Enquanto o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos surpreende o mundo com um corte drástico em suas recomendações vacinais, o Brasil reafirma seu compromisso com a ciência. A decisão norte-americana, anunciada nesta segunda-feira (5), reduz de 17 para 11 o número de vacinas indicadas rotineiramente para crianças, movendo imunizantes essenciais — como os contra gripe, hepatite A, hepatite B e rotavírus — para uma categoria de “decisão compartilhada”.
Na prática, isso significa que essas doses deixam de ser uma recomendação padrão, ficando a cargo de uma avaliação individual entre médicos e pais. A medida nos EUA é vista por especialistas como um reflexo de uma nova agenda sanitária sob a gestão de Robert F. Kennedy Jr.
Já no Brasil, o caminho trilhado é o da expansão. Enquanto lá se retira, aqui o Programa Nacional de Imunizações (PNI) se consolida como um dos mais robustos do planeta, oferecendo mais de 30 tipos de imunizantes de forma gratuita.
Com a seção “Vacinas Salvam“, criada desde a pandemia de Covid-19., o Portal Vida e Ação segue comprometido em informar e conscientizar o público brasileiro sobre a importância da vacinação frente às mudanças globais.
O escudo do SUS: o que o Brasil oferece gratuitamente
Diferente do novo cenário americano, o Ministério da Saúde do Brasil mantém a recomendação rigorosa de vacinação para garantir a imunidade de rebanho e evitar o retorno de doenças erradicadas.
A principal diferença reside na acessibilidade e na estratégia de saúde pública: no Brasil, a vacina é vista como um direito coletivo e uma ferramenta de prevenção em massa, não apenas uma escolha individual baseada em risco imediato.
Soberania nacional: as novidades na produção de imunizantes
O avanço brasileiro não se limita à distribuição, mas alcança a produção. O país vive um momento histórico de autonomia tecnológica liderado por instituições como o Instituto Butantan e a Fiocruz.
A grande novidade para 2026 é a vacina 100% nacional contra a dengue, desenvolvida pelo Butantan. Recentemente aprovada pela Anvisa, ela é a primeira do mundo em dose única e deve começar a ser aplicada no SUS em larga escala ainda em janeiro deste ano. O governo já garantiu a compra das primeiras 3,9 milhões de doses, um marco de soberania que reduz a dependência de insumos estrangeiros.
Além disso, a Fiocruz segue avançando na produção nacional de vacinas como a de RNA mensageiro e no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Enquanto o mundo observa com cautela as mudanças nas políticas de saúde das grandes potências, o Brasil reforça que a melhor defesa contra epidemias continua sendo o braço estendido no posto de saúde e a confiança na ciência produzida em solo nacional.
Conheça as vacinas oferecidas pelo SUS para as crianças
No calendário infantil do SUS, os pais encontram proteção gratuita para:
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BCG: contra formas graves de tuberculose.
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Hepatite B: aplicada logo ao nascer (diferente da nova diretriz dos EUA).
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Pentavalente: protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite por Hib.
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VIP/VOP: contra a poliomielite (paralisia infantil).
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Rotavírus: fundamental para prevenir diarreias graves em bebês.
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Pneumocócica 10V: contra pneumonias e meningites.
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Meningocócica C e ACWY: proteção contra diversos tipos de meningite.
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Tríplice Viral: protege contra sarampo, caxumba e rubéola.
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Febre Amarela, Hepatite A e Varicela.
Com informações de Veja Saúde e Agência Brasil







