Cariocas maduros têm medo da impotência sexual, diz pesquisa

Disfunção erétil é a doença que mais atormenta os cariocas na faixa dos 50 aos 70 anos, seguida das doenças cardiovasculares

Gostou desse conteúdo? Compartilhe em suas redes!

Quem nunca falhou na hora H? Para boa parte dos homens, a impossibilidade de ter ou manter uma ereção, assim como a perda da libido e a  ejaculação precoce, é um tema proibido. Mas e quando vira uma patologia? A disfunção erétil, popularmente conhecida como impotência sexual, é a doença mais temida entre cariocas maduros, entre 50 e 70 anos. Ela é apontada como a maior preocupação por 44% deles, como  mostra pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em parceria com a Bayer no Rio de Janeiro.

Com 34% das indicações, as doenças cardiovasculares vêm em segundo lugar no ranking das preocupações entre este público masculino. Já entre os cariocas mais jovens (18 a 22 anos), 15% se preocupam com a impotência sexual e a perda de libido. Para eles, as doenças cardiovasculares (28%) e o câncer de pulmão (23%) figuram no topo da lista.

A redução do hormônio masculino com a idade, conhecida como andropausa, afeta de 15% a 20% dos homens acima dos 50 anos. A queda da testosterona traz diversos problemas aos homens e prejudica diretamente a qualidade de vida ao provocar alterações de humor, cansaço, sensação de perda de energia e diminuição das massas óssea e muscular. Além disso, afeta a vida sexual ao diminuir a libido e desencadear a disfunção erétil.

Gordinhos podem sofrer mais com o problema

Divulgada esta semana, tendo como foco o Dia Nacional do Homem (15 de julho), a pesquisa revelou que os cariocas estão mais conscientes em relação à obesidade, apontada como um dos principais fatores relacionados à andropausa, que se caracteriza pela queda dos níveis de testosterona em homens, também conhecida como hipogonadismo.

Os mais maduros acreditam que a redução deste hormônio está ligada principalmente à obesidade (27%) e à falta de qualidade de vida (24%). Entre os mais jovens, o excesso de trabalho e estresse do dia-a-dia (23%) e a obesidade (20%) foram as causas mais citadas.

Em nível nacional, a pesquisa mostrou que a maioria não desconfia da relação entre obesidade e andropausa: 73% dos homens maduros (50 aos 70 anos) e 80% entre os mais jovens (18 aos 22 anos). Segundo os especialistas é justamente aí que os homens precisam ter atenção, pois os quilinhos a mais podem contribuir para a queda hormonal e, consequentemente, problemas como a impotência sexual.

“Alertamos que estar fora do peso é um risco para a saúde dos homens, pois pode desencadear várias doenças como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, bem como influenciar no surgimento do hipogonadismo em homens maduros, isso porque, o excesso de tecido adiposo altera o funcionamento da hipófise e dos testículos, inibindo a produção da testosterona. Esse quadro é mais acentuado a partir dos 45 anos”, reforça o urologista Archimedes Nardozza Jr., presidente da SBU.

Por outro lado, há casos em que os homens são gordinhos e têm numa vida sexual tranquila. A pesquisa foi realizada com 2.000 homens de sete capitais (Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo).

Obesidade não preocupa tanto os homens brasileiros

Apontada pelos entrevistados em um percentual menos expressivo – 10% entre os mais maduros e 13% entre os mais jovens – a obesidade é considerada pela Organização Mundial da Saúde como um dos maiores problemas de saúde pública, com um enorme impacto econômico na sociedade. A projeção é que, em 2025 cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso, e mais de 700 milhões obesos.

Já no Brasil, de acordo com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a doença vem crescendo cada vez mais, e levantamentos apontam que mais de 50% da população brasileira já está acima do peso.

Entre os impactos negativos que a obesidade pode causar à saúde do homem, estão o maior risco de aterosclerose, diabetes, síndrome metabólica, doença hepática gordurosa não alcoólica, problemas cardíacos e disfunção erétil, o que prova que a doença representa um sério fator de risco para a redução da qualidade e da expectativa de vida.

Reposição de testosterona pode ser uma solução

A reposição de testosterona em homens com hipogonadismo (queda dos níveis desse hormônio) ajuda a normalizar os níveis hormonais e controlar os sinais e sintomas relacionados ao problema. Segundo Farid Saad, diretor da área de Andrologia da Bayer na Alemanha, “a reposição de testosterona em pacientes com hipogonadismo em longo prazo foi associada com aumento de massa magra, redução de peso e da circunferência abdominal.

Um estudo publicado neste ano no International Journal of Obesity avaliou 411 homens hipogonádicos e obesos que foram tratados com reposição hormonal, durante um período de oito anos e foi observada perda de peso maior que 10% em mais de 65% dos pacientes.

Segundo Archimedes, por ser considerada uma doença crônica, a obesidade necessita de intervenção médica, pois sem tratamento, contribui de forma significativa para uma série de efeitos adversos sobre o sistema cardiovascular. Assim, a perda de peso nestes pacientes em qualquer momento da vida adulta pode resultar em benefício para a saúde.

Para viver com saúde e qualidade, além de buscar uma alimentação saudável e a prática de atividade física, é preciso reforçar a importância da consulta médica e da realização de exames periódicos. Dessa forma, se existir alguma anormalidade, o médico irá avaliar e indicar o tratamento adequado”, completa.

Com Assessorias

Gostou desse conteúdo? Compartilhe em suas redes!

You may like

In the news
Leia Mais
× Fale com o ViDA!