Existe um assunto que se destaca todos os dias na mídia: nutrição. O tema aparece associado à saúde, bem-estar e qualidade de vida. Mas, muitas vezes nos deparamos com informações da “moda”, que se espalham rapidamente, e nem sempre são confiáveis ou têm evidências científicas. Diante disso, por que entender a nutrição é tão importante? Nesse contexto, o Dia Mundial da Nutrição, celebrado em 31 de março, surge como um convite à reflexão sobre a importância de escolhas alimentares mais conscientes para a promoção da saúde.

‘Guia para uma alimentação saudável’ de Harvard orienta a adoção de uma alimentação baseada em alimentos naturais e minimamente processados. Nesse sentido, com destaque para frutas, verduras, grãos integrais e gorduras saudáveis. Além disso, recomenda equilibrar os nutrientes, controlar porções e reduzir o consumo de açúcar, sal e ultraprocessados. Por fim, reforça que escolhas alimentares consistentes, ao longo do tempo, são essenciais para prevenir doenças e promover uma vida mais saudável.

Os riscos dos ultraprocessados

A relação entre alimentação e saúde é direta e amplamente comprovada pela ciência. Nesse sentido, evidências indicam que dietas ricas em alimentos ultraprocessados, açúcar e gorduras estão associadas ao desenvolvimento de problemas como obesidade, diabetes e doenças do coração, enquanto uma alimentação equilibrada atua como fator de proteção.

Ultraprocessados são produtos prontos para consumo, com muitos aditivos, como açúcar, sal, gorduras, conservantes e corantes, e geralmente longas listas de ingredientes. A correria do dia a dia, entre idas ao supermercado, cuidados com a casa, os filhos, o trabalho e o autocuidado, muitas vezes leva as pessoas a optarem por comidas rápidas.

Mas estas nem sempre esses alimentos oferecem os nutrientes necessários à saúde. Afinal, comer vai muito além do paladar: é também nutrir o corpo, sustentar a saúde e garantir o bom funcionamento do organismo.

A hora de comer também importa

Um estudo publicado recentemente no periódico Journal of Nutritional Science revelou que comer em horários irregulares pode levar o organismo a uma menor sensibilidade à insulina. Desse modo, aumenta o risco do desenvolvimento de resistência à insulina e, consequentemente, diabetes tipo 2.

A mesma pesquisa revelou que comer em excesso à noite pode interferir no ciclo circadiano. Assim, afetando diretamente não apenas a digestão, mas a qualidade do sono.  Estudos já confirmaram que ele tem relação direta ao ganho de peso e aumento de risco no desenvolvimento de doenças  cardiometabólicas.

Leia mais

Alimentação: quando a pirâmide vira de cabeça para baixo
Como cada país define o que é alimentação saudável
Alimentação saudável é preocupação para 74% dos consumidores

Alimentação saudável desde a infância

Crianças recebem alimentação em escola na Bolívia. (Foto: PMA/Boris Heger)

Estimular hábitos saudáveis desde a infância é uma das formas mais eficazes de promover uma vida adulta com mais saúde. Na alimentação, o conceito do “prato colorido” vai muito além da estética: ele representa variedade e equilíbrio nutricional. O consumo de frutas, legumes, verduras, além de proteínas, carboidratos e fibras, é fundamental para o desenvolvimento adequado. Por isso, a parceria entre família e escola é essencial para consolidar esses hábitos.

Para a nutricionista Manoela Richardz a alimentação é o principal passo para desenvolver alterações como diabetes, colesterol e obesidade Afinal, tudo isso é resultado de um acúmulo de problemas que vêm desde a infância e perduram até a vida adulta e poderiam ser facilmente evitados com bons hábitos.

Nutrição adequada na menopausa

A alimentação e o estilo de vida de uma mulher são fundamentais para manter a saúde e o bem-estar até a terceira idade. A saúde da mulher durante a menopausa é uma preocupação importante. Afinal, esta fase da vida envolve mudanças hormonais significativas e pode apresentar desafios específicos para a saúde física e emocional.

Segundo orientações da Harvard Health Publishing, a alimentação na menopausa deve priorizar o equilíbrio nutricional e alguns cuidados específicos. Entre eles, recomenda-se limitar o consumo de cafeína, já que a ingestão de mais de três xícaras por dia pode intensificar ondas de calor e contribuir para a perda de massa óssea.

Além disso, a ingestão adequada de cálcio é fundamental, variando entre 800 e 1.500 miligramas por dia. Esse nutriente pode ser obtido por meio de alimentos como vegetais de folhas verdes escuras (como folhas de nabo e brócolis), produtos lácteos (leite, iogurte e queijos), além de peixes como sardinha e salmão e leguminosas, como o feijão branco. Assim, uma alimentação equilibrada contribui para a saúde óssea e para o bem-estar durante essa fase da vida.

Afinal, seja qual for o ciclo da vida, a nutrição adequada é essencial para o funcionamento do organismo e para a prevenção de doenças. Como já dizia Hipócrates, “que o alimento seja o seu remédio e o remédio seja o seu alimento”.

Shares:

Posts Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *