O verão é um ótimo momento para visitar praias e fazer passeios ao ar livre, mas a diversão deve ser acompanhada de cuidados com a saúde. Afinal, é nesta época do ano que os raios UVA são mais intensos, o que faz com que casos de doenças de pele possam aumentar. Os efeitos nocivos da radiação solar são, sobretudo, o envelhecimento precoce, manchas na pele, aumento da flacidez e até mesmo surgimento de câncer de pele. Para ajudar a população, dermatologistas esclarecem sobre as principais medidas de prevenção.

“Filtro solar é um acessório indispensável em qualquer época do ano, principalmente no verão. Deve-se utilizar aqueles com FPS igual ou maior do que 30. Para o corpo, temos algumas boas apresentações em loções e sprays, que facilitam espalhar o produto. Já para o rosto, importante observar que o filtro seja adequado ao tipo de pele, oleosa, mista ou acneica, por exemplo. Existem inúmeras opções no mercado brasileiro, de excelente qualidade, de forma que sempre haverá uma adequada ao seu bolso e tipo de pele”, explica a dermatologista Ana Paula Fucci, do Rio de Janeiro.

Moramos num país onde o índice ultravioleta (UV) é muito alto, ou seja, muita radiação chega a nós. “Se somarmos a exposição ao sol a que nos submetemos desde a infância, teremos um acúmulo de radiação bastante importante na idade adulta, o que causará mutações no DNA e consequentemente lesões cutâneas malignas, pré-malignas e envelhecimento extrínseco (aquele que é causado por fatores externos, como o sol, e não o cronológico), também conhecido como fotoenvelhecimento”, alerta a Dra. Ana Paula.

Ficar em piscina ou praia requer atenção especial, sobretudo na estação mais quente do ano.  “Proteção como chapéus, viseiras, óculos escuros e vestimentas com fator de proteção, como maiôs, blusas e chapéus são sempre indicados. Para todos os tipos de pele deve ser passada uma camada espessa do produto,  repassando a cada 4 horas ou quando mergulhar. Recomendo evitar a exposição solar nos horários sabidamente mais prejudiciais, entre 10 e 16h”, detalha a dermatologista.

Cuidados ao aplicar e reaplicar o protetor

Um cuidado importante que se deve ter ao aplicar e reaplicar o filtro diz respeito a quantidade. A dermatologista Fabiana Seidl, do Rio de Janeiro, explica qual a quantidade correta de filtro para se usar: “2g/cm2, o que equivale a uma colher de chá cheia para rosto e pescoço.
Para o corpo, o recomendado é uma colher de chá para o braço e antebraço, uma colher de chá para a frente do tronco e outra colher para as costas, duas colheres de chá para coxa e perna ( uma para parte da frente e outra para parte de trás). “Também é importante lembrar de usar FPS 30 ou maior, e para as crianças ou pessoas que possuem pele mais sensível FPS de no mínimo 50”, destaca.
Como complemento, a dermatologista indica uso de roupas e acessórios adequados. “Recomendo usar roupas leves, claras e procurar usar chapéu e óculos de proteção UV.  Quem costuma ficar muito tempo no sol tem que redobrar os cuidados e investir em roupas com proteção ultravioleta. As roupas normais ajudam a impedir o bronzeado mas não impedem que a radiação chegue até a pele, portanto roupas específicas com proteção UV são ideais”, destaca Dra. Fabiana Seidl.

Protetores com cor de base são recomendados?

Uma dúvida comum é se vale ou não usar protetor com cor de base. O médico dermatologista André Braz, que dirige clínica com seu nome no Rio de Janeiro e é criador da técnica AB Face, destaca que os protetores com cor de base são bem recomendados sim e sobretudo após procedimentos estéticos.
“Os protetores com cor de base garantem alta cobertura e efeito de base como uma maquiagem. O protetor solar com cor, além de proteger contra os efeitos nocivos dos raios solares, também defende a pele da luz visível, que é aquela luminosidade vinda dos celulares, computadores, televisão e lâmpadas fluorescentes. Essas luzes causam um dano menor que os raios solares, porém possuem efeito cumulativo, e geram manchas na pele ao longo dos anos.
“Esse é um dos motivos das pessoas gostarem muito do protetor com cor. Outro motivo é já servir como base e dar mais uniformidade a aparência da pele. As várias tonalidades dos produtos existentes hoje no mercado ajudam muito na obtenção de um resultado muito natural em sua aplicação”, explica Dr. André Braz.

Com Assessorias

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