Kim Kardashian: qual é o limite para o narcisismo?

Psicanalista analisa narcisismo através de superexposição nas redes sociais e explica como o exagero ao admirar a própria imagem pode se tornar doença

Socialite que está à espera do terceiro filho, desta vez por barriga de aluguel, já admitiu publicamente o seu narcisismo (Foto: Reprodução de internet)
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Socialite que está à espera do terceiro filho, desta vez por barriga de aluguel, já admitiu publicamente o seu narcisismo (Foto: Reprodução de internet)
Socialite que está à espera do terceiro filho, desta vez por barriga de aluguel, já admitiu publicamente o seu narcisismo (Foto: Reprodução de internet)

Na onda do selfie, todo mundo se tornou um pouco narcisista. Mesmo quem sempre torceu o nariz para esse tipo de auto-idolatria. Você se considera uma pessoa vaidosa na medida ou narcisista? No mundo das celebridades, o narcisismo parece não ter limite. Kim Kardashian, narcisista assumida, já declarou ter tirado mais de 6 mil selfies durante as viagens que fez.  Chegou a estrelar um comercial fazendo piada do próprio narcisismo e ensinou em vídeos na web como fazer a selfie perfeita.

Mulher do rapper Kanye West, a socialite de 36 anos gosta mesmo de ‘causar’: apareceu no desfile de Tom Ford na Semana da Moda de Nova Iorque desta semana com o cabelo platinado, dias após anunciar que está à espera de uma menina, seu terceiro filho, desta vez por meio de uma barriga de aluguel.

Para o psicanalista João Nolasco, do Instituto Brasileiro de Psicanálise Clínica, Ciências Humanas e Sociais (IBRAPCHS), o narcisismo surge na mitologia grega onde um jovem chamado Narciso se destacava por sua beleza. Ele atraia o amor de muitas mulheres, porém sofria de um forte amor e admiração pelo próprio corpo, e com isso não conseguia aceitar o amor de ninguém. “Conta-se que um belo dia ao ver seu reflexo num lago ficou tão excitado com sua imagem que se lançou morrendo afogado. ”

O ‘eu’ idealizado

Mas, afinal, como pode ser definido o narcisismo? “Narcisismo também pode ser definido como um conceito da psicanálise que define o indivíduo que admira exageradamente a sua própria imagem e nutri uma paixão excessiva por si mesmo.  Para Freud o tema é uma característica normal em todos os seres humanos e está relacionado com o desenvolvimento dos desejos”, explica o especialista.

Para Nolasco, as redes sociais são as vitrines para a apresentação do “Eu idealizado”, ou seja, onde se tem a oportunidade de vender uma imagem para obter poder, glamour e amores. “Temos, hoje, um padrão de comunidade virtual onde o que adquire maior adicionamentos, curtidas e comentários torna-se celebridade”.

Autoestima vulnerável

O psicanalista diz que pessoas como a Kim se consideram as melhores no que fazem, são vaidosas e gostam de ser aplaudidas e bajuladas. Ele diz que todo ser humano possui características narcísicas desde os primeiros meses de vida. “Mas é possível superar essa fase se a criança tiver um desenvolvimento sadio”. “Caso contrário, poderá se tornar uma pessoa com a autoestima vulnerável, tornando-se muito sensível a críticas e a opiniões contrárias as suas”, reflete.

Perigos da exposição excessiva

No entanto, a exposição excessiva traz alguns perigos. Por exemplo, a socialite sofreu, em 2016, um assalto milionário em que virou refém de homens armados em Paris. Para Nolasco, as redes sociais muitas vezes se tornam uma espécie de diário que desperta a curiosidade dos outros. “Não tem como ter o controle de onde as imagens podem chegar, tão pouco das interpretações e pensamentos de quem está visualizando. Esta exibição faz com que a pessoa fique à mercê de qualquer situação, principalmente a este tipo de risco como no caso dela”, alerta.

Como se prevenir em tempos de selfie

Para se prevenir disso, o psicanalista destaca que a primeira a dica é não postar tudo o tempo todo, como por exemplo, o local onde está, onde trabalha ou o que está comprando. “Assim dificulta situações de risco como as vividas pela famosa”. Segundo Nolasco existe cura para o narcisismo. Para isso, é necessário reconhecer a doença. “ É preciso aceitar e procurar ajuda com psicanalistas e/ou psiquiatras”, responde. João alerta ainda que é importante ir em busca de uma estabilidade emocional. Para Nolasco, o melhor caminho é o gerenciamento das emoções. “Isso só possível quando nos dedicamos a reconhecer nossas limitações, sentimentos e emoções”.

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