Entenda a leucemia, o câncer que afeta a filha de Roberto Justus

Médicos chamam atenção para sintomas dos diferentes tipos de leucemia e como tratar. Campanha Vá de Lenço conscientiza sobre Fevereiro Laranja

Fabiana Justus, de 37 anos, filha do empresário e apresentador Roberto Justus, está internada se tratando de uma leucemia (Foto: Reprodução da internet)
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Cerca de 704 mil brasileiros poderão receber o diagnóstico de câncer somente em 2024. Mal o ano começou e foi o que ocorreu com a filha do empresário e apresentador Roberto Justus, a influenciadora digital Fabiana Justus, de 37 anos. Na noite de 25 de janeiro, ela revelou na rede social que foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda (LMA), o tipo mais grave da doença.

Fabiana já iniciou imediatamente o tratamento e precisará passar o primeiro mês internada, longe do marido e dos três filhos. Seu pai, Roberto Justus, de 68 anos, também foi diagnosticado em novembro de 2022 com um câncer de bexiga. Passou por quimioterapia e imunoterapia e encerrou o tratamento em novembro de 2023, devendo passar por exames periódicos para acompanhar uma possível recidiva – em geral, o tempo é de cinco anos.

Todos os anos, cerca de 11 mil pessoas são diagnosticadas com leucemia no Brasil e, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são registradas quase 7 mil mortes em decorrência deste tipo de câncer que atinge as células sanguíneas. Neste domingo (4 de fevereiro) é o Dia Mundial do Câncer, uma iniciativa da União Internacional para Controle do Câncer (UICC), para informar sobre a importância da adoção de hábitos saudáveis para a prevenção de diferentes tipos da doença.

O mês de fevereiro, ou Fevereiro Laranja, é designado pelas autoridades de saúde para realização de ações de conscientização sobre o combate a esse tipo de câncer  que aumenta sua incidência com a idade, sendo mais frequentes em pessoas acima dos 60 anos. Mas até os 20 anos de idade é o câncer mais comum. Ainda conforme o Inca, só no ano de 2020, foram registrados 6,7 mil óbitos no país em decorrência do problema.

Campanha ‘Vá de Lenço’ conscientiza sobre leucemia

Com a chegada da campanha Fevereiro Laranja, de conscientização sobre a leucemia, pelo oitavo ano consecutivo a Abrale – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia aproveita a data para realizar a campanha “Vá de Lenço”. A iniciativa é uma homenagem aos pacientes oncológicos e estimula a sociedade em geral para a prevenção dos fatores evitáveis da doença.

Com o mote ‘Por cuidados mais justo’, a campanha, realizada desde 2017, convida a população a fazer uma amarração com um lenço na cabeça ou em outras áreas visíveis do corpo e postar uma foto nas redes sociais com a hashtag #vádelenço. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

“Além da prevenção, é preciso oferecer aos pacientes já diagnosticados condições mais dignas de tratamento”, ressalta Catherine Moura, médica sanitarista e CEO da Abrale.

Este é o último ano em que a campanha adota o tema “Close the care gap”, incentivando o fortalecimento de ações destinadas às melhorias no acesso a cuidados de qualidade, incluindo prevenção, detecção precoce, tratamento e cuidados paliativos.

A Abrale vai divulgar, em suas redes sociais, conteúdos informativos, em diferentes formatos, sobre prevenção do câncer. Em 2024, a campanha conta, mais uma vez, com o apoio de artistas e influenciadores digitais na disseminação dessa importante mensagem. Nomes como Ana Maria Braga, Dani Calabresa, Lucas Lima, Glória Pires e Ary Fontoura devem postar suas fotos.

Além disso, serão enviados mais de 1,8 mil lenços a 45 hospitais, clínicas e casas de apoio, em 15 estados do país, mantendo a parceria com o Instituto Quimioterapia e Beleza. Os detalhes da campanha estão no site da Abrale.

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Entenda a leucemia e os tipos da doença

Durante o Fevereiro Laranja, mês da campanha de conscientização sobre a leucemia – e também sobre a importância da doação de medula óssea para a cura de muitos tipos desse tumor – especialistas chamam atenção para a doença, sinais, sintomas e formas de diagnóstico e tratamento. O Portal ViDA & Ação selecionou alguns desses especialistas. Confira:

As leucemias são neoplasias malignas que ocorrem em células precursoras da medula óssea, responsáveis por dar origem às células que circulam em nosso sangue – leucócitos, hemácias ou plaquetas.

“A leucemia é o câncer das células sanguíneas que se inicia nos tecidos formadores de sangue, principalmente na medula óssea, mas rapidamente pode comprometer demais órgãos”, informa a hematologista Gabriela Aguiar Bulhões, do Hospital Igespm.

Segundo explica a médica Maria Cunha Amorelli,leucemia tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, onde a doença tem origem, que substituem as células sanguíneas normais.

“Na leucemia, uma célula sanguínea que ainda não atingiu a maturidade sofre uma mutação genética que a transforma numa célula cancerosa. As células leucêmicas, da medula, substituem as células normais, circulam pelo sangue e podem   infiltrar  órgãos como  gânglios linfáticos, o baço, o fígado, o sistema nervoso central, os testículos e outros órgãos”, esclarece.

Não se sabe a causa, nem existe prevenção

Ainda não se sabe a causa exata da leucemia. “O que causa o surgimento da leucemia ainda não está plenamente estabelecido, mas fatores familiares, ambientais e relacionados ao estilo de vida parecem influenciar no surgimento de mutações que levam ao desenvolvimento da doença”, alerta Tiago Barros, hematologista da Clínica Felippe Mattoso e Labs a+.

De acordo com o médico, não existe uma conduta específica para prevenção da doença, mas levar uma vida saudável com alimentação balanceada, exercícios regulares e evitar consumos de substâncias nocivas é altamente aconselhável sempre, bem como evitar pesticidas ou agrotóxicos.

“Infelizmente, a maioria dos casos de leucemia não pode ser evitada e, para muitos pacientes, não há um fator de risco identificado em sua história. Sabemos da importância de manter hábitos de vida saudáveis como a prática de atividade física, alimentação equilibrada e cessação do tabagismo, para melhora da qualidade de vida e redução do risco de adoecer”, completa Dra Maria.

Segundo ela, embora ainda se saiba pouco sobre as reais causas dessa neoplasia que atinge as células do sangue, estudos já demonstram alguns importantes fatores de risco para seu desenvolvimento, como exposição a alguns tipos de radiação, elementos químicos e anomalias genéticas, como a Síndrome de Down, e o histórico da doença na família.

Os tipos de leucemia: aguda é a mais grave

Segundo Gabriela, a classificação das leucemias é bem complexa e compreende aspectos desde a velocidade de duplicação de suas células, quanto o tipo de célula tumoral. Os dois grandes grupos de leucemias são a linfocítica e a mielocítica e quanto à rapidez de progressão da doença, são classificadas em agudas e crônicas.

Leucemias agudas são mais dramáticas, por progredirem rapidamente com risco de morte se o tratamento não for iniciado com brevidade, enquanto as crônicas têm evolução mais lenta e pode não precisar de tratamento imediato,” completa Dra Gabriela.

A doença é classificada em 12 tipos, além de inúmeros subtipos com prognóstico, diagnóstico e tratamento diferentes entre si. Dependendo do tempo de evolução, a leucemia pode ser classificada como crônica ou aguda.  Os mais conhecidos e com maior incidência são quatro: leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica ou linfoblástica aguda (LLA) e leucemia linfocítica ou linfóide crônica (CLL).

Alessandra Akemi, hematologista do Pilar Hospital, que integra a Hospital Care, explica que as leucemias agudas têm progressão rápida e muitas vezes geram sintomas em um período curto de tempo, em poucas semanas, por exemplo. “Já as leucemias crônicas costumam progredir mais lentamente, às vezes, ao longo de anos. Ainda, são classificadas de acordo com a célula que as originam: em mieloides ou linfoides”, explica.

“As agudas são as que  mais assustam,  e consequentemente,  necessitam  de um tratamento rápido. Há também um risco maior no tratamento  quimioterápico, que é mais agressivo nesses casos, porém, com mais chances de cura”, explica a hematologista e oncogeneticista Maria Cunha Ribeiro Amorelli, que atende em Goiânia.

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Médicos chamam atenção para os sintomas

Uma vez que a leucemia se estabelece, a produção das células do sangue fica prejudicada, o que resulta em sinais da doença. Os especialistas chamam a atenção para a manifestação dos sintomas, que acontecem de acordo com o tipo de leucemia que acomete as células brancas do sangue (leucócitos). Os sintomas iniciais são variáveis e devem ser observados.

“Devemos ficar atentos à palidez, cansaço fácil, surgimento de manchas roxas pelo corpo sem traumas relacionados, febre, perda de peso inexplicada, aumento de gânglios e dor ou desconforto abdominal por aumento do fígado, do baço ou de ambos os órgãos”, alerta Dra. Alessandra.

Segundo Dr Tiago, pode ocorrer mal-estar e infecções de repetição por conta da imunossupressão, já que os leucócitos maduros que devem nos proteger das mesmas, não são produzidos pois a medula está “ocupada”, produzindo somente as células doentes, denominadas blastos.

“Há desde casos descobertos por exame de rotina (hemograma) em pessoas completamente assintomáticas, até casos mais sintomáticos, com sangramentos importantes e sem causa que justifique, cansaço e palidez por conta da anemia que acompanha o quadro”, destaca.

Dra Gabriela explica que, como a leucemia compromete a produção do sangue, os elementos que formam as plaquetas, leucócitos e células vermelhas (eritrócitos), começam a ser afetados à medida que as células brancas tumorais se multiplicam.

“Apesar das células brancas estarem em grande quantidade, elas não funcionam adequadamente, e como são células de defesa, um dos primeiros sinais são infecções persistentes e febre. À medida que a medula óssea é invadida pelas células tumorais, a produção de plaquetas e eritrócitos também é comprometida e sua fabricação, diminuída”, esclarece.

Outros sinais e sintomas se referem à anemia (diminuição de eritrócitos) levando a cansaço, palidez das mucosas e pele, falta de ar e alterações cardíacas (aumento da frequência cardíaca e sopros cardíacos), como explica a médica Gabriela Bulhões.

“A diminuição das plaquetas causa sangramentos espontâneos, pois essas células fazem parte do sistema de coagulação, assim é comum aparecerem sangramentos nas gengivas, olhos, e manchas roxas pela pele (hematomas). Outros sintomas que podem aparecer são inchaço nos gânglios linfáticos (linfonodos), as chamadas” ínguas”, a perda de peso sem motivo aparente e dores nos ossos e nas articulações”.

Assim como suas causas, os sintomas indicativos da leucemia também nem sempre são claros. Mas alguns sinais como sangramento nas gengivas e no nariz, inchaço no pescoço, cansaço, dores nos ossos e nas articulações, febres que podem vir acompanhadas de suores noturnos, perda de peso e aparecimento de manchas roxas são sinais de alerta que precisam ser investigados.

De acordo com a hematologista e oncogeneticista, à medida que o número de células leucêmicas aumenta, aparecem inchaços ou infecções e quanto maior a idade maior os riscos para o paciente. “Exceto a leucemia linfoide aguda, que é mais comum em crianças com sintomas de cansaço, palidez e pontos vermelhos no corpo, que não somem, quando pressionadas”, esclarece,

Diagnóstico começa num simples hemograma

Diante da suspeita de um quadro de leucemia, um dos principais exames para diagnosticar a doença é o hemograma completo, exame de sangue que traz várias informações importantes sobre o comportamento das células sanguíneas.

“É um exame muito simples que pode ser feito a qualquer momento. Com isso,  se consegue uma pista sobre a presença de uma leucemia e posteriormente serão feitos exames de alta complexidade, sendo  possível definir se um paciente é portador de uma leucemia e seu tipo específico”, explica Dra Maria.

Além das queixas clínicas e exame físico, o médico irá solicitar exames detalhados e específicos, como provas de coagulação e bioquímica. O diagnóstico definitivo da leucemia é feito na avaliação da medula óssea, realizada através de uma punção intraóssea (em geral, no osso popularmente conhecido como bacia), em que são colhidos diversos exames morfológicos, moleculares e citogenéticos que definirão o diagnóstico correto da doença.

Segundo Dr Tiago, na avaliação da medula óssea, retira-se pequena quantidade do líquido de dentro do osso da bacia ou do osso esterno no peito. Para determinar o subtipo e o prognóstico, outros exames mais sofisticados complementam a investigação (imunofenotipagem, biologia molecular – métodos PCR e NGS, e citogenética – convencional e por FISH).

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Tratamento varia de acordo com o tipo e a evolução da doença

Os especialistas destacam que hoje há inúmeros tipos de tratamento para as leucemias e vai depender de seu subtipo (linfoide ou mieloide, aguda ou crônica). Em geral, pode envolver aplicação de quimioterapia para destruir as células leucêmicas. O tratamento ainda pode envolver a necessidade de realizar um Transplante Alogênico de Medula Óssea (TMO).

“Desde condutas somente expectantes, onde nenhum tratamento específico é necessário, até tratamento com quimioterapias (oral e/ou venosa). Muito frequentemente, faz-se necessária a transfusão de plaquetas e hemácias para o suporte ao tratamento”, ressalta Dr Tiago.

Segundo Dr Tiago, algumas leucemias têm cura, outras tem controle com tratamentos contínuos ou intermitentes.

“Mas sempre há tratamento a ser oferecido e, graças ao elevado número de doadores de medula óssea inscritos no banco mundial (no qual o nosso país é muito bem representado, com expressiva quantidade de candidatos a doação), o transplante alogênico de medula aumenta as chances de cura, mesmo para os subtipos de pior prognóstico”, frisa.

Segundo a Dra Maria, o tratamento das leucemias agudas é feito com altas doses de quimioterapia, o que acarreta em efeitos colaterais bastante agressivos.

“Nesse momento o paciente fica bastante fragilizado e precisa receber diversas transfusões de sangue. Outro tratamento bastante usado nos últimos anos é o transplante de medula óssea, que pode ser feito após a quimioterapia”, esclarece a especialista.

Já as  leucemias crônicas, como têm um desenvolvimento mais lento, podem ser  tratadas até mesmo com fármacos, ou por meio da associação com outros tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia, o que irá depender do tipo da leucemia e seu estágio de evolução.

“Muitos fatores estão envolvidos na decisão de realizar o transplante, tais como características de risco da própria doença, resposta ao tratamento e existência de doador adequado. O TMO pode ser indicado já no início da doença ou ao longo da terapia. O especialista saberá quando indicar”, comenta Dra, Alessandra.

Por que prestar atenção na Leucemia Mieloide Aguda (LMA)?

Vanderson Rocha, médico hematologista da Rede D’or, esclarece algumas dúvidas sobre um dos tipos mais graves de leucemia, a LMA (leucemia mieloide aguda), o tipo que acometeu a filha de Roberto Justus, que é considerado o mais grave da doença.

Segundo ele, geralmente esse tipo de leucemia geralmente atinge adultos com mais de 60 anos. Nessa faixa etária os pacientes costumam apresentar comorbidades, o que gera alguns impactos importantes na jornada de pacientes.

O tratamento geralmente requer uma abordagem terapêutica imediata, em poucos dias após o diagnóstico. “O protocolo mais comum no Brasil é a quimioterapia intravenosa, que é agressiva e pode ocasionar efeitos adversos graves para esse perfil de paciente, dificultando o tratamento e reduzindo a sobrevida de pacientes”, esclarece o médico.

Testes genéticos ajudam na classificação do risco

Ainda segundo Vanderson Rocha, o hemograma e o mielograma são as principais formas de diagnóstico da LMA, no entanto, os testes genéticos também são importantes, pois auxiliam na classificação de risco da doença a partir da identificação mutações em genes específicos, como o FLT3, que estão relacionadas a tipos mais graves da doença.

“O avanço na tecnologia de terapias-alvo para leucemia representa um importante passo para aumentar as chances de sucesso no tratamento para idosos com LMA, já que as terapias-alvo atacam especificamente as células cancerígenas, preservando as células saudáveis e causando menos efeitos colaterais, além de poderem ser administradas em casa, sem necessidade de hospitalização”, afirma Vanderson Rocha

O papel da família e dos cuidadores para o sucesso do tratamento

  • Ele também falou da importância da família e cuidadores ao longo da jornada. “Em especial nos casos de LMA, familiares e cuidadores desempenham um papel crucial de suporte ao paciente e na tomada de decisão de tratamento junto à equipe médica”, destaca..
  • Isso porque as hospitalizações são recorrentes, seja pela baixa imunidade, pelas sessões de quimioterapia, cirurgias ou necessidade de transfusão de sangue.
  • “Quando se cria uma relação de confiança com pacientes e seus cuidadores, a família toda se sente mais confortável para tirar dúvidas, impactando positivamente a adesão ao tratamento e, consequentemente, aumentando as chances de sucesso”, pontua.

Importância da doação de medula óssea

Entre os diversos tipos de tratamentos disponíveis contra a leucemia, o transplante de medula óssea é um tratamento para os casos que  foram refratários à quimioterapia, ou  diagnósticos mais agressivos e  específicos  que o especialista indica o transplante de medula. Os principais beneficiados com o transplante são pacientes com  leucemias que são o câncer originário na medula óssea.

“O paciente, depois de se submeter a um tratamento que destruirá a sua própria medula, receberá as células da medula sadia de um doador compatível. É importante a gente lembrar, que  a doação de medula óssea salva vidas, venho pedir à população e lembrar neste Fevereiro Laranja, a importância da doação de sangue e de medula óssea”, afirma a hematologista Maria Cunha Ribeiro Amorell.

Segundo Vanderson Rocha, o transplante de medula óssea é uma das opções de tratamento que pode significar a cura para diversos casos da doença, incluindo a leucemia mieloide aguda (LMA), segundo Vanderson Rocha. Entretanto, muitos pacientes morrem antes de localizar um doador compatível, como ressalta Dr Tiago.

Para que o TMO aconteça, o paciente passa por um tratamento também intensivo chamado condicionamento, que ajuda a acabar com as células tumorais e impede que o sistema imunológico do receptor ataque as células doadas.

“Hoje há tecnologia disponível tanto para aumentar as chances do paciente de chegar ao TMO, como também oferecer mais qualidade de vida ao paciente e aos cuidadores”, afirma dr Vanderson.

Para que o transplante seja bem-sucedido, é necessário encontrar um doador com a mesma compatibilidade, que é avaliada por um teste que precisa ser detalhado e preciso. “Por isso, quanto mais voluntários cadastrados, maior a chance de encontrar um doador que seja compatível para realizar o transplante de medula óssea de forma efetiva e segura”, enfatiza.

Doação de medula óssea

A doação de medula é um procedimento relativamente simples pelo benefício que apresenta ao paciente, pois aumenta em muito as chances de cura da doença.

O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que pertence ao Ministério da Saúde, hoje tem mais de 5 milhões de doadores cadastrados, sendo considerado o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo.

Para ser um doador voluntário de medula óssea é preciso ir ao hemocentro mais próximo, realizar um cadastro no Redome e coletar uma amostra de sangue para exame de tipagem HLA.  Além disso, é necessário:

• Ter entre 18 e 35 anos de idade;

• Um documento de identificação oficial com foto;

• Estar em bom estado geral de saúde;

• Não ter nenhuma doença impeditiva para cadastro e doação de medula óssea

Com Assessorias

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