Chopinho, flau, geladinho, sacolé, dindin. A sobremesa congelada é conhecida por muitos nomes e faz parte da rotina de muitas crianças e até adultos em todo o Brasil, principalmente durante o verão. Mas agora, essa delícia também faz parte do dia a dia dos pacientes internados em um hospital público do Pará, que atende mais de 1.4 milhão de moradores de 29 cidades da região pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A equipe de nutrição do o Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), em Santarém, oeste do Estado. decidiu usar o suplemento alimentar, que já faz parte da dieta de muitos pacientes, para produzir o alimento.
A ideia é melhorar a aceitação dos usuários e proporcionar um momento diferente durante as refeições, suprindo a necessidade nutricional de cada um com uma sobremesa muito saborosa, de morango ou chocolate.
O chopinho é à base dos suplementos específicos para cada paciente. Nós avaliamos e utilizamos o produto, apenas acrescendo um pouco mais de leite. Vimos a oportunidade de ofertar essa suplementação aos pacientes de uma forma diferente. Melhora a adesão porque transformamos em um momento mais prazeroso, afetivo, humanizado. Queremos acolher esses usuários que muitas vezes estão aqui com a gente durante muito tempo”, explicou a coordenadora de nutrição do HRBA, Adriana Lima.
Pacientes aprovam a novidade
A novidade agradou ao pequeno Renzo Gael da Rocha, de apenas 4 anos. “Gostei, achei muito gostoso. É de morango, e eu gosto”, contou. A mãe do paciente, Raimunda Gilsa Santos, afirmou que o alimento fez diferença na recuperação do filho e dos outros pequenos internados. “É uma boa ideia para agradar as crianças. Muda o clima, traz alegria para elas”.
Mas se engana quem pensa que só as crianças aprovaram a ideia. Silvana Rodrigues Sousa, 38 anos, é natural do município de Brasil Novo, no sudoeste paraense. Ela se surpreendeu ao receber a sobremesa. “Eu nunca imaginei. Achei gostoso, muito bom. Lá na minha cidade a gente chama de chopinho. Eu gostei demais, está aprovado”.
Lactário da unidade produz a fórmula
Os chopinhos foram produzidos, ensacados e congelados pelas nutricionistas no lactário do hospital. O setor funciona 24 horas por dia para a produção das dietas prescritas para cada paciente, manipulação e envase nos frascos das dietas enterais e suplementos, disponibilização das fórmulas lácteas para crianças e aquecimento do leite materno para os bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.
As dietas produzidas no lactário atendem usuários das Unidades de Internação, UTIs, ou que realizam sessões de hemodiálise, quimioterapia e radioterapia na unidade. São seis lactaristas produzindo as dietas, de acordo com os mapas prescritos pelas nutricionistas, que têm validade de um dia cada. A produção tem uma média mensal de 15 mil dietas, entre fórmulas lácteas, dieta enteral e suplementação.
Além de garantir uma alimentação de qualidade, que supra os usuários com todos os nutrientes necessários, o Regional de Santarém se compromete em promover alternativas para melhorar a experiência dos pacientes durante o tratamento.
Faz parte da nossa rotina hospitalar a busca de novas técnicas que melhorem a estadia do paciente conosco. Então, a nossa equipe encontrou essa maneira peculiar de ofertar os suplementos. A gente cria um momento de descontração dos pacientes com os colaboradores, uma melhora na ingestão e se torna um momento diferente. Além de entregar saúde, a gente busca a entrega de valor e a humanização é um dos nossos principais pilares. Então, é uma ação muito importante para quem está passando por uma internação hospitalar”, concluiu o diretor-geral do HRBA, Matheus Coutinho.
Fonte: HRBA







