Fissura labiopalatina: onde procurar ajuda no Rio?

Crianças que passam pela cirurgia para corrigir a deformação têm depois uma vida normal (Foto: Divulgação)

Crianças que passam pela cirurgia para corrigir a deformação têm depois uma vida normal (Foto: Divulgação)

Termina nesta sexta-feira (6), no Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais (CTAC), no bairro São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro, a campanha anual da Smile Train, que trata mundialmente a fissura labiopalatina. O problema é mais conhecido como lábio leporino ou fissura de palato (um buraco no céu da boca), que prejudica a respiração e a alimentação das crianças.

A força-tarefa da campanha deste ano pretendia fechar a semana com 350 cirurgias para corrigir a fissura em todo o Brasil, sendo 34 apenas no Rio. Mas ao longo de todo o ano é possível encontrar atendimento e tratamento interdisciplinar gratuito para os que nascem com fissura no Rio de Janeiro.

Três unidades dão todo o tratamento e suporte aos fissurados. Em uma delas foi criado até um coral.  São elas: o Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais (CTAC) da Uerj, o Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador e o Projeto Fendas, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ.

 

O que é fissura labiopalatina

Cerca de 4.300 mil crianças nascem a cada ano com fissuras no Brasil. Estima-se que a cada 700 nascimentos, uma criança tenha essa condição. A fissura labiopalatina é uma má formação do lábio superior, que também pode atingir o céu da boca e resulta do desenvolvimento incompleto do lábio e/ou do palato, enquanto o bebê está se formando.

Essa condição impacta não somente a fala, como também a nutrição e a respiração, levando o paciente ao isolamento social.  Com um diagnóstico rápido, uma cirurgia que leva apenas 45 minutos e a devida assistência médica continuada, é possível reverter esse quadro e dar à criança a oportunidade de ter uma vida sem limitações.

Todo ano, a Smile Train performa mais de 3.700 cirurgias de reparação da fissura labiopalatina em todas as regiões do Brasil, incluindo populações ribeirinhas da Amazônia. Entretanto, com a estimativa de 4.300 nascimentos de crianças com fissura por ano no país, além dos jovens e adultos que nunca fizeram tratamento, ainda há muito a ser feito.

Desde 1999, a Smile Train já fez mais 29 mil procedimentos no Brasil e espera-se que esse número aumente ainda mais. “A realização anual da campanha nacional representa um grande passo no avanço para a conscientização da população sobre essa deformidade congênita. Esta ação vai ao encontro do que a Smile Train preconiza: um programa sustentável dentro de cada país que atuamos”, comenta Mariane Goes, diretora da Smile Train na América do Sul.

Como é a campanha da Smile Train

A Smile Train é a maior organização sem fins lucrativos para a causa da fissura labiopalatina no mundo e faz doações a hospitais parceiros, por cada cirurgia deste tipo realizada por eles. Assim, eles podem incrementar seus centros e potencializar os atendimentos. A campanha para a conscientização sobre a causa da fissura prevê um mutirão de cirurgias em diversos centros espalhados pela América do Sul.

Esses centros-sede recebem a visita de um cirurgião plástico de grande experiência para realizar as cirurgias de reparação da fissura labiopalatina junto com a equipe local, trocando experiências. Até o momento, a Smile Train forneceu uma cirurgia de reparo da fissura a mais de 58 mil pacientes na América do Sul, 29 mil deles no Brasil. Além da cirurgia, a Smile Train oferece amplos cuidados pré e pós-operatórios para os pacientes.  A expectativa é diminuir a lista de espera de pacientes pela cirurgia.

 

“Esses números, por si só, demonstram a enorme necessidade de ação para a reparação da fissura labiopalatina na América do Sul, principalmente no Brasil. Ao trabalhar em conjunto, sei que podemos atingir nosso objetivo de trazer um novo sorriso para cada criança pobre nascida com fenda”, diz Mariane.

Campanha nacional de 2017

 

A Smile Train Brasil, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e a Fundação IDEAH se unem, pelo terceiro ano consecutivo, para realizar a Campanha Nacional de Fissura Labiopalatina em mais de 10 estados brasileiros entre 2 e 6 de outubro. A parceria visa conscientizar a população para o problema e diminuir as filas de espera pela cirurgia.  Este ano, a terceira Campanha Nacional de Fissura Labiopalatina deve beneficiar 350 pessoas só no Brasil.

A ação faz parte da Semana de Fissura da América do Sul e o Brasil é um dos sete países participantes, além de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru. O objetivo principal é aumentar a conscientização pública sobre a fissura labiopalatina, reunindo renomados profissionais da área no esforço de alcançar mais pacientes que necessitem de cuidados.

 

As equipes de professores recebem residentes que são treinados para otimizar o tratamento dos pacientes em suas regiões. Em paralelo, os demais parceiros da Smile Train realizam atividades para reunir pacientes e conscientizar mais pessoas sobre a causa da fissura labiopalatina.

 

Com 38 centros parceiros fixos espalhados em 21 estados do Brasil, a Smile Train tem como missão oferecer, de forma gratuita, tratamento completo e de qualidade para pessoas com fissura labiopalatina, trabalhando de forma sustentável. Ao invés de fazer apenas campanhas pontuais, a ONG treina os médicos, visando a qualificação dos centros parceiros para uma atuação independente.

Saiba onde procurar ajuda no Rio

CTAC – UERJ – Centro de Tratamento de Anomalias Craniofaciais (CTAC) – Av. Marechal Rondon, 381, 2º andar – São Francisco Xavier – Rio de Janeiro – RJ (Policlínica Piquet Carneiro). Atendimentos de segunda a quinta. Tel.: 2334- 1998.

PROJETO FENDAS – UFRJ – Telefone: (21) 3938-2822
Email: projetofendas@hucff.ufrj.br. Rua: Rodolpho Rocco, 255 – Cidade Universitária – Ilha do Fundão – CEP 21941-913

HOSPITAL MUNICIPAL NOSSA SENHORA DO LORETO – R. Taifeiro Osmar de Moraes, 26 – Galeão, Rio de Janeiro – RJ, 21941-395 – Telefone(21) 2465-5000.

Fonte: Smile Train