Plástica do nariz em negros requer cuidados especiais

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Alinne Prado se submeteu a uma rinoplastia com Fernando Bianco e ainda aproveitou para turbinar os seios (Foto: Divulgação)
Alinne Prado se submeteu a uma rinoplastia com Fernando Bianco e ainda aproveitou para turbinar os seios (Foto: Divulgação)

No centro da face e com papel fundamental na harmonização do rosto, o nariz é motivo de reclamações de muitas pessoas pois, por menor que seja a imperfeição, ela não é fácil de ser disfarçada. Com a procura cada vez maior por cirurgias na face para corrigir pequenas imperfeições decorrentes da idade ou mesmo para melhorar a aparência e suavizar as feições, muitas pessoas recorrem à rinoplastia, para dar aquele retoque no nariz. Foi o que fez Alinne Prado, repórter do ‘Vídeo Show’, que procurou recentemente o cirurgião plástico Fernando Bianco para definir a ponta do nariz. E ainda aproveitou para dar uma leve turbinada nos seios, que tiveram flacidez após amamentar por um ano e meio seu filho Arthur: colocou apenas 235 mililitros de silicone.

Mas o fato é que a cirurgia plástica na pele negra requer cuidados ainda mais especiais. Segundo Fernando Bianco, geralmente o resultado da rinoplastia em pele negra é mais lento que em pele branca, pela razão de a pele negra ter ser mais espessa e com mais gordura no nariz. “No caso da Alinne Prado, o objetivo não era fugir de sua originalidade. Em pele negra por ser uma pele mais espessa, o resultado demora mais para aparecer, as definições de ponta nasal não ficam tão evidentes rapidamente. De qualquer forma o paciente percebe a diferença se comparando com o antes e depois”, conta.

“Estou super satisfeita. Ficou super natural.  Não existe resposta melhor do que você fazer uma plástica e ouvir que você está mais linda, mas não dá para identificar que fez algo. O cirurgião Fernando Bianco atendeu o meu pedido, era assim mesmo que eu queria. Estou mais do que feliz!”, confessou a jornalista, que aproveitou as férias para se submeter aos tratamentos e já está trabalhando normalmente. Segundo o médico, a rinoplastia é uma das cirurgias mais procuradas atualmente. As queixas comuns de quem procura este procedimento são o “ossinho” no dorso nasal, narinas aumentadas e a ponta nasal caída ou “gordinha”.

O cirurgião plástico Thiago Souza, especializado em cirurgias plásticas em pessoas da raça negra, confirma que, em se tratando de pessoas da raça negra, a rinoplastia é o procedimento mais procurado. Porém, ficam alguns questionamento: a rinoplastia feita em pele clara segue as mesmas condições da feita em nariz negroide? Pessoas de nariz negroide podem almejar o mesmo resultado dos procedimentos feitos em pessoas de pele clara? Ele tira dúvidas sobre diversos procedimentos:

1 – Qual a diferença da pele negra para a pele branca?

Existem várias diferenças entre a pele negra e a pele branca, mas a principal delas é a quantidade de MELANINA contida em cada uma. Além desse pigmento definir a cor da pele, ele também confere, entre outras coisas, maior proteção contra radiação UV, maior tendência a manchas na pele, entre outras características. Além disso, a pele negra tende a ser mais oleosa que a branca, por conter mais glândulas sudoríparas, e também menos flácida, por ter maior atividade dos fibroblastos, um tipo de célula que aumenta a resistência da pele.

2 – A pele negra é mais propensa a queloides? Por quê?

Sim. Por ter uma maior atividade dos fibroblastos, que são células que produzem o colágeno, a pele negra tende a ter uma cicatrização mais exuberante que a pele branca. No entanto, essa cicatrização aumentada pode gerar cicatrizes aumentadas também, que são os queloides.

3 – Um paciente que tenha um nariz negroide muito largo o procura querendo operar. Como o senhor procede neste caso?

Primeiro, temos que analisar se esse nariz está em desarmonia com o rosto. Muitas vezes o nariz alargado combina com um rosto mais horizontalizado. Depois, temos que ver o quanto o nariz incomoda realmente a paciente e não é fruto de um imposição social, da família, do parceiro(a), ou até do trabalho. Além disso, temos que analisar o quanto que realmente a cirurgia vai beneficiar a paciente e se suas expectativas com o resultado estão dentro da realidade. E por ultimo, vemos se o paciente está com a saúde perfeita.

4 – Algumas pesquisas mostram que a autoestima, principalmente da mulher negra, sobe muito depois que opera o nariz. Isto é verdade?

Acho que isso não é uma exclusividade da mulher negra, nem da cirurgia do nariz. Toda a pessoa que tem seus traumas ou suas imperfeições tratadas de alguma forma tem sua autoestima elevada. Vejo isso diariamente no consultório com mulheres de todas as raças.

5 – Como convencer uma paciente negra a não se operar em busca de um nariz igual ao da Gisele Bündchen?

É só mostrar para ela fotos de mulheres negras lindíssimas, como Thaís Araújo, Naomi Campbell, Beyoncé,… que são ícones de beleza mundiais e não tem o nariz igual ao da Gisele Bundchen. E mostrar que o nariz da Gisele fica bem no rosto dela, mas ficaria estranho se colocado no rosto de qualquer outra mulher. Todas as raças devem manter suas características. É isso que dá beleza ao mundo, as diferenças. Mas em todas as raças existem pessoas insatisfeitas com sua aparência, e essas pessoas podem ser ajudadas, sejam com uma cirurgia ou apenas com apoio psicológico.

6 – É verdade que os seios da paciente negra são mais flácidos do que os de uma mulher branca?

Não. Pelo contrário, a pele negra tende a ser mais resistente e menos flácida que a pele branca. Mas a flacidez nos seios é influenciada por diversos outros fatores, além do tipo de pele. Como por exemplo, história de amamentação, de perda de peso e etc.

7 – No caso de implantar um silicone ou fazer uma redução de mamas ou ambos os procedimentos juntos, é fato que o queloide existirá?

Não se pode afirmar com 100% de certeza que um queloide vai se desenvolver. Além disso, o fato de colocar ou não o silicone não interfere em nada com o surgimento do queloide. O que se pode dizer é se a pessoa tem mais ou menos risco disso acontecer. Caso tenha mais riscos, alguns cuidados e tratamentos podem ser usados para evitar que isso aconteça.

8 – O que pode ser feito para reduzir ou prevenir os queloides?

O queloide pode surgir em qualquer cicatriz. Mesmo nas menores, como as da lipoaspiração, quem tem cerca de 0,5 cm. Muitos tratamentos vêm sendo desenvolvidos para se evitar os queloide. Desde o momento da cirurgia, minimizando o trauma na cicatriz, até o pós-operatório, com uso de fitas de silicone, cremes e pomadas com corticoide, injeções de corticoide, até uso de medicação mais agressiva e radioterapia.

Rinomodelação, os benefícios de uma intervenção sem cortes

Cresce cada vez mais a busca por intervenções cirúrgicas que não melhoram apenas a aparência, mas a qualidade de vida, principalmente entre os pacientes mais velhos. Para estes, a rinoplastia representa não apenas ajustes estéticos como também funcionais. “Assim como o colágeno, com o avanço da idade, as estruturas nasais, como cartilagens e ligamentos, sofrem enfraquecimento, e estes, associados à perda de elasticidade da pele além da reabsorção óssea, resultam em alterações com a queda da ponta do nariz e até o colabamento das narinas durante a respiração, que é quando as duas paredes do nariz se tocam ao inspirarmos. Sendo assim, a rinoplastia em idosos pode melhorar a qualidade de vida do paciente no que se diz respeito ao aparelho respiratório, o que influencia em todas as atividades do dia a dia”, explica o cirurgião plástico Adhemar Júnior.

A boa notícia é que já existe nos consultórios de cirurgia plástica um novo procedimento que promete resolver o incômodo com o nariz de forma pouco invasiva. Relativamente novo no mundo das intervenções, a rinomodelação é cada vez mais utilizada nos consultórios. Por não ser cirúrgico, o procedimento é realizado com anestesia local e sem necessidade de internação. “Trata-se de um procedimento simples, feito no próprio consultório, com rápida recuperação e que não demanda afastamento das atividades habituais, inclusive exercícios físicos”, explica o cirurgião plástico Adhemar Júnior.

Na rinomodelação é feita a aplicação de ácido hialurônico no nariz com o objetivo de deixá-lo mais harmônico a partir do entendimento de que nem sempre a solução é diminuir e sim melhorar a proporção entre as áreas. “Um exemplo é quando o dorso do nariz tem um ossinho alto ou quando dar mais volume na ponta ou na base superior, próxima aos olhos, já deixa a aparência mais harmônica. Também é possível modificar os ângulos nasais, tanto o nasofrontal quando o nasolabial, afinar, corrigir depressões e assimetrias, entre outros”, explica o médico.

O procedimento, porém, tem suas limitações. “Para aqueles que demandam pequenas mudanças, como levantar ou afinar um pouquinho a ponta e disfarçar uma pequena imperfeição óssea é uma ótima alternativa. No entanto, não é indicado para aqueles que necessitam grandes modificações no nariz para harmonizar a face”, esclarece Adhemar. Outro item que pesa na lista dos “contras” é a não duração em longo prazo pois, apesar de não oferecer grandes riscos de alergia ou intolerância, já que o ácido hialurônico é um componente natural do organismo, o efeito dura em média 12 meses.

Mesmo sendo um procedimento simples e rápido, a rinomodelação deve ser feita por um cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), já que “existem fatores relacionados à anatomia e à própria indicação que podem ser responsáveis por grandes tragédias. Essa é a maior recomendação. Procure por um profissional sério”, alerta o cirurgião. 

Da Redação, com assessorias

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