Centro de Covid Longa da Fiocruz vai tratar sequelas de pacientes

Sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)
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O Rio de Janeiro ganhou um Centro de Covid Longa, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para tratamento e reabilitação de pessoas com sequelas da covid-19, proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes.

O projeto Recover Pós-Covid: monitoramento, avaliação multidisciplinar e reabilitação de indivíduos com afecções pós-covid-19 no Rio funciona em Manguinhos, na zona norte, e integra o programa ‘Unidos Contra a Covid-19’.

No local serão realizadas avaliações nos eixos cardiovascular, respiratório, hematológico, imunológico, neurológico/fisioterápico, metabólico-nutricional, otorrinolaringológico e saúde mental/qualidade de vida e ainda estudará a carga de doença da covid longa.

A unidade também funcionará como espaço de pesquisa multidisciplinar e pretende gerar evidência científica para subsidiar a formulação de políticas públicas para o enfrentamento do impacto da covid longa na população brasileira e ampliar o acesso aos serviços de de reabilitação no Sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto Recover-Pós-Covid SUS Brasil é uma colaboração entre pesquisadores do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), do Instituto Oswaldo Cruz e da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz).

“O vírus continua circulando e temos que não apenas fortalecer a capacidade de resposta do país a novas ameaças da covid-19 na saúde pública, seja na imunização, vigilância, pesquisa ou assistência, mas também lidar com as enormes sequelas deixadas pela doença na população”, disse, em nota, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.

Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) projeto de lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data será celebrada em 12 de março de cada ano. A proposta segue para análise do Senado.  A data escolhida é uma homenagem à primeira vítima fatal do novo coronavírus no Brasil, Rosana Aparecida Urbano, falecida em 12 de março de 2020, no Hospital Municipal Dr. Carmino Cariccio, na zona Leste de São Paulo.

O autor do projeto, deputado Pedro Uczai (PT-SC),  lembrou que a vítima foi internada na véspera e na sequência de sua morte, em menos de 50 dias, faleceram também sua mãe, seu pai, uma irmã e um irmão.

“A pandemia se transformou em uma inominável tragédia atravessada pela morte, pelo desamparo e pelo luto, um fenômeno social que impactou de forma direta e indelével a vida de milhões de brasileiros e brasileiras”, afirmou o autor, que lembrou haver ainda um projeto de lei do Senado propondo a construção de um memorial às vítimas.

Após mais de três anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no último dia 5 que a covid-19 não configura mais emergência em saúde pública de importância internacional. De acordo com a entidade, o vírus se classifica agora como “problema de saúde estabelecido e contínuo”.

Dados da entidade indicam que 765,2 milhões de casos de covid-19 foram confirmados no planeta até o momento, além de quase 7 milhões de mortes registradas. Apenas no Brasil, mais de 700 mil pessoas perderam a vida para a doença. Ainda de acordo com a OMS, 13,3 bilhões de doses de vacinas contra a doença foram administradas em todo o mundo.

Da Agência Brasil, com redação

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