Vida longa e saudável: um desejo que se conquista todo dia

Dia Nacional da Saúde destaca importa da rotina de autocuidado e atenção primária para garantir uma longevidade saudável e feliz

“São as escolhas que fazemos todo dia que vão definir a qualidade de vida que teremos”, diz aposentada Solange Gonçalves de Oliveira, de 73 anos, neste Dia Nacional da Saúde (Foto: Acervo pessoal)
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A aposentada Solange Gonçalves de Oliveira completou 73 anos este ano e é um exemplo de como um estilo de vida saudável impacta positivamente sobre a qualidade de vida e a longevidade. “São as escolhas que fazemos todo dia que vão definir a qualidade de vida que teremos”,  diz ela, que busca viver com qualidade por meio de pequenas ações no dia a dia. A declaração da aposentada ilustra bem a realidade de milhares de brasileiros na chamada ‘terceira idade’, que se torna cada vez mais longa, representando um desafio para os sistemas de saúde e previdenciário no Brasil.

Dados de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a expectativa de vida do brasileiro chegou a 77 anos, próxima da expectativa de vida global que é de 73,4 anos, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Ainda de acordo com a organização, em todo o mundo há mais de 621 mil pessoas com mais de 100 anos e a tendência é que esse número ultrapasse 1 milhão até o final desta década.

A importância do autocuidado é destacada especialmente neste Dia Nacional da Saúde (5 de agosto), escolhido em homenagem à data de aniversário do médico e sanitarista Oswaldo Gonçalves Cruz, referência na saúde pública brasileira e que contribuiu com a criação de soros e vacinas. A efeméride tem por objetivo conscientizar sobre a importância da educação sanitáriada adoção de um estilo de vida saudável, fatores fundamentais para a qualidade de vida da população brasileira.

“Sempre me preocupei com a minha saúde e já fui muito criticada por isso. Até hoje ainda escuto aqui e ali uma crítica sobre minha rotina, que inclui entre outras coisas atividade física diariamente e uma alimentação saudável, como se eu quisesse impedir a morte ou estivesse me negando a envelhecer. As pessoas não entendem que na verdade o que busco é ter disposição para desfrutar com qualidade a vida, até quando puder”, explica  Solange.

Autocuidado e bem estar são uma prioridade para a aposentada. Adepta a uma alimentação saudável, atividades físicas regulares, cuidados com a qualidade do sono, visitas ao médico e exames preventivos periódicos, ela mantém uma vida ativa e desfruta plenamente desta etapa da sua vida.

“Falo sempre para os meus filhos, saúde precisa estar na agenda do dia. Não podemos pensar nela só quando adoecemos. São as escolhas que fazemos todo dia que vão definir a qualidade de vida que teremos. É a quantidade de água que bebemos, o filtro solar que usamos, o tipo de comida que colocamos no prato, a qualidade do nosso sono, o quanto nos movimentamos e claro, os exames de rotina que precisamos fazer regularmente. São pequenas decisões que vão fazer a diferença.

Aumento da expectativa de vida: como pensar a saúde no futuro?

Leonardo Demambre Abreu, médico da família e coordenador médico da Amparo Saúde, empresa do Grupo Sabin, destaca que, hoje, o Brasil passa por um processo de transição demográfica. São quase 38 milhões de pessoas com 60 anos ou mais – número que alcança 18% da população e que deve superar o de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos até 2030.

“O aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população apontam para a necessidade de pensar a saúde dentro de uma nova realidade. É a medicina preventiva na perspectiva da saúde integral que pode fazer frente ao desafio de garantir mais qualidade de vida para uma população que pode viver cada vez mais”, completa o médico.

Segundo ele, hoje os médicos ainda vivem o desafio de engajar os pacientes nos cuidados ao longo da vida. “Vemos que ainda é mais fácil encontrar justificativas para adiar o cuidado do que aceitar o fato de que precisamos de um tempo para nós. Só paramos, quando nosso corpo acena com uma doença, mas cuidar da saúde não é só tratar doença”.

Abreu lembra que é preciso “romper barreiras sociais e culturais, para que as pessoas entendam a importância de adotar hábitos mais saudáveis que ofereçam a ela bem-estar físico e mental, para uma vida longe e plena”.

“Esse é o nosso trabalho na atenção primária a saúde, onde promovemos o autocuidado apoiado, por meio de equipe formada por profissionais de saúde multidisciplinares e estratégias coordenadas com o paciente no centro do cuidado. Nosso papel é ir além do cuidar, é apoiá-lo e inspirá-lo nesta busca pelo bem-estar e saúde como um todo”, conclui Abreu.

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A conquista de uma vida que seja longa, com saúde equilibrada e sem prejuízos com o passar dos anos, é um desejo de boa parte da população. Apesar de parecer um assunto que está ligado apenas à terceira idade, o envelhecimento e a importância de hábitos que prolonguem a vida, deve ser uma preocupação contínua e que possa orientar as atitudes a serem tomadas no dia a dia.

Em 2021, o IBGE apontou que os idosos representavam 14,7% da população, que se estima em 203,1 milhões de pessoas atualmente, segundo o último censo. Por outro lado, quem se enquadra na faixa dos 30 a 59 anos, pertence a um grupo de 41,4% dos brasileiros, que estão no processo de amadurecimento e para isso, precisam ser orientados quanto à longevidade.

Apesar de estar envelhecendo, o brasileiro tem hábitos de vida que não permitem uma evolução saudável, com a obesidade atingindo 6,7 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. O país também tem alto índice de sedentarismo e de acordo com a OMS, é um dos principais em um ranking que reúne localidades na América Latina. Ao todo, 47% das pessoas são consideradas fisicamente inativas, sem qualquer prática de exercícios para estimular a saúde.

‘Não existe receita de bolo para ter uma vida saudável’, diz consultora

“Para garantia de uma vida melhor, não existe uma receita de bolo, que funcione de forma geral a todos os perfis e padrões de pessoas. Hábitos como sedentarismo, consumo excessivo de gordura e o excesso de estresse ou as dificuldades impostas pelo ‘novo normal’, pós pandemia, com o home-office e falta de ergonomia dos ambientes, podem sim impactar no futuro de cada um de nós”, afirma Bianca Vilela, Mestre em Fisiologia do Exercício pela Unifesp.

Segundo ela, também é importante estar atento também aos padrões genéticos, possíveis doenças hereditárias e a manutenção de uma rotina confortável, para que se alcance a tão sonhada longevidade. A especialista destaca que um aspecto que se faz necessário nesse assunto, é a importância de trazer o tema para o contexto empresarial, auxiliando na manutenção de hábitos que podem estimular os colaboradores, proporcionando melhor rendimento e maior qualidade de vida.

Com uma série de ações voltadas ao assunto, a consultora em saúde no trabalho fala sobre a construção de um novo estilo de vida, a partir de ajustes na rotina.

“Beber mais água, ter pequenas metas todos os dias, ler mais, ter tempo para curtir a própria companhia, além de tudo o que os médicos orientam como alimentação saudável, exercícios físicos regulares, postura adequada e quantidade de sono que atenda às necessidades, podem proporcionar benefícios enormes para a manutenção da vida”, recomenda.

O trabalho está totalmente relacionado a isso, já que em boa parte dos casos aquela pessoa fica a maior parte do seu tempo ali e precisa se adequar a horários, estresses que podem ser relativos à função, mudança de rotinas, excesso de peso e outros. Por isso, a orientação profissional para uma rotina de autocuidado e boa qualidade de vida em empresas pode fazer a diferença.

“Isso pode desencadear uma série de problemas, se não for acompanhado devidamente, como angústia, dores no corpo, insônia, perda de apetite e tantos outros sintomas, que impactam no tempo de vida”, completa Bianca, que atua com palestras e ações orientação sobre o assunto em diversas empresas renomadas do país.

Fonte: Grupo Sabin e Bianca Vilela

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