A saúde pública no Estado do Rio de Janeiro deu um passo significativo nesta quarta-feira (28). Com um investimento de R$ 103 milhões provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), foi assinada a Ordem de Serviço para a construção de uma nova maternidade em Japeri. A unidade, de porte 1, terá capacidade estimada para realizar até 16 mil procedimentos por ano, transformando o atendimento materno-infantil na Baixada Fluminense.

A iniciativa faz parte de um esforço robusto do Ministério da Saúde, que já destinou R$ 6,2 bilhões para 422 propostas de saúde em todo o estado do Rio de Janeiro. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o foco é reduzir os índices de mortalidade materna e infantil e garantir agilidade no atendimento de gestantes e puérperas.

Estamos garantindo serviços mais ágeis para toda a população. Além disso, investimentos em maternidades reduzem os indicadores de mortalidade infantil e materna, melhoram a saúde de gestantes, mães e puérperas e beneficiam a região como um todo”, destacou o ministro.

Estrutura moderna e atendimento regional

Diferente de modelos hospitalares tradicionais, o projeto de Japeri segue um padrão de humanização e privacidade. A unidade funcionará 24 horas por dia e contará com:

  • Suítes PPP: Ambientes integrados para pré-parto, parto e pós-parto, permitindo que a mulher permaneça no mesmo local com privacidade.

  • Centros de Parto Normal: Equipados com banheiras para alívio da dor e estímulo ao parto natural.

  • Salas Lilás: Espaços de acolhimento especializado.

  • Integração total: Áreas projetadas para que o atendimento ao recém-nascido ocorra junto à mãe, fortalecendo o vínculo imediato.

A maternidade não atenderá apenas os moradores locais. Ela servirá como um polo regional para municípios como Paracambi, Miguel Pereira, Seropédica, Nova Iguaçu e Queimados, além de apoiar a rede de cidades como Belford Roxo e Duque de Caxias.

Com a implementação do Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR), a nova maternidade de Japeri se torna um pilar fundamental para garantir que o nascimento na rede pública fluminense seja pautado pela segurança médica e pelo respeito à dignidade humana.

O impacto do Novo PAC da Saúde e do programa Agora Tem Especialistas

A obra está inserida na estratégia do programa Agora Tem Especialistas, que busca descentralizar o cuidado especializado, reduzindo o tempo de espera por atendimento. A parceria entre o Ministério da Saúde, municípios e estados também visa fortalecer as redes de atenção materna e infantil locais.

O Novo PAC é o maior programa de investimentos em infraestrutura do sistema público na saúde. O impacto do Novo PAC da Saúde na infraestrutura do SUS é sem precedentes no país, com um montante total de R$ 31,5 bilhões investidos em:

Equipamento / Serviço Alcance Nacional (Novo PAC)
Unidades Básicas de Saúde (UBS) 2.600 unidades
Ambulâncias do SAMU 4.800 veículos
Policlínicas 101 unidades
Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) 330 centros

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Expansão do atendimento especializado no estado

Além da nova maternidade em Japeri, o Ministério da Saúde consolidou nesta semana mais um avanço estratégico para a rede pública fluminense. Através do programa Agora Tem Especialistas, dois hospitais particulares de Petrópolis — o Hospital Sociedade Médico Hospitalar (SMH) e o Hospital de Olhos Dr. Tannure — oficializaram sua adesão ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A parceria garante um investimento de R$ 3,3 milhões por ano para a realização de quase 2 mil cirurgias gratuitas na região serrana. O modelo é inovador: as instituições privadas oferecem procedimentos de média e alta complexidade em troca de créditos para abater tributos federais, agilizando o atendimento à população sem onerar diretamente o orçamento municipal.

Rede de apoio privada ao SUS no Rio de Janeiro

O estado do Rio já concentra importantes unidades particulares e filantrópicas atuando em conjunto com o governo federal para reduzir as filas de espera. Confira as especialidades disponíveis em outras unidades:

  • Rede D’Or (Glória D’Or e Niterói D’Or): Realização de cerca de 100 cirurgias cardiológicas anuais, com investimento de R$ 3,6 milhões.

  • Hospital e Maternidade São Francisco (Niterói): Foco em oncologia ginecológica, com 204 procedimentos de alta complexidade por ano.

  • Petrópolis (SMH e Hospital de Olhos): Cirurgias do aparelho digestivo, urológicas, dermatológicas e oftalmológicas.

O Agora Tem Especialistas em números

O programa já conta com 30 instituições privadas em todo o Brasil, somando R$ 178 milhões em serviços voltados ao SUS. O objetivo central é desafogar a demanda reprimida em áreas críticas como oncologia, cardiologia e ortopedia, unindo a infraestrutura da rede privada à gestão do sistema público.

Com essas ações, o Ministério da Saúde reforça o compromisso de descentralizar o atendimento especializado, garantindo que o paciente do Rio de Janeiro, seja na Baixada ou na Região Serrana, tenha acesso a tratamentos modernos com maior rapidez.

Com informações do Ministério da Saúde 

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