Com a chegada da Páscoa, surgem algumas preocupações, além dos quilinhos extras. Prazer e culpa andam juntos quando o assunto gira em torno do chocolate. Não é por menos: a delícia consumida pelos astecas e maias estimula a liberação de serotonina, o mesmo hormônio que liberamos durante o sexo. Mas o deleite vem acompanhado de uma alta dose de calorias: segundo o acupunturista e nutrólogo Leandro Gago, apenas uma barra grande de chocolate pode conter até 700 calorias. O segredo para saborear sem sofrer depois, portanto, reside na moderação.

“O chocolate não é vilão nem mocinho. Nesta história, o bandido é a quantidade. Tudo em quantidade pode matar, até água. O chocolate contém gordura saturada e açúcar, que são outros vilões. Mas também tem flavonóides, que ajudam no combate ao colesterol”, explica o médico. Mas para quem quer aproveitar as benesses do chocolate, é melhor se acostumar com o gosto das versões mais amargas, com 70% ou mais de cacau, que têm bem menos gordura e açúcar.

De acordo com Leandro Gago, o consumo de 30 gramas por dia de chocolate amargo, dentro de uma dieta balanceada, teria mais benefícios do que malefícios .

Eu não defendo que ninguém se abstenha de comer seu chocolate na Páscoa, mas deguste com moderação. As estripulias são permitidas; o mais importante é ter equilíbrio durante a vida”, recomenda o médico.

Ele dá uma dica: prefira os chocolates amargos que utilizam a manteiga de cacau como a principal fonte de gordura e, não, a gordura vegetal hidrogenada, já que esta faz mal à saúde.

Um dos mitos em torno do chocolate é de que causa as indesejáveis espinhas na pele. Mas será que isso é verdade? Samantha, dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, diz que alguns fatores podem agravar o quadro da acne, como o tipo de pele, o uso de medicamentos corticoides, exposição excessiva ao sol, contato com produtos oleosos, ingestão de alimentos gordurosos com alto índice glicêmico e o hábito de manipulação inadequada das lesões.

“Alimentos com alto índice glicêmico, como o chocolate, aumentam a resistência periférica à insulina, estimulando a produção de oleosidade pela pele, oclusão dos poros e inflamação. Desta forma, o consumo de alimentos como chocolate e amendoim podem fazer com que a acne piore em pacientes com predisposição”, esclarece Dra Samantha.

 

Confira 7 mitos e verdades sobre o chocolate

1. “Chocolate branco não é chocolate”

VERDADE. Não só não é chocolate, como é um grande vilão de quem quer manter uma alimentação saudável. De acordo com Gago, o

chocolate branco é “apenas uma mistura de açúcar, óleo e gordura”, afirma o médico Leandro Gago.

2. “Chocolate diet é bom para dieta”

MITO. O chocolate diet é apenas recomendado para diabéticos, pois não contém açúcar. Já quem está de dieta deve fugir da maioria das

marcas “diet”: “O chocolate diet é uma armadilha em termos calóricos, porque ele tem, geralmente, mais calorias. O que a indústria tira de açúcar, ela coloca de gordura, para manter o sabor agradável” explica. Assim sendo, atenção às informações nutricionais contidas no rótulo do chocolate “diet” para fazer a melhor opção.

3. “Chocolate vicia”

MITO. O chocolate não causa nenhum tipo de dependência. Se as pessoas não conseguem largar dele, é por causa da sensação de prazer

que a serotonina libera.

4. “Chocolate ajuda durante a TPM”

VERDADE. Mais uma vez, a serotonina ajuda a responder a questão. É ela que auxilia no combate à ansiedade e à irritação típicas da TPM. Mas, da mesma forma, a tensão pode ser atenuada com exercícios físicos ou sexo, outras duas atividades que liberam a substância.

5. “Chocolate ajuda nos estudos”

DEPENDE.  Segundo Leandro Gago, o chocolate é fonte de energia e contém estimulantes, como a cafeína e a teobromina, podendo,

portanto, dar maior disposição para quem precisa encarar uma maratona de estudos ou de exercícios. “Mas não adianta achar que comer um ovo de Páscoa antes prova vai garantir um bom resultado.”

6. “Chocolate pode ajudar na prevenção do Alzheimer”

VERDADE. De acordo com o médico Leandro Gago, estudos apontam que o chocolate, segundo alguns estudos, pode reduzir a incidência de mal de Alzheimer e demência. “Não quer dizer que você vai dar chocolate para o avô e ele vai se curar. Não funciona para melhorar

quem já tem. Mas há trabalhos que mostram que grupos populacionais que consomem o chocolate ao longo da vida tem menor incidência desses tipos de doenças mentais”, explica o especialista.

7. “Chocolate dá espinha”

MITO. Não há nada que comprove a relação do cacau com o surgimento das espinhas (acne). Na verdade, a alta carga glicêmica (quantidade de glicose) de alguns doces, como o chocolate, pode gerar alterações em parâmetros bioquímicos e endócrinos relacionados ao desenvolvimento da acne.

Recomendações importantes para prevenir ou controlar a acne

Dra Samantha explica que a acne é uma condição muito comum e multifatorial. “Trata-se de um processo inflamatório que ocorre nas glândulas sebáceas e folículos pilossebáceos, no qual há uma maior produção de sebo, distúrbios da ceratinização e proliferação bacteriana. Sabemos que a acne tem intensa relação com variações hormonais e por isso, é tão comum em adolescentes, embora o quadro possa aparecer em qualquer idade”, explica a dermatologista.

Segundo ela, a acne pode ter um importante impacto emocional e social, tanto pelas lesões ativas quanto pelas cicatrizes que podem se formar. Por isso a importância de procurar o tratamento precoce e muitas vezes o acompanhamento multidisciplinar com psicólogos se faz necessário. Existem uma série de tratamentos para controle dessa condição desde medicamentos tópicos, orais, peelings, microdermoabrasão e laseres indicados de acordo com cada quadro clínico.

  • Mantenha a pele sempre higienizada, o recomendado é que a limpeza facial seja realizada duas vezes ao dia;

  • Não manipule lesões já existentes

  • A exposição solar não melhora o aspecto das lesões, pelo contrário, pode piorar e deixar marcas na pele;

  • Em alguns casos, não dispense o apoio psicológico;

  • Não aplique produtos na pele sem orientação médica.

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