Você sabe o que é Transtorno de Estresse Pós-Traumático?

Psicóloga Miriam Pontes de Farias explica que qualquer pessoa pode sofrer de Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Entenda

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 Por Miriam Pontes de Farias*

Você sabe o que é Transtorno de Estresse Pós-Traumático -TEPT? É um dos transtornos de ansiedade que, como o próprio nome já diz, transtorna a nossa vida. Ocorre quando a pessoa passa por alguma situação traumática em que tenha sido colocada em risco ou perigo de morte, seja quando vivencia alguma cena real ou um relato de uma situação traumática, com a presença de muito medo ou pavor. Tal situação geralmente provoca uma sensação de horror, impotência ou paralização de suas ações cotidianas. 

A pessoa submetida ao TEPT desenvolve um quadro de evitação em relação ao ocorrido. Isso se dá porque ela sente como se estivesse vivenciando a situação traumática outra vez. Ocorrem flashes com a presença de pensamentos invasivos e lembranças persistentes, muitos sonhos, e até pesadelos sobre o fato ocorrido, levando a pessoa a reviver a experiência traumática.

O indivíduo muitas vezes acorda assustado. Na verdade, ele fica preso a experiência traumática, como se tudo fosse acontecer novamente, a qualquer momento. Isso causa muito sofrimento físico e, principalmente, emocional. O estresse pós-traumático pode estar acompanhado de outros transtornos, tais como depressão e pânico. 

A pandemia pode desencadear o TEPT?

E este momento de pandemia que estamos vivendo, pode desencadear TEPT? Sim, é possível que algumas pessoas possam desenvolver o quadro. Somos seres sociais, aprendemos desde criança a viver em sociedade e de repente houve uma perda dessa convivência com o outro, de se relacionar, trocar experiências, afetos ou desafetos.

Houve uma ruptura nos contatos humanos. Com a presença do coronavírus o outro ser humano se tornou uma ameaça, e isto além de ser assustador é contrário a tudo que aprendemos desde pequenos. Com a pandemia nos tiraram nossa sociabilidade, os abraços, beijos, toques, e até as discussões. Como seres sociáveis naturalmente sentimos falta destes contatos humanos mais próximos.

As pessoas que mais podem ser afetadas são aquelas que ficaram internadas por causa do vírus, principalmente as que foram intubadas, e ou ficaram com sequelas. As que perderam entes queridos e não puderam fazer a despedida, alguém que presenciou uma pessoa sofrendo com a síndrome respiratória, ou até mesmo ter visto imagem ou vídeo de pessoas agonizando por conta do Corona vírus. Enfim, qualquer experiência em relação a pandemia que possa desencadear sofrimento, dor e trauma.

Qualquer pessoa pode desenvolver o TEPT

Mesmo aqueles que apenas presenciaram o desespero de alguém sofrendo por conta de internação pelo Covid e a intubação, que é um procedimento muito invasivo, já dispõem de conteúdo suficiente para desenvolver o TEPT. As lembranças de fatos ocorridos podem aparecer subitamente na memória, perpetuando o sofrimento. 

Na população mundial, com a presença do Covid assolando as nossas vidas há quase dois anos, qualquer pessoa pode desencadear TEPT pois estamos vivendo coletivamente  uma situação traumática, com muitas limitações e uma mudança radical na maneira de nos relacionar. 

As experiências mais comuns que podem levar o indivíduo a desenvolver um quadro de Transtorno de Estresse Pós-Traumático – TEPT são: catástrofes da natureza, pandemias, assaltos, sequestros, assassinatos, tortura, acidentes graves, situação de guerra, violência física, emocional ou sexual, principalmente os casos de abuso ou estupro. 

O que fazer para tratar esse transtorno?

Viver com TEPT implica em muitas limitações e é importante buscar um tratamento com um psicólogo. A hipnose clínica, por exemplo, é um tratamento muito eficaz em todos os transtornos de ansiedade, principalmente nos quadros de TEPT.

São técnicas que atuam em áreas do cérebro produzindo uma alteração neurofisiológica. Internamente a pessoa vai se reconectando cada vez mais com seu potencial de vida, equilíbrio e saúde mental.

Quando o quadro de TEPT já está muito avançado o psicólogo vai indicar um psiquiatra, para a prescrição de medicação. A hipnose é uma terapia breve e focal; em poucas sessões o paciente já percebe os resultados. 

Miriam Pontes de Farias é psicóloga (CRP 05/25815), pós-graduada em Hipnose Clínica, professora, conferencista internacional, palestrante, coordenadora e supervisora de grupos há mais de 20 anos. Foi vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose (SBH) e ministra cursos de Hipnose Clínica, Regressão de Memória e Auto-hipnose.

Contatos: miriam.psi.hipnose@gmail.com / facebook.com/AHipnose / Instagram: @miriam.psi.hipnose /www.miriamhipnose.com.br Tel.: (21) 99221-8462 (WhatsApp)

Miriam escreve para a seção ‘Palavra de Especialista’ uma vez por mês. Contatos: palavradeespecialista@vidaeacao.com.br.

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