A dengue segue entre os principais desafios da saúde pública no Brasil, com surtos recorrentes e aumento no número de casos nos últimos anos. Diante desse cenário, o avanço de estudos científicos voltados à prevenção da doença se torna cada vez mais relevante.

Com esse objetivo, o Hospital Moinhos de Vento, por meio do Instituto de Pesquisa, está recrutando voluntários para participar de um estudo clínico que avalia a segurança e a eficácia de uma vacina contra a dengue. A pesquisa será realizada em Porto Alegre e busca incluir pessoas entre 40 e 79 anos.

A iniciativa integra um conjunto de ensaios clínicos coordenados pelo Instituto Butantan, realizados em centros de pesquisa no Rio Grande do Sul e no Paraná. Ao todo, o estudo prevê a participação de 997 voluntários, sendo 767 pessoas entre 60 e 79 anos e 230 adultos entre 40 e 59 anos, que atuarão como grupo de comparação.

O objetivo desta etapa é avaliar a segurança da vacina e comparar a resposta imunológica entre os participantes idosos e o grupo adulto já acompanhado em fases anteriores da pesquisa. Para isso, serão realizados exames laboratoriais para analisar a produção de anticorpos após a aplicação do imunizante.

No Hospital Moinhos de Vento, o estudo é coordenado pelo médico infectologista Paulo Ernesto Gewehr Filho. De acordo com o especialista, os estudos clínicos são essenciais para o avanço do conhecimento científico e o desenvolvimento de novas alternativas de prevenção.

Pesquisas como essa são fundamentais para entendermos melhor como as vacinas atuam no organismo e qual o nível de proteção que podem oferecer. A participação de voluntários é importante para avançarmos no desenvolvimento de novas estratégias de prevenção contra a dengue”, explica.

A dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti e pode provocar desde sintomas leves, como febre e dores no corpo, até complicações mais graves. Estratégias de prevenção, como a vacinação, são consideradas fundamentais para reduzir o impacto da doença, especialmente entre adultos e idosos.

Interessados em participar da pesquisa podem se inscrever por meio do link.  Também é possível obter mais informações pelo WhatsApp: (51) 3314-3209.

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Fortalecer a produção local e regional de produtos de saúde, promover a inovação tecnológica e reduzir desigualdades globais no acesso à saúde. Esses são os objetivos da primeira chamada de propostas sobre dengue da Coalizão Global para a Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, um dos principais legados da presidência brasileira do G20.

Lançada em março no Rio de Janeiro (RJ), a iniciativa busca identificar e apoiar projetos que estimulem, ainda, a estruturação de redes globais sustentáveis que garantam tecnologias essenciais, como vacinas, terapias e diagnósticos, para doenças negligenciadas e pessoas vivendo em condições de vulnerabilidade.

Para o ministro Alexandre Padilha, a Coalizão — liderada pelo Ministério da Saúde, com secretariado executivo da Fiocruz — representa um avanço estratégico para o enfrentamento de desafios globais em saúde.

O primeiro desafio a ser enfrentado foi definido em conjunto pelo comitê diretivo: a dengue. Atualmente, cerca de metade da população mundial está em risco de contrair a doença, com quase 400 milhões de infecções por ano, presente em todos os continentes”, ressaltou.

Padilha explicou ainda que “o Brasil possui a vacina do Butantan, que representa uma grande esperança. Contudo, ainda há desafios em relação à produção, ao diagnóstico e ao tratamento. Por isso, as parcerias internacionais podem fortalecer a produção local e regional de vacinas, tratamentos e diagnósticos, além de estimular a inovação e promover o acesso equitativo”, explicou.

Fonte: Hospital Moinho de Vento e Ministério da Saúde

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