Rio entra no clima da marcha mundial pelo planeta

Entre no Clima 2

Milhares de pessoas, em mais de 100 cidades do mundo, vão às ruas em uma mobilização por um planeta limpo e por uma sociedade sustentável neste sábado, dia 29 de abril, exatos 100 dias de governo de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. O objetivo, alertam os organizadores, é “chamar a atenção para o descaso e o retrocesso deste governo”.

“As mudanças climáticas só tendem a agravar o cenário global de desemprego, doenças e desigualdade. A intensidade das secas, chuvas, frio, calor, inundações e poluição criam os chamados refugiados climáticos, que migram para os grandes centros urbanos”, afirmam os organizadores.

No Rio de Janeiro, a mobilização será às 15 horas, em frente ao Museu do Amanhã, e contará com atividades lúdicas, didáticas e artísticas, distribuição de cata-ventos (representando energia renovável), oficina de cartazes, barras de Gelo escrito Clima para derreter, mímico com Globo Terrestre, totem para selfie sobre clima e uma urna que receberá os desejos para 2030.

Uma das atrações é a primeira visitação aberta ao barco do Greenpeace Guerreiro do Arco-Íris, que chega em águas cariocas justamente neste dia. Os organizadores convocam a sociedade civil a comparecer vestida de branco e com cartazes, para entrar no clima! O ato liderado pelo The Climate Reality Project e Centro Brasil no Clima reunirá representantes de mais de 80 organizações – entre as quais Greenpeace, OndAzul, SOS Mata Atlântica, Defensores da Terra, Uma gota no oceano, Clímax Brasil.

“É a primeira manifestação global depois da eleição de Trump e da tentativa de fazer retroceder a agenda climática. Um ensaio geral para algo maior que deve acontecer em outubro, antes da Conferência COP 23, em Bonn. Mais do que nunca a sociedade civil precisa se mobilizar, globalmente e localmente, nesses tempos bicudos”, diz Alfredo Sirkis, à frente do Centro Brasil no Clima e Secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Oficina de grafite

Interessados em experimentar a prática do Graffiti, explorando de forma artística o meio urbano, também podem participar neste sábado, a partir das 14h, da “Oficina de Graffiti’, ministrada pelo artista Caio Chacal, que compartilhará técnicas de pintura mural em tapumes espalhados pela área externa do Museu do Amanhã. A atividade faz parte da despedida da Exposição “Rolé Pelo Rio Hackeado”, que encerra no dia 30 de abril (domingo) no Laboratório de Atividades (LAA).

“O Graffiti é uma das mais presentes práticas artísticas que exploram o ​próprio ​meio urbano ​como suporte para formas de expressão e obras de arte. Tais intervenções, muitas vezes, ganham tanta abrangência que se tornam capazes de dialogar com questões urbanistas, decorativas, funcionais, religiosas, de diversas profundidades poéticas e até mesmo científicas​, evidenciando​, também, um ​forte ​poder de despressurização emocional e psicológica”, destaca Chacal, produtor do LAA,

A atividade vai até as 18h e os participantes deverão trazer desenhos e imagens que queiram reproduzir no dia da oficina. Inscrições no site do Museu.  A oficina será feita em área externa. Em caso de chuva o evento será cancelado. Quem sentiu vontade de o? Então venha aprender técnicas dessa arte urbana e ainda trazer cor para a área externa do Museu do Amanhã. O realiza neste sábado), das 14h às 18h,

Marcha religiosa pelo clima

Representantes do Candomblé, Umbanda, Anglicanos, Evangélicos, Budistas, Católicos, Islâmicos, Hare Krishna, Wicca, Movimento Inter Religioso e Grande Fraternidade Branca estarão presentes dia 3 de maio, na Marcha pela Baía de Guanabara. Ao todo 50 jovens de 17 países da América Latina, junto com lideranças religiosas de diferentes tradições, realizarão um ato público na cidade.

O evento, aberto ao público, terá início às 14h com uma palestra gratuita sobre a Baía no Museu Histórico Nacional, de onde sairá a caminhada a partir das 17h. Após a marcha cada religião fará uso simbólico de águas, de acordo com sua cultura ou tradição, para pedir por mais cuidado com o ambiente e maior empenho no combate ao aquecimento global.

A Caminhada pela Guanabara integra a programação da Convergência Fé no Clima, organizada pelo ISER, o GIP e o GreenFaith, junto com uma rede de instituições da América Latina.  A Convergência toda vai de 1 a 4 de maio e visa formar lideranças religiosas latino-americanas que já atuam como mobilizadores e protagonizam iniciativas em suas comunidades, dentro do complexo tema das mudanças climáticas.

Entre as lideranças religiosas confirmadas que participarão da mesa internacional estão Babalorixá yorubano Kola Abimbola, da Nigéria, professor da Howard University;  Pastora Presbiteriana Neddy Astudillo, dos Estados Unidos; reverendo Fletcher Harper, Pastor Episcopal dos Estados Unidos, diretor executivo da ONG GreenFaith; mãe Beata de Yemonjá – Iyalorixá do Ilê Omi Ojuarô; pastor evangélico Ariovaldo Ramos; mãe Flávia Pinto Sacerdotisa de Umbanda Sacerdotisa e fundadora do Terreiro de Umbanda Casa do Perdão​, e monge Budista Lama Padma Santa – Fundador do Instituto Caminho do Meio (CEBB).

Além dessas lideranças, estarão presentes também a teóloga metodista Nancy Cardoso Pereira; o Frei Franciscano Alamiro Andrade; o representante da comunidade islâmica Samir Ahmed Isbelle; a líder Hare Krishna Raga Bhumi; Og Sperle da União Wicca do Brasil; Maria das Graças Nascimento, do Movimento Inter Religioso; e Wanda Linhares, da Grande Fraternidade Branca.

Fonte: Centro Brasil no Clima e ISER