Vida nova após o câncer: mutirão de reconstrução mamária

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Mutirão pretende realizar centenas de cirurgias em 16 hospitais do país
Mutirão pretende realizar centenas de cirurgias em 16 hospitais do país

Ana Rita de Lima Moraes, de 50 anos, é uma das 10 pacientes selecionadas para o mutirão de reconstrução da mama, que acontece nesta sexta-feira (14), no Hospital Federal do Andaraí (HFA). Moradora de Itaocara, município do Noroeste Fluminense, Ana Rita retirou a mama durante o tratamento contra o câncer em 2013. “Sinto um misto de alegria e muita ansiedade”, diz ela.

Em duas semanas, o hospital pretende realizar o equivalente a três meses de cirurgias de reconstrução de mama que ocorrem ali regularmente. O mutirão faz parte da programação da campanha Outubro Rosa,  mês de conscientização do câncer de mama, com objetivo de reduzir mais rapidamente a fila desse tipo de cirurgia no Sistema Único de Saúde (SUS). Uma equipe de 15 cirurgiões foi selecionada para atuar no mutirão, organizado em todo o país pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

“Agilizar a realização dessas cirurgias é proporcionar a mais pacientes a chance de retomar a vida pessoal, social e profissional depois de enfrentar uma doença como o câncer”, ressalta o chefe do setor de Cirurgia Plástica do HFA, Carlos Del Piño Roxo. Além desse tipo de cirurgia, o setor realiza uma média mensal de 36 cirurgias, entre pós-bariátricas, procedimentos para queimados e para corrigir defeitos congênitos. Até agosto de 2016, o HFA realizou 2.877 cirurgias, ao todo – uma média de 360 mensais.

Semana de Reconstrução Mamária

Durante a Semana de Reconstrução Mamária, de 24 a 28 de outubro, serão 16 hospitais participando do mutirão, com apoio da GC Aesthetics/Eurosilicone, líder mundial em implantes mamários e corporais, comercializados em mais de 75 países. Para esta ação, a empresa doou 500 implantes a serem utilizados pelos médicos participantes em todo o Brasil.

No Rio, a ação acontece no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da UFRJ. A meta é operar em torno de 80 pacientes no período. Na ocasião, serão atendidas mulheres que já foram submetidas à mastectomia e desejam, agora, reconstruir a mama. O critério para seleção foi de acordo com o tempo de espera na fila. O HUCFF tem capacidade de aumentar em mais de 30% o número de pacientes atendidas nesse serviço.

De acordo com Diogo Franco, um dos coordenadores do serviço de Cirurgia Plástica do HUCFF,  a ação é mais uma oportunidade de destacar e reforçar a necessidade de conhecimento da doença, além de trazer as principais novidades no tratamento e as possibilidades pós-cirurgia. “Atendemos também mulheres que já foram submetidas à mastectomia e desejam, agora, reconstruir a mama. Isso é muito importante para a população saber. Utilizamos métodos e materiais médicos de máxima qualidade, como próteses e expansores de tecido”, destaca.

Vamos falar sobre isso?

Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 25% dos casos novos a cada ano., segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Somente em 2016, a estimativa é de que surjam 57.960 novos diagnósticos. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, em especial após os 50 anos.

Para alertar as mulheres e desconstruir os mitos associados ao câncer de mama, o Ministério da Saúde e o Inca lançaram um hotsite (www.inca.gov.br/outubro-rosa) específico da campanha. A ideia é informar e conscientizar sobre a doença e proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento para a redução da mortalidade.

A campanha “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?” tem como um dos objetivos enfatizar a importância de a mulher ficar atenta a alterações suspeitas nas mamas. Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são: caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor; pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja; alterações no bico do peito (mamilo); pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço ou saída espontânea de líquido dos mamilos.

A ação promovida pelo Inca conta com materiais gráficos, como cartaz, cartilha e filipeta, que pretendem esclarecer os benefícios e malefícios da realização da mamografia, além de recomendações que podem contribuir para a redução do risco do desenvolvimento de diversas doenças, inclusive o câncer de mama, como manter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Fontes: Ministério da Saúde,  HUCFF

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