O Brasil chega à semana do Carnaval com boas notícias epidemiológicas, mas que exigem cautela. A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgada nesta quinta-feira (12/2), aponta que o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) mantém sinal de queda na maior parte do território nacional. O declínio é reflexo da baixa circulação de vírus como a influenza A, covid-19 e o vírus sincicial respiratório (VSR) em quase todos os estados.
Contudo, o cenário de “duas realidades” que acompanhamos ao longo de janeiro persiste: enquanto o Sul e Sudeste apresentam níveis baixos, o Norte do país — especificamente Acre, Amazonas e Roraima — ainda enfrenta níveis de risco ou alerta. Para os foliões de todo o Brasil, o momento é de aproveitar com consciência, já que grandes aglomerações são terrenos férteis para a redistribuição desses vírus.
Até o momento, em 2026, o Brasil já notificou 6.306 casos de SRAG. Destes, o Rinovírus lidera a positividade (33,4%), seguido pela covid-19 (21,5%) e pela influenza A (19,3%). Os dados mostram que, embora a situação esteja sob controle na maior parte do país, os vírus continuam ativos e prontos para aproveitar qualquer brecha na imunidade coletiva.
O balanço das capitais e estados em risco
Atualmente, apenas Manaus (AM) e Porto Velho (RO) figuram entre as capitais com sinal de crescimento de SRAG a longo prazo. No Acre e no Amazonas, embora a influenza A comece a dar sinais de reversão, o VSR continua castigando as crianças pequenas, mantendo as internações em patamares altos.
Um ponto de atenção para quem vai pular carnaval no Rio de Janeiro: o boletim identificou um leve aumento nas hospitalizações por covid-19 no estado. Embora os níveis ainda sejam considerados baixos e sem impacto no sistema de saúde, o dado reforça a necessidade de manter o esquema vacinal em dia antes de ganhar as ruas.
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Mortalidade e grupos de risco: o que aprendemos em janeiro
Contextualizando com os dados anteriores, o mês de janeiro fechou com o registro de pelo menos 29 mortes por covid-19 no Brasil. O padrão se mantém claro no novo boletim:
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Crianças pequenas: São as principais vítimas da incidência de novos casos, sofrendo especialmente com o Rinovírus e o VSR.
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Idosos: Concentram a maior parte da mortalidade. No Acre e Amazonas, observa-se um aumento de casos graves em pessoas acima de 65 anos, um padrão característico da covid-19.
Para conferir o boletim completo e mais orientações de saúde, acesse a Agência Fiocruz de Notícias.




