Câncer de mama também pode atingir mulheres com menos de 35 anos

Queda na realização de mamografias durante a pandemia possibilizou casos mais graves. Médicas esclarecem sobre fatores de risco

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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou que a cada ano do triênio 2020-2022 estima que ocorram 66.280 novos casos de câncer de mama no Brasil no período 2020-2022, ou seja, 61,61 casos novos para cada 100 mil mulheres. Apesar da maior probabilidade da doença atingir as mulheres acima dos 50 anos, um dado da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) reforça um alerta: o aumento da incidência de câncer de mama entre mulheres com menos de 35 anos.

O câncer de mama ocorre por conta da multiplicação desordenada de células, gerando células anormais e a formação de um tumor. Os principais sinais e sintomas da neoplasia são nódulos ou caroços na mama, vermelhidão da pele, retração ou saída de líquido espontâneo e anormal do mamilo. A doença pode atingir homens e mulheres, apesar da incidência em homens ser de apenas 1% do total de casos.

Este é um dos tipos de tumor mais frequentemente diagnosticado no mundo e como alerta, sempre é necessário a recomendação – e reforço – de orientações relacionadas aos hábitos de vida mais saudáveis, além, é claro, de comparecer em importantes consultas médicas para prevenção.

Visitas regulares ao ginecologista e a realização de exames de rastreio são as principais armas contra a enfermidade, já que a detecção em estágio inicial aumenta as chances de cura. Conversar com o médico sobre a necessidade de realizar a mamografia é uma prática essencial.

O rastreamento é feito por meio da mamografia e a recomendação é que seja realizada uma vez por ano, a partir dos 40 anos. No período das campanhas de conscientização e nos meses subsequentes amplia-se a procura pelos exames de mamografia. Em 2020 e 2021 houve uma diminuição na realização de diversos exames.

“No primeiro pico da pandemia da Covid-19, a queda na realização dos exames de mamografia e de biópsias chegou a alcançar 60%. Em função disso, casos de câncer de mama deixaram de ser diagnosticados, levando à detecção da doença em estágios mais avançados”, explica a médica patologista Marina De Brot, secretária-geral da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e médica patologista titular do A.C.Camargo Cancer Center. 

Algumas dicas de saúde incluem necessariamente os cuidados e atenção da mulher com o próprio corpo. “A observação em frente ao espelho de qualquer alteração na pele da mama, retração, vermelhidão, secreção no mamilo, caroço na mama ou axila e, ao perceber algo diferente, buscar atendimento com o médico ginecologista ou mastologista para avaliação e investigação. Especialmente, é essencial não deixar de fazer a mamografia anual de rastreamento a partir dos 40 anos, principal forma de detecção precoce do câncer de mama”, orienta a Dra. Marina De Brot.

Fatores que aumentam o risco para o câncer de mama

Os fatores que aumentam o risco para câncer de mama, explica Gerusa Tiburzio, diretora de Comunicação Social da SBP, são: “menarca (primeira menstruação) precoce, menopausa tardia, uso de medicações hormonais, obesidade na pós-menopausa, histórico familiar de câncer de mama, ovário ou pâncreas, e hábitos de vida, como o consumo de bebidas alcoólicas”. Ela explica que “para mulheres dos grupos de risco, a indicação para realizar a mamografia pode ser a partir dos 35 anos”.

O diagnóstico precoce está associado a melhor evolução e maiores taxas de cura, além de maior qualidade de vida para a paciente. “O médico patologista tem um papel importante na definição do diagnóstico. Após feita a biópsia pelo médico radiologista, este fragmento obtido é enviado para a análise. E é o patologista que avalia o material para dar o diagnóstico definitivo e examina o estudo imuno-histoquímico para marcadores prognósticos e preditivos. Estes resultados revelam a biologia tumoral, além de determinar o tratamento”, explica a Dra. Gerusa Tiburzio.

Só depois é que será iniciada a terapêutica, e é o patologista que faz a confirmação diagnóstica e fornece as várias características que vão definir o tratamento. Por isso, o patologista participa ativamente junto aos médicos oncologistas e mastologistas na determinação da melhor terapêutica.

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