Polêmica: escola no Rio decide instalar detectores de metal

Recreio Christian School suspende aula dia 20, quando faz 24 anos do massacre de Columbine, e reforça comunicação para combater fake news

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Ao longo do último ano, a frequência de ataques a escolas cresceu no Brasil, com 5 ataques fatais registrados desde setembro de 2022 até abril de 2023. Somente nesse início de ano, três ataques a unidades de ensino horrorizaram o país, motivando pais, alunos e escolas a tomarem medidas para amenizar o pânico e fortalecer a segurança.

Localizada no Recreio dos Bandeirantes, a Recreio Christian School, em caráter emergencial, decidiu evoluir e reforçar todo o sistema de segurança e comunicação praticados na escola. Diante dos acontecimentos, Gabriel Frozi, CEO e diretor do colégio, decidiu implantar o uso de detectores de metais. “Implantaremos esse sistema para que todos possam se sentir mais seguros, tanto os pais e alunos, quanto nós aqui na escola,” conta o diretor

Segundo ele, o sistema não deve ser visto como um mecanismo de constrangimento ou invasão de privacidade, mas um procedimento simples capaz de bloquear e reduzir os riscos de todos na instituição. Inclusive, todos que entrarem na instituição serão submetidos ao procedimento, sendo eles, alunos, corpo docente, funcionários e pais.

O sistema visa acionar por meio de um sinal sonoro e luminoso todo e qualquer tipo de pessoa portando objetos metálicos. Nessa situação, caso seja algum objeto considerado perigoso, ou mesmo, alguém portando algum tipo de arma, a situação será averiguada ou imediatamente encaminhada para as autoridades.

“É uma questão necessária de segurança. Por isso, se algum aluno possuir algum objeto metálico, sendo estojo, caneta, régua, moedas, etc, pediremos para que os pais e alunos nos avisem antecipadamente para facilitar o processo,” orienta o diretor.

Escola fecha no dia dos 24 anos do massacre de Columbine

Os casos de fake news que estão crescendo junto com os ataques reais, contribuem para a instalação do clima de medo entre as famílias e a comunidade escolar. Mesmo diante das ameaças falsas, a melhor decisão a ser tomada é redobrar a segurança.

“Nossa escola não se baseia em boatos, mas existe algo acontecendo paralelamente na deep web. Tem se ouvido que por volta do dia 20 deste mês, outros ataques podem acontecer e precisamos nos resguardar. Por isso decidimos que nessa data, nossa escola permanecerá fechada, ainda sem retorno previsto. Iremos aguardar os próximos capítulos e ter certeza de que todos estarão seguros em nossa escola,” afirma Gabriel.

Pensando na qualidade e constância das aulas, todo o material e conteúdo dos alunos serão encaminhados por meio do Google Classroom. Em contrapartida, o corpo docente da Recreio Christian School realizou alguns momentos de discussão com os alunos a respeito do ocorrido, promovendo orientação acerca das fake  news, controle emocional e foco nos protocolos de segurança, além de capacitar toda a equipe de educadores sobre os procedimentos pertinentes.

“Apuramos os acontecimentos, buscamos entender o que nos chega e, não alardeamos informações que sugerem conflito. Tudo é devidamente pesquisado com base em fatos verdadeiros e pessoas idôneas. Nunca repassamos ou trazemos para nossa informação, nada que cause o caos,” assegura Frozi.

Ainda segundo ele, o colégio tem à disposição um sistema de segurança rígido e capacitado, com anos de experiência na atuação.  O foco principal tem sido a criação de uma cultura de segurança constante por parte de cada um dos que frequentam a escola. Mas situações como essa fazem com que a instituição trabalhe previamente sobre o tema.

“Não é o clima de pânico que resolverá a situação, mas é necessário organizar, trabalhar em conjunto, unir os departamentos, unir o público pais, alunos e escola, sempre com o intuito de trazer comunicação e tranquilidade para todos”, finaliza o empresário.

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