A cidade do Rio de Janeiro atingiu, às 10h20 deste domingo (1º), o nível Calor 2 do Protocolo de Calor da prefeitura. O estágio é acionado quando os índices de calor (combinação de temperatura e umidade) superam os 36°C por mais de quatro horas consecutivas.

Segundo o Sistema Alerta Rio, a previsão indica que a sensação térmica e as temperaturas reais devem permanecer elevadas, com máxima real de 36°C e índice de calor mediano podendo chegar a 40°C ao longo do dia. Para a tarde e noite, a umidade vinda do oceano pode trazer pancadas de chuva isoladas, fenômeno comum em dias de calor extremo. A instabilidade deve seguir na segunda (2) e terça-feira (3).

Governo intensifica distribuição de água e monitoramento

Com a cidade em estágio 2 e a movimentação intensa dos blocos de Carnaval, o Governo do Estado anunciou medidas de emergência. A partir desta segunda-feira (2), a Cedae instala um “superbebedouro” na Praça XV (região do Paço Imperial), com capacidade para 6 mil litros e oito bicas de atendimento gratuito, funcionando das 9h às 17h.

Durante o fim de semana, a operação de “aguadeiros” já distribuiu mais de 90 mil litros de água potável em megablocos como os de Léo Santana e Ivete Sangalo. No monitoramento ambiental, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) utiliza o sistema Alerta de Cheias para cruzar dados meteorológicos e prevenir desastres naturais decorrentes das chuvas típicas de verão.

Riscos de infecção alimentar aumentam com as altas temperaturas

O calor intenso não afeta apenas a hidratação, mas também a segurança dos alimentos. A nutricionista Eralda Ferreira, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), alerta que o armazenamento inadequado é o maior vilão nesta época, facilitando a proliferação de bactérias e vírus.

Dicas de segurança alimentar

  • Refrigeração: Carnes, peixes e laticínios nunca devem ficar longos períodos fora da geladeira.

  • Contaminação cruzada: Mantenha alimentos crus separados dos cozidos.

  • Higiene: Lave sempre as mãos e higienize frutas e verduras com água tratada.

  • Atenção na rua: Evite consumir alimentos expostos ao sol por muito tempo em praias ou eventos.

Em caso de sintomas graves como febre alta, desidratação ou vômitos persistentes, a orientação é procurar uma UPA ou acionar o Samu (192).

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Guia de sobrevivência: como se proteger do calor extremo

Para minimizar os efeitos das altas temperaturas no organismo e nos pets, siga as recomendações das autoridades de saúde:

Categoria Recomendação
Hidratação Beba água e sucos naturais mesmo sem sede. Evite álcool e bebidas muito açucaradas.
Alimentação Priorize refeições leves, como frutas e saladas.
Proteção Solar Evite exposição direta das 10h às 16h. Use roupas leves e frescas.
Grupos de Risco Redobre o cuidado com crianças, idosos e doentes crônicos (hipertensos e diabéticos).
Cuidado Animal Não passeie com pets no asfalto quente. Garanta água fresca e sombra o tempo todo.

 

Queimadas em alta: janeiro registra aumento de 46% nos focos de calor

Enquanto o Rio enfrenta picos de temperatura, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam um cenário preocupante em nível nacional. Janeiro de 2026 registrou 4.347 focos ativos, o dobro da média histórica para o mês e um salto de 46% em comparação a 2025.

Este é o sexto pior janeiro desde 1999. A situação é mais crítica nos estados do Pará (985 focos) e Maranhão (945 focos), este último vivendo seu pior início de ano da história. A concentração de focos está diretamente ligada à seca severa no Nordeste e às chuvas abaixo da média na Região Norte.

O calor extremo e os incêndios florestais não apenas causam desconforto térmico, mas destroem habitats, forçando animais silvestres a buscarem refúgio em áreas urbanas, o que aumenta o risco de zoonoses. Além disso, a fumaça das queimadas agrava doenças respiratórias na população, criando um ciclo de degradação que exige respostas integradas entre órgãos de saúde e meio ambiente.

A importância da abordagem One Health no cenário climático

Dentro do conceito de One Health (Saúde Única), o atual cenário de crise climática no Rio de Janeiro evidencia como a saúde humana, animal e ambiental estão intrinsecamente ligadas. O aumento das temperaturas globais não apenas causa desconforto térmico, mas altera ecossistemas, favorece a proliferação de vetores de doenças e exige uma resposta integrada dos órgãos de saúde, saneamento e meio ambiente. Proteger o equilíbrio ambiental é, em última análise, proteger a vida humana e a fauna local.

Para mais informações oficiais e atualizações em tempo real, acompanhe os site do Centro de Operações Rio (COR).

Com informações da Agência Brasil e SES-RJ

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