Neste 13 de fevereiro, o Brasil celebra o Dia do Cirurgião Bucomaxilofacial, profissional da Odontologia dedicado ao diagnóstico e tratamento cirúrgico de traumas, deformidades e patologias da face e cavidade bucal. Além de marcar a importância desses especialistas na saúde pública e privada, a data em 2026 traz um dado relevante sobre o futuro da carreira: a profissão é uma das mais “imunes” ao avanço da tecnologia automatizada.
Atuando em ambientes que variam de consultórios a centros cirúrgicos hospitalares, o cirurgião bucomaxilo (CTBMF) é responsável por intervenções complexas, como cirurgias ortognáticas, tratamento de tumores benignos, fissuras labiopalatinas e reconstruções após acidentes.
De acordo com dados de 2025 do Conselho Federal de Odontologia (CFO), o país conta com mais de 7.600 especialistas registrados. O perfil da categoria ainda é majoritariamente masculino, com 5.569 homens (72%) frente a 2.441 mulheres, embora a procura pela especialidade cresça continuamente devido à busca por soluções que unem funcionalidade e estética facial.
Ciência e destreza: por que a IA não substitui o cirurgião
Um estudo da Microsoft, intitulado Working with AI: Measuring the Occupational Implications of Generative AI (Trabalhando com IA: medindo as implicações ocupacionais da inteligência artificial generativa), colocou a cirurgia bucomaxilofacial na 34ª posição entre as 40 profissões menos impactadas pela IA generativa.
Para especialistas do setor, o resultado não é surpresa. Romildo Bringel, conselheiro do CFO e especialista na área, ressalta que esta é a única carreira estritamente cirúrgica a figurar na lista. O motivo reside na destreza manual extrema e na singularidade de cada caso.
Cada paciente tem características anatômicas únicas na face. O especialista precisa ter alta capacidade de julgamento clínico e adaptação a imprevistos, algo em que a tecnologia não pode auxiliar”, destaca Bringel.
Para Belmiro Vasconcelos, presidente do Colégio Brasileiro de CTBMF, o algoritmo é incapaz de replicar a empatia e a responsabilidade ética. “A decisão final sobre intervir ou não sempre será um ato humano”, afirma.
Prótese dentária também se destaca na resistência tecnológica
O estudo da Microsoft também trouxe boas notícias para os especialistas em Prótese Dentária, que ocupam o 30º lugar no ranking de profissões preservadas. Embora a tecnologia auxilie na fabricação das peças, o “ajuste fino” e a compreensão das necessidades individuais do paciente ainda exigem o olhar clínico humano para evitar dores e problemas de oclusão.
Ranking: As 40 profissões menos impactadas pela IA Generativa
Confira abaixo a lista completa com as 40 profissões menos impactadas pela IA generativa, de acordo com o estudo publicado:
- Operador de draga
- Operador de ponte e eclusa
- Operador de estação de tratamento de água
- Fundidor e moldador
- Operador de máquina de instalação e manutenção de trilhos
- Piloteira (costureira de peças-piloto)
- Lixador e acabador de piso
- Auxiliar de enfermagem hospitalar
- Operador de embarcação a motor
- Operador de equipamento florestal
- Operador de máquina de pavimentação, nivelamento e compactação
- Empregada doméstica e faxineira
- Trabalhador geral em petróleo e gás
- Telhadista
- Operador de estação de compressão e bombeamento de gás
- Ajudante de telhadista
- Fabricante de pneus
- Assistente cirúrgico
- Massagista
- Técnico em oftalmologia
- Operador de empilhadeira e trator industrial
- Supervisor de bombeiros
- Mestre de obras e acabador de concreto
- Lavador de louça
- Alimentador e auxiliar de máquinas
- Operador de máquinas de embalagem e enchimento
- Preparador de equipamentos médicos
- Trabalhador de manutenção rodoviária
- Ajudante de produção
- Prostodontista
- Reparador e troca de pneus
- Engenheiro naval
- Instalador e reparador de vidros automotivos
- Cirurgião bucomaxilofacial
- Operador de planta e sistemas
- Embalsamador
- Ajudante de pintor, encanador e funções similares
- Trabalhador na remoção de materiais perigosos
- Auxiliar de enfermagem
- Flebotomista




