Disfunção erétil: quando AVC e infarto podem estar por trás

Endocrinologista alerta para hábitos sedentários, aumento do peso e da pressão arterial que comprometem a saúde do homem

disfunção erétil
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Produzida principalmente nos testículos, a testosterona é o mais importante hormônio sexual do homem (androgênios). Essencial para boa saúde dos músculos e ossos, ajuda na disposição e na função sexual do homem. Mas alguns problemas sérios de saúde podem comprometer e até impedir a produção de testosterona, levando à disfunção erétil, um problema que atormenta tanto os homens quanto a impotência sexual.

A DE atinge cerca de mais de 152 milhões de homens em todo o mundo e está comumente associada ao diabetes mellitus, à hipertensão arterial e à obesidade, além de representar o primeiro sinal de que o homem está apresentando alguma doença cardiovascular. Entre os riscos, estão o infarto do miocárdio e o acidente vascular encefálico – o popular “derrame” cerebral ou AVC.

Obesidade, diabetes mellitus e dislipidemia (alterações do colesterol e/ou triglicerídeos) – que juntos podem representar a síndrome metabólica – devem sempre ser lembrados para tratar da saúde do homem”,  explica Larissa Gomes, diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional São Paulo (SBEM-SP).

Segundo a Dra Larissa, o risco de vir a ter síndrome metabólica aumenta se o homem apresenta hábitos sedentários; aumento do peso, principalmente, na região abdominal (circunferência da cintura); se há histórico familiar de diabetes, pressão alta, e níveis elevados de gordura no sangue. Dieta mais saudável, prática de atividade física regular e abandono do tabagismo são necessários para a melhora da saúde.

Apesar de bem menos popular que o Dia Internacional da Mulher, o homem também tem um dia para chamar de seu: 15 de julho é o Dia do Homem. Nesta data, desde 2017, a SBEM-SP alerta para os cuidados com a saúde masculina e  a importância de fazer avaliação clínica periódica.

Os homens apresentam muito mais resistência em procurar assistência médica preventiva, por medo, vergonha ou ‘falta de tempo’ do que as mulheres, o que resulta em diagnósticos mais tardios e complicados na maioria dos casos. Cuidados com a saúde geral em caráter preventivo podem melhorar a saúde e a qualidade de vida de homens e mulheres”, ressalta a especialista.

Quando fazer a reposição hormonal

Também chamada pelos médicos de DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino), a Andropausa representa a falta de testosterona na corrente sanguínea. Mais frequente em homens diabéticos, obesos e sedentários, a andropausa traz sintomas como queda de desejo sexual (libido), disfunção erétil, desânimo, cansaço, ondas de calor (fogachos), alteração do sono, perda de massa muscular, acúmulo de gordura no abdômen (”barriga”) e até ossos fracos (osteoporose).

A reposição hormonal é avaliada a cada caso e deve ser indicada e acompanhada por um médico especializado em endocrinologia e metabologia. Nunca é recomendado fazer reposição hormonal apenas para fins estéticos, pois os efeitos para saúde são muito prejudiciais”, declara Carolina Ferraz, endocrinologista da SBEM-SP.

5 coisas para saber sobre a testosterona baixa nos homens

Endocrinologistas alertam para cinco fatos importantes relacionados à testosterona:

1 – Cerca de 25% dos homens podem apresentar deficiência leve a moderada de testosterona, hormônio produzido pelos testículos desde a puberdade;

2 – Quando a idade avança, esse hormônio vai diminuindo;

3 – Queda da libido, humor depressivo, fragilidade e perda de massa muscular são sintomas da testosterona baixa; 

4 – Perda óssea, piora da glicose e disfunção erétil também podem estar associadas com sinais de níveis baixos de testosterona;

5 – O diagnóstico é feito a partir de exames clínicos e laboratoriais. 

Atenção para os sinais de alerta para procurar um médico

  1. Grande quantidade de gordura abdominal – Em homens-> cintura com mais de 94 cm.
  2. Baixo HDL (“bom colesterol”) – Em homens-> menos que 40mg/dL.
  3. Triglicerídeos elevado (nível de gordura no sangue) – 150mg/dL ou superior.
  4. Pressão sanguínea alta – 135/85 mmHg ou superior ou se está utilizando algum medicamento para reduzir a pressão.
  5. Glicose elevada no sangue.

Os principais sintomas do hipogonadismo masculino

A partir dos 30 anos de idade, ocorre uma lenta e gradual diminuição dos níveis de testosterona (principal hormônio masculino) e, com o envelhecimento, é desencadeado o então chamado hipogonadismo em 20% dos homens. As principais queixas se caracterizam pela diminuição do desejo sexual, irritabilidade, aumento da gordura abdominal, diminuição da ereção matinal, diminuição da massa e força musculares, reduzindo a disposição para a realização de atividade física. A presença desses sintomas, acompanhada da redução da testosterona, caracteriza o hipogonadismo masculino.

O aumento da gordura abdominal e a resistência à insulina levam a um maior risco de desenvolvimento de diabetes mellitus e doenças cardiovasculares”, conta Antonio Mendes Fontanelli, médico da SBEM-SP.

Os pacientes com testosterona baixa e diabetes têm maior probabilidade de desenvolver aterosclerose, com aumento da espessura da artéria carótida e disfunção endotelial, em relação aos homens que apresentam níveis normais. Cerca de 30% dos pacientes diabéticos e 25% dos obesos apresentam testosterona baixa, o que aumenta a mortalidade.

Tratamento – É necessária a reposição da testosterona em doses fisiológicas após descartadas outras causas de hipogonadismo secundário, como hiperprolactinemia e tumores. A prescrição deve ser individualizada e restrita para homens a quem as indicações clínicas e laboratoriais se façam necessárias. A dosagem da testosterona deve ser realizada entre sete e 10 horas da manhã e repetida pelo menos uma vez para ter maior precisão no diagnóstico.

“O toque retal e o exame PSA são obrigatórios antes de se iniciar o tratamento. Os cânceres de próstata e mama são contraindicações absolutas para a terapia androgênica. O tratamento exige monitoração cuidadosa, que deverá ser realizada pelo endocrinologista”, conta Dr. Fontanelli.

Da Redação, com Assessorias

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