Resistir ao período mais saboroso do ano, como a Páscoa, é muito difícil, não é mesmo? Para quem exagerou nos ovos de chocolate e quer se livrar das sobras quando ainda é tempo, especialistas dão dicas de como correr atrás do prejuízo no dia seguinte.
O consumo de açúcar, em excesso, traz diversos prejuízos para a saúde, dentre eles, sintomas como irritabilidade, mau humor e até mesmo depressão, além do aumento de peso. Após o período da Páscoa, é importante retomar a atenção com a alimentação e manter uma dieta equilibrada.
Nesta segunda-feira pós-Páscoa, a nutricionista Mariana Jordão, do Centro Municipal de Saúde Hélio Pellegrino, na Tijuca, Rio de Janeiro, dá algumas dicas para quem se acabou no chocolate.
“Aumentar a ingestão de água para diminuir a sensação de inchaço e hidratar do corpo; reduzir o consumo de sal para ajudar a amenizar a retenção de líquidos; consumir alimentos ricos em nutrientes, como frutas, legumes e verduras; e retorno à atividade física regular”, recomenda.
É hora de colocar a resolução de Ano Novo em prática
E para quem prometeu que, em 2023, vai entrar na academia, a hora é essa. O feriado mais doce do ano passou, assim como os primeiros três meses do ano, mas ainda há tempo de fazer a resolução de Réveillon sair do papel. Porém, para começar o “projeto fitness”, é necessário ter parcimônia.
“Após abusar no consumo de ovos de Páscoa, é comum que as pessoas pensem que é necessário fechar a boca, ou seja, adotar hábitos alimentares muito restritivos, e treinar pesado para adotar um estilo de vida saudável ou perder peso. Entretanto, a alimentação é um aspecto muito importante para aqueles que querem ver resultados do treino feito na academia”, comenta Juliana Wood, nutricionista da Sami.
Segundo Juliana, não somente a refeição pré-treino, mas todo o contexto alimentar diário são de extrema importância para garantir uma reserva energética adequada. No caso do pré-treino, a alimentação é essencial para ter rendimento na academia e, consequentemente, evitar o desânimo e a desistência da prática de exercícios.
Além de impactar no rendimento do treino, a alimentação pré-treino também pode ajudar a prevenir quedas bruscas na glicemia, o que pode ocasionar fraqueza e mal-estar. Como a alimentação tem o objetivo de fornecer substrato energético, prioriza-se alimentos fontes de carboidratos, além de proteínas e gorduras, estas em menor proporção e a depender do horário em que a refeição é feita por conta da digestão.
“O primeiro passo para montar uma boa refeição pré-treino, é ter em mente a intensidade do exercício. Vamos supor que seu treino seja intenso, mas dura menos de 45 minutos. Para isso, um lanche meia hora antes do treino, composto por carboidratos, substância que é convertida em glicose/energia, pode ser uma boa opção”, exemplifica Juliana Wood.
Truque para alimentação pré-treino ideal
O truque para desvendar qual a alimentação pré-treino ideal se baseia na duração do exercício e no consumo de carboidratos. Para exercícios de resistência que duram mais de uma hora e menos de três, consumir de 30 a 60 gramas de carboidrato por hora como pré-treino é o indicado. Já para exercícios intensos que duram mais de três horas, é preciso comer de 60 a 90 gramas de carboidrato por hora treinada.
A recomendação do consumo de carboidratos pode soar estranha para alguns, já que o composto geralmente é excluído da alimentação em dietas restritivas. Porém, a substância é a principal fonte de energia do organismo e, quando cortada das refeições, pode diminuir o rendimento durante os exercícios e atrapalhar o emagrecimento, caso seja o objetivo.
“Os carboidratos não podem faltar na alimentação pré-treino de indivíduos que querem fazer exercícios voltados para a resistência física, como: cardio, crossfit, natação e corrida”, comenta Juliana.
Alimentação para ganhar massa muscular
Além dos carboidratos, as proteínas desempenham um papel muito importante na rotina de quem treina ou quer começar a se exercitar. Aqueles que fazem exercícios de menor intensidade e mais peso precisam ingerir proteínas, pois tais substâncias regeneram os músculos e tecidos danificados pelo esforço.
Para completar a alimentação, é importante incluir gorduras boas e vegetais nas refeições. As gorduras boas influenciam a liberação de hormônios anabólicos, contribuindo para o ganho de músculos. Já os vegetais são fontes de vitaminas, minerais e antioxidantes, substâncias que ajudam na recuperação muscular.
Com Assessorias