
O episódio reacende o debate sobre essa condição neurológica pouco conhecida, mas extremamente incapacitante. O tema já havia ganhado repercussão nacional em 2024 com o caso da jovem brasileira Carolina Arruda, que relatou conviver com dores severas e chegou a considerar a eutanásia no exterior diante do sofrimento (veja mais sobre o caso no final do texto).
Segundo a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), a neuralgia do trigêmeo ocorre quando há irritação ou compressão do nervo responsável pela sensibilidade da face, provocando crises súbitas de dor intensa, muitas vezes comparadas a choques elétricos, que podem ser desencadeadas por ações simples como mastigar, falar ou escovar os dentes.
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O que é a Neuralgia do Trigêmeo?
- Sintomas: Crises súbitas de dor “em choque” ou pontadas intensas, geralmente desencadeadas por atividades simples como falar, comer, escovar os dentes ou até um vento leve no rosto.
- Causas comuns: Frequentemente causada pela compressão do nervo por um vaso sanguíneo, mas também pode estar associada a tumores ou doenças desmielinizantes, como a esclerose múltipla.
- Tratamento: Geralmente envolve o uso de medicamentos anticonvulsivantes para controlar a dor ou, em casos mais graves e resistentes, procedimentos cirúrgicos para aliviar a pressão sobre o nervo.
Especialistas da SBN destacam que informação e diagnóstico precoce são fundamentais para ampliar o acesso a tratamentos, que vão desde medicamentos para dor neuropática até procedimentos cirúrgicos em casos mais graves.
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‘A dor não define quem somos’
Imagine sentir choques elétricos no rosto ao falar ou mastigar? A história de Carolina Arruda, uma jovem de Bambuí, em Minas Gerais, ganhou as mídias em 2024. Aos 28 anos, ela vive com essa dor desde os 16. Carolina passou por 27 neurologistas e diversos tratamentos, incluindo medicamentos e cirurgias, mas a dor persiste.
Perceber que minha dor era tanto emocional quanto física foi um passo crucial para a cura. Encontrei um novo propósito. Transformei minha dor em uma missão de mostrar que há caminhos para a superação e que ninguém está sozinho”, diz ela.
A dor constante impede Carolina de realizar tarefas simples e afeta seu bem-estar emocional. Sua história mostra a importância de buscar diagnóstico e tratamento adequados para a dor crônica.
A dor não define quem somos. Há ajuda e esperança. Se você se identifica com minha história, saiba que buscar apoio e enfrentar suas emoções pode abrir portas para uma nova vida. Você é mais forte do que imagina. Não desista de encontrar a paz que merece”, escreveu.
Com assessorias

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