Obesidade é fator de risco para o desgaste e degeneração das articulações

Sobrepeso nas articulações, especialmente nos joelhos, gera o desgaste e a degeneração das cartilagens, causando dor, rigidez e dificuldade nos movimentos

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A obesidade, caracterizada pelo excesso de acúmulo de gordura corporal, é reconhecida como uma doença crônica multifatorial por entidades médicas internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS). Fator de risco para o desenvolvimento de outras doenças como a hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e osteoartrose, os índices da obesidade preocupam os médicos. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020, 25,7% da população brasileira estava obesa, com maior incidência entre o sexo feminino.

Entre os problemas de saúde causados pela obesidade, a osteoartrose, ou simplesmente artrose, pode ser um dos mais incapacitantes. Com o passar dos anos, o sobrepeso nas articulações, especialmente nos joelhos, gera o desgaste e a degeneração das cartilagens que revestem as extremidades ósseas, causando dores, rigidez e dificuldade nos movimentos.

Em estágio inicial da artrose, causada pela obesidade, quando começam as dores na região dos joelhos, o mais indicado é procurar ajuda profissional para auxílio na perda de peso. Por se tratar de uma doença provocada por várias condições que vão além da alimentação e sedentarismo, como hereditariedade, metabolismo, fatores sociais, psicológicos e ambientais, o tratamento requer o acompanhamento de diferentes especialidades médicas.

Outros tratamentos para a fase leve da artrose, considerados paliativos, são o uso de medicamentos que aliviam os sintomas, como anti-inflamatórios, analgésicos, pomadas e infiltrações; a realização de fisioterapia com recursos térmicos, aparelhos e exercícios; e o repouso, sempre que possível, para diminuir a pressão nas cartilagens.

Em quadros mais severos e avançados da osteoartrose, quando a doença chega a níveis incapacitantes, a única alternativa é a substituição total da articulação do joelho por próteses ortopédicas (artroplastia). A boa notícia é que, com os avanços tecnológicos da medicina robótica, esse tipo de cirurgia passou a apresentar resultados promissores aos pacientes, com rápida recuperação pós-cirúrgica, assim como o breve retorno à sua rotina de atividades diárias.

Quando e quais atividades físicas são indicadas após prótese ortopédica

Recomendado a pacientes que sofrem de artrose severa, procedimento realizado por meio de cirurgia robótica permite recuperação mais rápida e breve retorno às atividades de baixo impacto

Caracterizada pelo desgaste das articulações e degeneração das cartilagens que envolvem as extremidades ósseas, a artrose do joelho é uma das doenças mais incapacitantes e responsável pela queda considerável da qualidade de vida das pessoas que convivem com as fortes dores e rigidez causadas por sua progressão. Em níveis severos, quando somente a substituição da articulação por uma prótese ortopédica é capaz de sanar o problema, muitos pacientes ainda se perguntam se devem realmente realizar o procedimento, diante do receio de não conseguirem recuperar, de fato, sua mobilidade e, em casos de pessoas mais ativas, quando e quais atividades físicas poderão realizar após a cirurgia.

De acordo com o professor titular de ortopedia e medicina do esporte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Dr. Moisés Cohen, com o avanço das próteses, das técnicas, dos instrumentos e a chegada das inovações em medicina robótica – como o ROSA® Knee System, um sistema cirúrgico assistido por robô, projetado pela Zimmer Biomet para ajudar os cirurgiões na realização dos procedimentos de substituição total do joelho – a recuperação do paciente tornou-se muito mais rápida, permitindo que ele retome sua autonomia em curto espaço de tempo.

“Normalmente, no dia seguinte ao procedimento de colocação da prótese total com o auxílio das plataformas robóticas, o paciente já consegue se sentar e ficar em pé, dando os primeiros passos com o ajuda de um andador. É quando começam também as sessões de fisioterapia para que por volta do terceiro ou quarto dia ele já possa se locomover e realizar atividades do dia a dia com autonomia”, explica o especialista.

Quanto às atividades físicas, Dr. Cohen destaca as de baixo impacto como as mais indicadas, entre elas, caminhadas, hidroginástica, natação e academia em aparelhos elípticos. “O tempo de recuperação é particular de cada paciente, por isso, não existe um período exato para a retomada das atividades físicas. O que é preciso levar em consideração é que, muitas vezes, o paciente apresenta certa fraqueza muscular por conta dos anos em que conviveu com a artrose e precisa fazer o condicionamento para recuperar sua capacidade.  Com o passar do tempo ele vai retomando essas habilidades, devendo evitar apenas os exercícios de alto impacto como saltos e agachamentos repetitivos, até mesmo para preservar a vida útil da prótese”, complementa.

Com Assessorias

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