Coronavírus: número de casos já chega a quase 1 mil

Onze pessoas morreram – 9 em São Paulo e 2 no Rio – desde que o vírus foi detectado no país em menos de 30 dias.

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A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informa que registrou, até esta sexta-feira (20/03), 109 casos confirmados, 1.701 casos suspeitos e 2 óbitos por coronavírus (Covid-19) no estado do Rio de Janeiro.

Os casos confirmados estão distribuídos da seguinte maneira: Rio de Janeiro (89), Niterói (10), Petrópolis (2), Barra Mansa (1), Guapimirim (1) e Miguel Pereira (1). Há ainda três (3) estrangeiros confirmados para a Covid-19, além de dois (2) casos com o local de residência em investigação.

Nesta quinta-feira (19), a SES confirmou os dois primeiros óbitos por coronavírus no estado. As vítimas são uma mulher de 63 anos, em Miguel Pereira, e um homem de 69 anos, em Niterói. Os dois eram diabéticos e hipertensos e apresentaram sintomas após contato com outros casos confirmados vindos do exterior. Idosos e portadores de doenças crônicas compõem o grupo de risco para Covid-19.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro realiza, nesta sexta-feira, videoconferência com alguns dos principais analistas brasileiros. O objetivo é discutir cenários para a economia e possíveis medidas a serem tomadas para mitigar os impactos negativos da pandemia do coronavírus na economia do Estado.

 

“É certo que teremos, nos próximos meses, impactos negativos bastante pronunciados na economia fluminense por conta do coronavírus”, afirma Lucas Tristão. “Por orientação do governador, nossa equipe vem antecipando cenários, avaliando as melhores medidas tomadas a nível mundial. É indispensável dar uma resposta rápida e eficiente para a sociedade fluminense como um todo”, explica.

“Acreditamos que o diálogo permanente com a sociedade é a melhor forma de construirmos soluções”, conclui.

O governador Wilson Witzel esteve reunido com deputados estaduais e com representantes do Poder Judiciário no estado na manhã desta sexta-feira (dia 20), no Palácio Guanabara. As reuniões foram para apresentar medidas fiscais e administrativas que estão sendo tomadas para proteger a economia e as finanças do estado após as restrições adotadas para controlar a pandemia do novo coronavírus.

 – A situação atual é muito difícil, tanto para o país, quanto para o Rio de Janeiro. Nossa preocupação é sempre com a preservação de vidas. Para agravar ainda mais a situação, precisamos pensar na sobrevivência das pessoas e das empresas, que vão sofrer severamente com está crise. O estado vai sofrer severamente com a perda de arrecadação. Além disso, há a questão da queda do barril do petróleo em virtude da disputa entre a Rússia e Arábia Saudita. Ontem (dia 19), eu e os governadores dos 26 estados e o Distrito Federal finalizamos e protocolamos uma carta ao Governo Federal para que a União envie recursos financeiros às federações para que possamos auxiliar as empresas e a população como um todo – afirmou o governador.

Segundo o secretário de Fazenda, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho, a queda na arrecadação, sobretudo de ICMS, é a mais preocupante levando em consideração as despesas planejadas. O déficit projetado já era de R$ 10 bilhões e deve dobrar.

Despesas não essenciais serão vedadas ou limitadas e haverá contingenciamento prévio de R$ 3,9 bilhões. O governo estadual prevê ainda renegociação com investidores internacionais das operações de antecipação de recursos dos royalties do petróleo feitas em gestões anteriores, o que deve gerar R$ 2,7 bilhões de fôlego financeiro.

Entre outras medidas estudadas, está uma nova antecipação de royalties no valor de R$ 2,5 bilhões, a depender de aprovação da Alerj, do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público Estadual (MPE).

Também está sendo pleiteada a conversão em pagamento dos valores depositados na Petrobras referente a participações especiais dos campos Lula-Cernambi, o que teria impacto em torno de R$ 1 bilhão.

Não quero que o nosso estado vire uma Itália. Agora, definitivamente, é preciso que o Governo Federal entenda a gravidade do problema. É preciso entender que, neste momento, não tem espaço para fazer política. Eu peço, pelo amor de Deus, para que entendam que, neste momento, não é a hora de fazer política. É preciso, de uma vez por todas que o Governo Federal entenda que a hora de falar na sobrevivência das pessoas porque, se não fizermos desta forma, nós vamos começar a contabilizar mortos _ afirmou, pela manhã.

Há medidas também no sentido de combater a sonegação no varejo e o cancelamento de benefícios para empresas com irregularidade fiscal.

O secretário da Casa Civil e Governança, André Moura, também falou na reunião sobre um plano de alienação de imóveis pertencentes ao estado, no valor de R$ 1 bilhão, além de uma reestruturação do quadro estatutário (via Programas de Desligamento Voluntário e incorporações) e extinção e fusão de entes da Administração Indireta (a ser discutido com a Alerj).

Participam, além do governador Wilson Witzel, o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, Lucas Tristão, o Subsecretário de Indústria, Comércio, Serviços e Ambiente de Negócios, Guilherme Mercês, a representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Brasil, Joana Pereira, a Coordenadora de Macroeconomia do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE), Silvia Matos, o especialista em China e economia internacional da FGV IBRE, Lívio Ribeiro, o economista-chefe do Banco Bradesco, Fernando Honorato, o professor de economia e decano do Centro de Ciências Sociais da PUC, Luiz Roberto Cunha e o Professor de estratégia e políticas públicas da Fundação Don Cabral, Paulo Vicente.

O Governo do Estado determinou, por meio do decreto 46.980 que, a partir do primeiro minuto deste sábado (21/03), fica suspensa a circulação do transporte intermunicipal de passageiros que liga a Região Metropolitana à cidade do Rio de Janeiro. As exceções são trens e barcas (sistemas ferroviário e aquaviário), que operarão com restrições definidas pelo Governo do Estado, para atendimento a serviços essenciais. A restrição não se aplica aos carros particulares.

A partir de sábado, oito estações da SuperVia serão fechadas: Ramal Japeri (Presidente Juscelino e Olinda), Ramal Belford Roxo (Coelho da Rocha, Agostinho Porto e Vila Rosali) e Ramal Saracuruna (Jardim Primavera, Campos Elíseos e Corte 8). No sistema aquaviário, será interrompida a operação nas estações de Charitas (Niterói) e Cocotá (Ilha do Governador).

Só poderão embarcar nos transportes públicos trabalhadores de setores definidos como ‘essenciais’, como saúde e respectivos serviços de apoio; segurança pública e respectivos serviços de apoio; além de outros serviços, como farmácias, mercados, jornalistas, transporte de cargas e logística, postos de gasolina, entre outros. A relação oficial dessas categorias está sendo finalizada.

Para controlar o acesso, haverá pontos de controle em 18 estações (14 da SuperVia, 3 do MetrôRio e 1 da CCR Barcas). Nesses locais, haverá funcionários das Concessionárias que, com o apoio da Polícia Militar, farão a triagem dos usuários. Inicialmente, o embarque ocorrerá por meio da apresentação da carteira de trabalho/funcional ou do crachá que identifique o setor de atuação.

Aplicativo – Também estarão suspensas, a partir dos primeiros instantes de sábado, dia 21 de março, o transporte de passageiros por aplicativo entre municípios da Região Metropolitana para a cidade do Rio de Janeiro, e vice-versa.

A Delegacia do Consumidor (Decon) abriu um canal de denúncias para facilitar o recebimento de informações sobre estabelecimentos que estão realizando cobrança abusiva de materiais para prevenção e combate ao novo coronavírus. O objetivo é estimular que o consumidor que se sinta lesado denuncie a prática com mais facilidade. Com as informações, os agentes vão realizar fiscalizações nos estabelecimentos e, verificada o crime, autuar os responsáveis por crime contra a economia popular.

O número disponibilizado para contato por WhatsApp é: (21) 96959-0600.

Para denúncias por ligação telefônica, permanecem os seguintes números:

Decon: (21) 2582-7362

Disque Denúncia: (21) 2253-1177

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, assinou na tarde desta sexta-feira (20.03) a Portaria nº 355, que estabelece medidas emergenciais para o Programa Bolsa Família em decorrência da situação emergencial de Saúde Pública causada pelo Covid-19. Entre as medidas está a suspensão, pelo prazo de 120 dias, de bloqueios, suspensão e cancelamentos de benefícios e da averiguação e revisão cadastral, entre outros.

“O Bolsa Família é muito importante para as famílias mais vulneráveis do país. Com a inserção de mais 1,2 milhão de famílias, teremos cerca de 14 milhões de famílias beneficiadas, o maior número da história do programa”, enfatizou Onyx. “Isso praticamente zera a fila existente”, comemorou.

Segundo o ministro Onyx, Bolsa Família vai chegar a cerca de 14 milhões de família, o maior número da história do programa. Foto: Rafael Carvalho/ Min. Cidadania

Além disso, o ministro destacou que a portaria soma-se a outras ações que o presidente Jair Bolsonaro está realizando para o enfrentamento da situação emergencial do Covid-19. “O presidente tem agido para reduzirmos os danos da crise e protegermos os idosos e os mais vulneráveis”, assegurou. “Essa portaria garante que nenhuma família será excluída do programa nos próximos 120 dias e reafirma o compromisso do presidente Bolsonaro com o Bolsa Família”, completou.

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