Palavra de Especialista

Atrofia vaginal afeta 45% das mulheres durante a menopausa

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Muita gente pensa que a menopausa é uma doença crônica e os seus sintomas são distúrbios inevitáveis. No entanto, trata-se de um momento evolutivo e importante da vida, e um sinal para cuidarmos melhor de nós mesmas. Durante a menopausa, várias são as alterações que ocorrem no corpo feminino, muitas delas trazendo desconforto e limitações.

A queda nos níveis de estrogênio que acontece com a menopausa ou mesmo durante a amamentação e  após o parto provoca uma série de problemas que têm um sério impacto sobre a vida social da mulher e sobre as relações pessoais.

A falta de estrogênio é a principal causa da atrofia vaginal, também conhecida como vagina ressecada ou vaginite atrófica: a mucosa torna-se mais fina, mais frágil, menos elástica e lubrificada; ocorrem alterações do PH , modificando inclusive o odor, e  as defesas naturais são reduzidas. Milhões de mulheres sofrem hoje da falta de lubrificação vaginal e incontinência urinária que ocorrem durante a pré-menopausa, durante a amamentação ou após o parto.

A principal causa disso é muitas vezes a vaginite atrófica, que é a falta de nutrição e lubrificação das células da mucosa vaginal. Essa condição causa um afinamento progressivo da mucosa vaginal e vulvar que então se torna mais delicada, sensível e mais exposta ao trauma. Inflamação e dor são problemas comuns e frequentes, mas mesmo assim, muitas vezes preferimos manter o silêncio.

O distúrbio pode ter um efeito muito importante no humor e na qualidade de seu relacionamento. Das  mulheres que sofrem com isso 75% relataram que a atrofia vaginal afeta negativamente suas vidas; 63% não reconheceram a atrofia vaginal como uma condição crônica; 44% informaram que não consultaram um ginecologista para encontrarem uma solução e 4% só reconheceram os sintomas comuns da atrofia vaginal.

Mais sobre o problema e consequências

A atrofia vaginal atinge 45% das mulheres no período da menopausa e leva a uma diminuição dos nutrientes, fibras elásticas e de colágeno da mucosa vaginal, muitas vezes trazendo dor, irritação e diminuição na lubrificação. Se negligenciados, estes distúrbios podem afetar negativamente sua sexualidade, a sua qualidade de vida e de seu parceiro.

Esta atrofia costuma se desenvolver lentamente, de modo que a mulher pode demorar de cinco a 10 anos, após o início da menopausa, para notar os sintomas. O problema pode começar a ocorrer também no período de pré-menopausa, chamado de climatério, e alguns sintomas podem estar associados, como coceira e ardor na área vulvo-vaginal; corrimento e odor causado pelo aumento do pH; estímulo frequente para urinar; cistite recorrente e falta de lubrificação e dor durante a relação sexual.

Secura vaginal , ardor, coceira, mudança do odor  são resultantes da vaginite atrófica. Assunto que muitas vezes não é falado sobre porque alguns consideram que é uma consequência natural durante a menopausa e após o parto.  A atrofia vaginal também pode ocorrer após a remoção cirúrgica de ambos os ovários, a radioterapia pélvica para o câncer, a quimioterapia para o câncer ou como um efeito colateral do tratamento hormonal do câncer da mama. Alguns fatores podem contribuir para a vaginite atrófica, tais como tabagismo, ausência de partos vaginais e falta de atividade sexual.

Dor durante a relação sexual (dispaurenia)

Outro agravante da vaginite atrófica é a dispareunia – dor durante a relação sexual. Como a vagina atrófica é fina, frágil, tem falta de elasticidade e acima de tudo é seca e sem lubrificação. Isso faz com que ocorra a dor durante a relação sexual com uma série de consequências negativas sobre o relacionamento do casal.  E as vezes leva a uma falta de desejo sexual e sentimentos desconfortáveis durante momentos íntimos com seu parceiro. A dispareunia também pode ser causada por dor na região perineal causada pela cicatrização da episiotomia ou depois de uma laceração a partir de um parto normal. Compreendendo a causa da dor e usando a mais recente geração de tratamento a laser sobre o tecido se pode resolver da forma mais eficaz este sintoma.

Incontinência Urinária

Este é um dos problemas femininos mais comuns em mulheres com mais de 35 anos de idade, e  que compromete seriamente a sua qualidade de vida . Existem vários tipos e níveis, como: de estresse (rir ou tossir, levantar peso), urgência (perda involuntária de urina devido à falta de controle do estímulo urinar pelo cérebro), misto (incontinência por uma combinação de estresse e urgência urinária) ou de refluxo (ocorre quando a bexiga está cheia de modo que a pressão interna seja maior do que a da uretra). Constrangimento e vergonha impedem de enfrentar o problema, que muitas vezes se carrega com resignação. Mas agora existe, finalmente, tratamentos minimamente invasivos que podem ajudar a resolver este problema. Laser de CO2 é apenas um deles, mas em casos leves pode ser de grande ajuda. A incontinência urinária é um problema complexo que requer cuidadoso diagnóstico pelo seu médico antes de ser tratada.

5 sinais que você pode ter AtrofiaVaginal

1 – Secura vaginal, ou redução da lubrificação uma das consequências da atrofia vaginal é a diminuição das secreções normais da região íntima.

2 – Dor e sangramento durante o sexo, além de pouca lubrificação, o tecido vaginal tende a ficar mais fino, menos elástico, portanto, mais frágil. Por isso, o atrito que ocorre durante o sexo pode acabar machucando a mulher.

3 – Mais infecções e corrimento: a atrofia causa alteração do pH vaginal, o que deixa a região mais propensa à proliferação de micro-organismos.

4 – Incontinência urinária e ardência ao urinar: na menopausa, a vaginite atrófica pode ser acompanhada pela atrofia e alterações que acabam causando sintomas como esses.

5 – Coceira (prurido): a falta de secreção pode causar irritação e consequente prurido. O quadro pode se agravar caso ocorram infecções.

Como tratar o problema

Graças a técnicas de laser inovadoras, estes problemas podem agora ser prevenidos e resolvidos de uma forma segura e eficiente. “Existem meios de tratar esses efeitos desagradáveis da atrofia vaginal, converse com seu médico a respeito do Laser Co2 fracionado vaginal. Podemos ter a solução bem mais simples do que imagina”, explica a médica ginecologista Girlani Bastos, pós-graduada em Cirurgia Plástica.

Agora é possível tratar a vaginite atrófica sem dor, sem efeitos colaterais e pode ser feito em apenas alguns minutos com um procedimento chamado de Laser Co2 Fracionado Vaginal. É um tratamento que utiliza energia laser para tratar os sintomas de vaginite atrófica. É um laser médico que emite controladas luzes de energia para o tecido vaginal assim as células produzem mais colágeno. Ele atua sobre o tecido da mucosa vaginal e melhora a função natural da área tratada através do restabelecimento do equilíbrio trófico adequado para a membrana.

O laser devolve  a qualidade de vida, auto estima e confiança á mulher..já que restaura o tônus tissular e aumenta o fluxo sanguíneo e a   lubrificação, restaurando    e normalizando  a fisiologia das paredes vaginais.. também  resultando  em mudanças como o clareamento e rejuvenescimento  do tecido vaginal. “O tratamento traz a alegria e bem estar a mulher em todos os sentidos, deixando-a segura  e trazendo de volta a feminilidade perdida, dando uma  vida sexual plena e saudável”, ressalta a cirurgiã plástica Tathiana Anthony, da Renewmed.

Fonte: Renewmed

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