução da doença.Cálcio e fósforo no sangue, e eletrólitos no sangue e na urina podem ser afetados por doenças renais. O hemograma avalia o grau de anemia resultante da falta de eritropoietina,hormônio produzido nos rins que estimula a produção de hemácias. A proteinúria é usada para avaliar o resultado do tratamento na síndrome nefrótica. O paratormônio (PTH) pode estar elevado em doenças renais.

Acistatina C é outro exame usado como alternativa à creatinina e aoclearanceda creatinina para monitorar a função renal. É útil nos casos em que a medida da creatinina não é adequada, como em pessoas com cirrose hepática, muito obesas, desnutridas ou com massa muscular reduzida. A medida da cistatina C também é utilizada para a detecção precoce de doença renal, quando outros parâmetros ainda estão normais, especialmente em idosos. Quando há suspeita de um problema estrutural ou de um bloqueio, são feitas imagens dos rins. Usam-se ultrassonografia, tomografia computadorizada, cintilografia e diversas técnicas radiológicas, como pielografia, urografia excretora, cistografia e arteriografia renal.

As biópsias são usadas para determinar a causa de proteinúria ou de hematúria e para monitorar o resultado do tratamento. São obtidas com punções orientadas por imagem.

Tratamento

O tratamento varia com o tipo de doença renal. Em geral, o diagnóstico precoce melhora os resultados. Talvez seja necessário estabelecer restrições na alimentação (restrições dietéticas), prescrever medicamentos e fazer cirurgias. Se osrins não conseguem mais eliminar resíduos e água, faz-se diálise e diversas vezes por semana, seguida de transplante renal. O controle dodiabetes melitoe dahipertensão arterialé muito importante para evitar ou minimizar lesão renal.

Existem dois tipos de tratamento para insuficiência renal: o tratamento conservador, no caso de os rins funcionarem com mais de 10% de sua capacidade, e o tratamento dialítico, quando esse percentual já está abaixo de 10%. O primeiro consiste em medidas clínicas (remédios e modificações na dieta) que podem ser utilizadas para retardar a piora da função renal e reduzir os sintomas. Dentre as principais medidas usadas no tratamento conservador estão o controle da pressão arterial, controle adequado da glicemia, interrupção do tabagismo, tratamento do colesterol elevado, uso de medicações que diminuam a perda de proteínas na urina, entre outras.

Quando a função renal progride apesar do tratamento e atinge níveis abaixo de 10% de funcionamento, o paciente é encaminhado para terapia dialítica que inclui a hemodiálise e a diálise peritoneal (métodos de filtragem do sangue que serão discutidos no momento do encaminhamento) e, posteriormente, ao transplante renal.

 

 

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