Não é só a influenza A que vem preocupando os infectologistas, que comemoram o seu dia neste sábado (11 de abril). O Brasil está entre os países com maior número de casos de HTLV (Vírus Linfotrópico de Células T Humanas), uma infecção que pode permanecer assintomática por muitos anos e, por isso, segue subdiagnosticada.
Identificada na década de 1980, a infecção ainda é um desafio
São doenças que impactam significativamente a qualidade de vida, por isso o diagnóstico precoce é tão importante. A condição neurológica chamada mielopatia associada ao HTLV pode causar fraqueza muscular, rigidez e dificuldades de locomoção, afirma oinfectologista do MPHU, Frederico Zago.
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Infecção por HTLV não tem cura, mas tem tratamento
O HTLV é um vírus que infecta células do sistema imunológico e pode ser transmitido principalmente por relações sexuais desprotegidas, por s, transfusões de sangue contaminado, pelo compartilhamento de seringas e agulhas, além da transmissão de mãe para filho, especialmente durante a gestação, parto e amamentação.
O diagnóstico do HTLV é feito por meio de exames de sangue específicos, geralmente solicitados em situações de risco ou investigação clínica. Apesar de não haver cura para o vírus, o acompanhamento médico é fundamental para monitorar possíveis manifestações e iniciar o tratamento adequado caso surjam complicações. O paciente precisa ser acompanhado ao longo da vida. O foco é identificar precocemente qualquer alteração e e garantir o melhor cuidado possível”, afirma o infectologista.
O foco está em tratar os sintomas e complicações decorrentes das doenças associadas ao vírus. Por isso, é importante manter os padrões de uma saúde equilibrada, se prevenir e ressaltar que mais pesquisas são necessárias para desenvolver terapias direcionadas ao próprio vírus”, afirma Camille Risegato, ginecologista da Associação Mulher Ciência e Reprodução Humana do Brasil (AMCR).
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Medidas de prevenção começam no pré-natal
No intuito de minimizar a transmissão vertical, que ocorre de mãe para filho, o Ministério da Saúde, incluiu em sua política o exame para HTLV durante o pré natal e a notificação nacional da doença. Assim, quando a infecção for diagnosticada, a mãe será orientada a não amamentar, e será oferecido pelo SUS fórmula artificial para esses bebês.
De acordo com Camille Risegato, o controle da disseminação do HTLV envolve práticas de prevenção, como o uso de preservativos e o descarte seguro de material médico, além da realização de testes de triagem em doadores de sangue e transplantes de órgãos.
Para Frederico Zago, medidas simples podem fazer a diferença: “A informação, o uso de preservativo e a realização de testes quando indicados são medidas fundamentais para a prevenção. Em caso de dúvida, procure uma unidade de saúde e informe-se”.


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