Verão: como tratar suor excessivo e inflamações da pele

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A pele merece cuidado especial durante o verão, além da proteção do sol e a hidratação. Uma das queixas mais frequentes nos consultórios de dermatologistas e cirurgiões plásticos é a hiperidrose (suor excessivo).  No verão ocorre um aumento da transpiração, mecanismo que controla a regulação da temperatura do nosso corpo, e algumas áreas ficam expostas a essa umidade de forma prolongada. Este fator, associado à fricção (um esfregar entre as áreas), gera uma vermelhidão ou até descamação úmida da pele.

Estes são sintomas da “dermatite intertriginosa”. Apesar do nome difícil, é fácil de explicar. Trata-se de uma inflamação que ocorre na pele que está associada à exposição prolongada dessa região com alguma fonte de umidade, neste caso, o suor. “Os sintomas mais comuns deste tipo de dermatite são coceira, queimação, dor e odor causado pela presença de fungos e bactérias que se alimentam de substâncias presentes no nosso suor”, afirma a Enfermeira Estomaterapeuta Ednalda Maria Franck, da Associação Brasileira de Estomaterapia: estomias, feridas e incontinências (Sobest).

Os locais mais comuns de ocorrência da dermatite intertriginosa são axilas, embaixo da mama, dobras da barriga, joelho ou cotovelo, virilha, entre os dedos e outras. Para prevenção, é necessário realizar higiene da pele, com água e sabonete, secar bem a região em movimentos suaves e sem esfregar; dar preferência por roupas de tecido de algodão (que absorve o suor); se possível, usar calçados abertos e folgados ou trocar as meias todos os dias.

Para tratar, além das medidas acima, pode-se aplicar pomadas na pele à base de óxido de zinco, dexapantenol, petrolatum, lanolina, entre outros. Às vezes pode haver infecção fúngica no local da dermatite (aparecem manchas esbranquiçadas ou amareladas), e nesse caso é bom procurar o médico para orientação do tratamento adequado. A cirurgiã plástica Carolina Schafer esclarece a doença e explica alguns tratamentos recomendados para quem sofre com o suor excessivo.

1 – O que é a hiperidrose?

hiperidrose é a sudorese excessiva. Normalmente dias ensolarados e durante exercícios físicos há presença de suor, na hiperidrose há um suor excessivo mesmo sem estas condições. 

2 – Por que acontece a hiperidrose

A hiperatividade das glândulas sudoríparas pode ser causada por diversos motivos. Dentre elas causas emocionais, genéticas e decorrente de doenças ou medicações . Existe 2 tipos, segundo a sociedade brasileira de dermatologia, a primária focal que afeta pessoas da mesma família, surge na infância e adolescência e geralmente nas mãos, pés, axila, cabeça ou rosto. É o segundo tipo é a secundária generalizada que se inicia na fase adulta e pode atingir qualquer área do corpo. Geralmente está associada a uma doença ou medicação. 

4 – Em quais partes do corpo a pessoa sua mais? Por que?

Geralmente em axilas, mãos, pés ou rostos

5 – A hiperidrose tem cura?

Não há uma cura e sim tratamentos eficazes que podem controlar o problema. 

6 – Quais são os tratamentos mais eficazes para controlar esse problema? (Aqui, preciso que explique detalhadamente sobre os tratamentos)

Os principais tratamentos envolvem uso de antitranspirantes que funcionam nos casos leves e restritos a axilas. Em alguns casos, apesar de o tratamento ser caro e pouco eficaz, podemos utilizar medicações. Drogas como o glicopirrolato e a oxibutinina agem inibindo neurotransmissores que deveriam estimular as glândulas sudoríparas. Outras medicações podem ser utilizadas nos casos de pacientes com causas emocionais , tais como bloqueadores beta e benzodiazepinicos. Existe ainda uma terapia alternativa que é a iontoterapia. Esta provoca uma corrente elétrica que ” desliga” a glândula.

Lipoaspirações das axilas podem ser realizadas como forma de remover glândulas sudoríparas. As alternativas mais conhecidas entretanto são a simpatectomia, e o uso da toxina botulinica. A simpatectomia geralmente é indicada quando as demais alternativas não funcionam. É um procedimento maior que remove nervos que causam a liberação do suor pelas glândulas. Apesar do grande sucesso da cirurgia existe uma possibilidade de sudorese compensatória. Ou seja, outros locais que não apresentavam o problema, começam a ” suar” após a cirurgia.
A toxina botulínica apresenta um excelente risco-custo-benefício ao paciente com hiperidrose. O produto é injetado por meio de agulhas na região afetada e a toxina age bloqueando o estímulo das glândulas. Pode ser aplicado em mãos, pés e axilas e o efeito duram 6 meses, sem possibilidades de efeitos compensatórios e com poucos riscos.
Da Redação, com assessorias