As medidas de prevenção ao coronavírus tiveram forte impacto nas relações pessoais. Durante o isolamento social, enquanto o mundo enfrentava um dos maiores desafios dos últimos tempos, famílias passaram a conviver de forma mais intensa, ao passo que muitos tiveram de se distanciar fisicamente de amigos e colegas de trabalho.
Tudo isso fez com que muitas pessoas ficassem mais instáveis emocionalmente e as relações familiares também acabaram sendo afetadas, resultando em divórcio para muitos casais. Os números de divórcios explodiram em 2020 no Brasil, como mostrou ViDA & Ação, com sensível aumento após o mês de setembro.
Para a terapeuta tântrica e especialista em relacionamentos entre casais Deva Dasi Abigail, alguns fatores se revelam pelo fato das pessoas estarem passando mais tempo juntas, o que as obriga também a olharem para os desafios da convivência diária.
O confinamento devido à pandemia tem trazido não somente o ônus para o bolso, mas também para muitas pessoas que evitavam até então lidar com suas questões emocionais. A percepção da falta de sintonia entre os casais que ficava escondida por meio do trabalho, da “vida agitada” de ambos, veio à tona com os números, não só de mortes pela Covid, mas pelo aumento de violência doméstica, divórcios e abusos de ambos os lados”, explica Dasi.
Para ela, há fortes indicadores de que os homens são fortemente impactados neste processo, já que, na grande maioria das vezes, não lidam muito bem com as próprias emoções. “O número de 60% de mortes do sexo masculino no Brasil escancara essa situação, bem como as denúncias de abuso e violência doméstica advinda por parte das mulheres. E não é sobre machismo ou feminismo. É falta de informação mesmo”, afirma a especialista.
Segundo ela, falta inteligência emocional, o que diminui drasticamente a imunidade. “Pesquisas mostram que um coeficiente de inteligência positiva mais alto resulta em um sistema imunológico mais eficiente, níveis menores de hormônios relacionados ao stress, menor pressão arterial, menos dor, menos resfriado, sono melhor e uma probabilidade menor de ter hipertensão, diabetes e derrames. Ou seja, cuidar da Inteligência Emocional é sim cuidar da saúde”, explica.
Empatia como aliada no resgate das relações
Mas nem tudo está perdido. Para Flora Victoria, mestre em Psicologia Positiva Aplicada pela Universidade da Pensilvânia, este novo contexto acabou por causar desgastes nas relações devido aos altos níveis de ansiedade e estresse gerados por este afastamento e paralisação das atividades externas. “Este é um momento delicado que pode favorecer conflitos desnecessários, mas também pode criar laços mais fortes”, pondera.
Flora Victoria conta que o conhecimento da Psicologia Positiva possibilita uma mudança de perspectiva sobre essas relações. “Em momentos de pressão emocional é importante visualizar janelas de oportunidades e aproveitar a mudança até para fazer avaliações mais profundas que vinham sendo adiadas”, afirma Flora.
A conexão com o próximo é inevitável e fundamental, de acordo com a psicologia positiva. “Somos seres sociáveis e há evidências científicas de que o convívio com o próximo nos faz bem”, diz Flora. “Isolado, o indivíduo perde a identidade porque ela é constituída a partir do encontro com o outro”.
Por isso, embora qualquer um possa encontrar arestas na convivência, principalmente com aquele que está mais próximo, é importante lembrar que é esta convivência que dá sentido à vida.
Para a especialista, com base na ciência da Psicologia Positiva, é importante treinar a paciência, a resiliência, o entendimento e, em casos mais difíceis, até mesmo o distanciamento: “ter limites e espaços próprios também é fundamental para o bem estar”.
4 dicas para recuperar relações desgastadas
Momentos de troca: Engajar em atividades que as pessoas da casa gostam de fazer juntas e passar mais tempo offline é uma forma de lidar bem com o confinamento. Para a Psicologia Positiva, o ato de se engajar em algo com afinco, faz viver o presente com intensidade e prazer. Isto é chamado de Flow, uma teoria desenvolvida pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi, que descobriu que o ato — de cozinhar ou de pintar algo, por exemplo — pode trazer mais satisfação do que o próprio produto final.
Diálogo gera confiança: Um relacionamento pautado no diálogo pode tornar a convivência mais agradável. É importante falar sobre os sentimentos e incômodos, sempre de forma empática, ou seja, de forma clara e objetiva a fim de criar uma solução e de não de machucar o outro. Isso faz com que as pessoas envolvidas estejam proativas a ajudarem umas as outras a superarem eventuais problemas emocionais que tenham surgido.
Organize a rotina: Uma rotina é fundamental para que os dias fluam com mais tranquilidade. Dividir tarefas, bem como manter e respeitar a individualidade de cada um, é fundamental. Desgastes são muitas vezes gerados por cobranças e ter um equilíbrio na divisão de tarefas torna o ambiente mais leve.
Tolerância e respeito: Cada um tem um tempo e um mecanismo de defesa em relação às adversidades. Muitas pessoas demonstram falta de tato social ao se depararem com o que é diferente da sua realidade. Por isso, respeitar o outro é importante para não entrar em embates desnecessários. Sempre é bom lembrar que cada indivíduo é um universo particular que merece ser ouvido e cuidado.
Tratamento pode estar no próprio corpo
Terapeuta tântrica e coach de Relacionamentos e Sexualidade, Deva especializou-se em cura para Disfunções Sexuais utilizando o tantra, com formação pelo Metamorfose – Escola da Nova Sexualidade. Com larga experiência em terapias corporais, ela afirma que novos caminhos podem ser apontados a partir do “olhar” para o próprio corpo.
Muitos acreditam que a solução está em trabalhar apenas no aspecto mental. O que também devido a pesquisas se torna ineficaz, uma vez que apenas 5% de nossas decisões é comandada pela parte racional, e os 95% do seu tempo, pela parte irracional do seu cérebro. Ironicamente, a solução é olhar para o corpo. O nosso corpo carrega memórias desde que nos entendemos por gente, dentro da barriga de nossa mãe”, enfatiza.
Entre os aspectos mencionados pela terapeuta como possibilidades de melhoria estão a atenção à respiração, relegada com o nível alto de ansiedade e estresse, o cuidado com o funcionamento do corpo, a relação com a alimentação e o entendimento sobre as experiências corporais, que culminam com as relações sexuais. “Nesse sentido, buscar o auxílio de terapeutas é o melhor caminho para repensar tais dilemas”, conta.
Deva é autora de “Entendendo o mapa da mina”. Em linguagem leve, simples e bem-humorada, ela relata no livro um pouco do trabalho que desenvolve com homens e mulheres, tendo como base o tantra, uma filosofia comportamental milenar, de características matriarcais, sensoriais e desrepressoras.
Junto há 50 anos, casal dá dicas para superar as crises
Não tem como negar que todos os casais passam por crises, mas o segredo é descobrir como superá-las para construir uma relação que seja duradora. Para isso, é preciso que marido e mulher entendam seus próprios traços de personalidade, somem pontos de vista, talentos e esforços, para que o casamento dê certo. Curiosamente, é justamente nessa dinâmica interpessoal que muitos casais sucumbem, abrindo espaço para discussões de todo tipo, crises intermináveis e, infelizmente, ao divórcio.
Para ajudar os casais a prevenir ou superar tal situação, Larry e Devi Titus, escritores best-sellers e conferencistas casados há mais de 50 anos, apresentam um livro único sobre casamento: Ele diz, ela diz: Como um casal de líderes consegue superar as diferenças e construir um casamento de sucesso.
Lançado em edição revisada e ampliada pela Editora Mundo Cristão, Ele diz, ela diz não se trata apenas de um manual para lidar com as questões corriqueiras do matrimônio. A obra é um verdadeiro relato a duas mãos, escrito por um casal reconhecido internacionalmente não apenas por suas aplaudidas conferências, mas por um testemunho de vida cristalino e inspirador.
Este livro é sobre casamento, mas um casamento de tipo diferente. Não tentamos escrever um livro padrão sobre relacionamento conjugal, abordando os problemas costumeiros. Há uma grande diversidade de bons livros sobre casamento, que parecem dar resposta a quase qualquer problema que possa surgir em seu matrimônio. Mas percebemos que existe uma escassez de livros sobre o significado de ser cabeça e como duas pessoas de personalidade forte podem trabalhar juntas em união.” (Larry Titus, “Ele diz, ela fiz”, P. 08)
Por meio dos aprendizados compartilhados por Larry e Devi Titus, os leitores entenderão que a difícil tarefa de respeitar individualidades, sem se anular, não só é possível como perfeitamente natural. Com abordagem teológica e prática e escrito com profundo senso pastoral, todos os capítulos e assuntos tratados em Ele diz, ela diz foram pensados cuidadosamente, a fim de ajudar o leitor e a leitora a entender e aplicar os conceitos com facilidade.
Ideal para os cônjuges que desejam ir além e construir um espaço de acolhimento, respeito e amor à individualidade de cada um, “Ele diz, ela diz” certamente inspirará marido e mulher a manter o romance, nutrir a alegria e a tornar a vida a dois uma experiência marcada por uma frutífera cooperação que inevitavelmente culminará em felicidade e paz.
Sobre os autores: Larry Titus e Devi Titus são escritores e conferencistas. Juntos, fundaram a organização internacional Kingdom Global Ministries [Ministérios Reino Global], que visa facilitar a missão de outros ministérios ao redor do mundo. Casados há mais de 50 anos, têm dois filhos, seis netos e dez bisnetos.
Ficha técnica:
Título: Ele diz, ela diz
Editora: Mundo Cristão
Páginas: 224
Categoria: Casamento
Preço: 39,90
Link de compra: Amazon e E-commerce Mundo Cristão
Com Assessorias