Pergunte ao Doutor: O que é dependência química?

Você pode não usar, mas certamente conhece ou convive com algum usuário de drogas, seja em seu círculo familiar, seja entre amigos. Considerada um problema de saúde pública, a dependência química aumenta a cada ano no Brasil. Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo revela que o número de usuários de algum tipo de entorpecente já passa de 37,6 milhões. E ao menos 28 milhões de pessoas têm algum familiar que é dependente químico.

Mas afinal, o que pode ser considerado droga no Brasil? Quando identificar se a pessoa, realmente, é dependente química? Como, quando e onde buscar atendimento? É possível obter a cura definitiva para essa doença? Para dirimir essas e outras dúvidas, o Blog Vida & Ação convidou o psiquiatra Jorge Jaber, uma das principais referências no assunto no Brasil.

Na estreia da seção ‘Pergunte ao Doutor’, resolvemos lançar uma série de vídeos com o especialista formado pela Uerj e pós-graduado em dependência química na Universidade de Harvard. Durante quatro semanas, toda segunda-feira, a partir desta (25 de julho), ele vai falar sobre as principais dúvidas que cercam o assunto. O primeiro explica o que é a dependência química.

Uma vida dedicada ao tema

Jorge Jaber há 13 anos bota nas ruas de Copacabana, pouco antes do Carnaval, o bloco Alegria Sem Ressaca, para prevenir abusos de álcool e uso de drogas nos dias de Momo. Ele investe dinheiro do próprio bolso no desfile que já teve apoio de padrinhos e madrinhas como Zico, Luiza Tomé, Eduardo Dussek, Edu Krieger, Elisa Addor, Tassia Camargo, e muitos outros.

Há 20 anos o psiquiatra também promove um curso gratuito, aberto ao público em geral, para conselheiros em dependência química na Câmara Comunitária da Barra da Tijuca. Há cerca de dois meses ele também passou a oferecer o mesmo curso na Caarj da OAB/RJ. A proposta de Jaber é formar mão-de-obra especializada para tratar uma doença que não para de crescer no mundo.

Também de forma gratuita, Jaber atua fazendo prevenção ao uso de drogas por crianças em frentes como o lixão da Equatorial, em Brasília, o maior da América Latina, e nas fronteiras do narcotráfico, junto à Força Aérea Brasileira (FAB). O psiquiatra agora se prepara para a campanha Setembro Amarelo, pela qual a Associação Brasileira de Psiquiatria trabalha com ações para prevenir a depressão e o suicídio. No dia 8 de setembro, ele participa de debate na OAB sobre prevenção ao suicídio, com a participação de especialistas e do Exército.

Colaborou Patrícia Terra