Carioca se cura de miocardite e vira atleta com ajuda de app

Monique antes e depois: 10 anos após se curar de miocardite, ela encontrou no aplicativo outro ritmo para se superar (Fotomontagem: Divulgação)

Monique antes e depois: 10 anos após se curar de miocardite, ela encontrou no aplicativo outro ritmo para se superar (Fotomontagem: Divulgação)

Como milhares de outros jovens brasileiros, a advogada carioca Monique Teixeira começou a experimentar as “milagrosas” fórmulas para emagrecer aos 27 anos. O abuso desses medicamentos aceleradores de metabolismo, no entanto,  a levou para uma UTI. Diagnosticada com miocardite (inflamação do músculo do coração), passou 20 dias internada. Foi quando o médico lhe deu um ultimato: ou mudava de vida ou iria morrer.

A resposta veio dez anos depois. Aos 37, Monique virou atleta e descobriu que a saída para os treinos estava na palma da sua mão, com um aplicativo para atividades físicas instalado em seu celular. O caso de Monique foi tema de discussão numa das maiores organizações de cuidados com o coração, a American Heart Association, no Texas (EUA).

Com 1,62 metros e 98 quilos, ela procurou nas anfetaminas uma solução para o excesso de peso, mas o efeito foi contrário: a substância atacou seu corpo com tanta violência que seu coração chegou a crescer e houve compressão do órgão, causando a miocardite. O fato ocasionou uma infiltração no seu pulmão e, mesmo em repouso, ela tinha média de 190 batimentos por minuto, quando o normal é entre 60 e 100. Monique entrou no hospital com um Índice de Massa Corporal (IMC) de 37, indicando obesidade – o IMC considerado mais adequado é entre 18 e 25, segundo o Ministério da Saúde.

Não foi de uma hora para outra que Monique virou atleta. “Fiquei quatro anos sem poder me exercitar e, quando fui liberada, tive que começar com coisas leves, como pilates. Depois, fui pra academia, mas faltava motivação e a monotonia me fez buscar outras formas de treino que me desafiassem. Foi quando meu próprio personal trainer indicou o aplicativo Freeletics e suas variações de treinos personalizados, usando apenas o peso do próprio corpo, que me fizeram elevar o nível e ir para competições”, conta a advogada.
Adepta do crossfit e hoje aos 70 quilos, ela usa  o app Freeletics quatro vezes na semana, normalmente focado no cardio, com o Bodyweight. Nestes mesmos dias, ela também treina crossfit, intercalando com aulas de yoga para ajudar na flexibilidade. Domingo é descanso total e, quando pode, avalia vídeos de seus exercícios para corrigir a postura. Na alimentação, no entanto, Monique não fez grandes mudanças. Apesar das restrições alérgicas a frutos do mar e da falta de tempo no trabalho que a impede de conseguir se alimentar na hora certa, ela tem feito uma dieta rica em proteína, que a levou a um aumento de massa magra no último mês.

Hoje Monique já colhe os resultados da decisão de mudar seu estilo de vida, tomada no início de 2015. Em junho deste ano, sua equipe ficou em quarto lugar num campeonato para crossfitters, o Atlas Fun and Fitness, realizado na Costa Verde do Rio de Janeiro. Agora, se prepara para mais dois eventos parecidos: Tem Hero e Carioca Games. “Sem sombra de dúvidas, o Freeletics foi essencial para eu me desafiar e chegar ao nível que estou agora”, destaca.

Caso foi estudado nos EUA

O quadro de Monique era grave, lembra o cardiologista Edilson Albuquerque, professor da Uerj que acompanha a advogada desde sua internação. “Ela chegou ao hospital com uma inflamação na musculatura do coração, a miocardite. A chance de morte era alta”, conta ele. Pela gravidade do caso e a pouca idade da paciente, o médico levou a discussão para um evento do American Heart Association. “Apesar de vários exames que fizemos, ainda havia dúvidas sobre as causas da doença. Levei o caso para um grupo de pesquisa, pois quis ouvir outras opiniões e coletar pontos de vista dos colegas, que foram concordantes de que a miocardite foi causada pela anfetamina”, explica.

Para Albuquerque, o sedentarismo e excesso de peso de Monique foram agravantes para a miocardite. “A má alimentação e falta de exercícios certamente contribuíram, principalmente porque estes aspectos prejudicam a atividade cardiovascular. Com o tratamento médico correto, a reeducação alimentar e atividade física regular, ela. conseguiu sua recuperação plenamente. Foi um desfecho feliz”, destacou.

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Monique treina em locais abertos, como no Aterro do Flamengo. Quando não tem tempo, usa a sala do seu apartamento para praticar (Foto: Vitor Madeira)

Para a advogada, não foi só uma mudança de rotina, mas o fator emocional também foi decisivo na recuperação. “Além dos desafios que o aplicativo impõe na medida do possível, tem muita troca de experiências entre os membros. Um encoraja o outro, dá apoio nas horas que estamos desmotivados, ajudam a corrigir a postura nos exercícios e isso cria uma energia muito boa entre todos”, afirma Monique, que participa da rede social interna do aplicativo e grupos de discussão entre usuários em outras redes, como Facebook e Whatsapp.

Perguntada se ela não teme sofrer alguma complicação com o excesso de atividades durante o crossfit, já que o aplicativo induz a uma carga cada vez maior de treinos, ela diz que não. “Antes do aplicativo, quando só corria, eu tinha muitas tendinites. Foi quando decidi ir a um osteopata e ele me disse precisava fortalecer meus tendões e ganhar consciência corporal! Então intensifiquei os exercícios do Bodyweight e do Gym, me preocupando cada vez mais com a aplicação dos movimentos. Não ficava mais na minha zona de conforto. O crossfit veio para complementar minha rotina, sempre com a preocupação de me desafiar, mas respeitando meus limites. Por isso, nunca tive lesões”, garante.

 

Aplicativo Freeletics já tem 250 mil usuários no Rio

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Monique participou recentemente da primeira edição do Atlas Fun and Fitness, na Costa Verde (Foto: Divulgação)

Desenvolvido na Alemanha e aplicado desde 2013 na Europa, o Freeletics chegou ao Brasil em três versões (Bodyweight, Gym e Running) e atingiu neste ano a marca de 1,5 milhão de usuários – 250 mil só no Estado do Rio de Janeiro. “O aplicativo  é resultado do trabalho de atletas e cientistas das áreas de nutrição, educação física e psicologia esportiva, que desenvolveram um algoritmo de inteligência artificial capaz de compreender o perfil e os objetivos de cada usuário, adaptando-se a cada identidade corporal e preparo físico para criar rotinas de treinos personalizados. O “coach”, como foi apelidado o algoritmo, também aprende com a experiência do usuário: quanto mais o atleta treina, mais o algoritmo consegue personalizar o treino”, diz a nota.

Ainda de acordo com a empresa, para treinar com o Bodyweight, versão mais procurada entre o praticantes, é preciso apenas estar em um espaço mínimo de 4 metros quadrados e usar o peso do próprio corpo. São séries de 15 a 30 minutos por dia, acabando com as famosas desculpas de falta de tempo e espaço. Na versão paga, que pode custar menos de 15 reais por mês, o coach garante programas de treino exclusivos, com exercícios focados na vontade e nas possibilidades físicas do usuário. “O Freeletics se encaixou como uma luva na rotina apertada do brasileiro, proporcionando liberdade e economia para buscar uma melhor forma física”, explica Gabriel de Oliveira, country manager do Freeletics no Brasil.

Além dos treinos personalizados, a plataforma conta ainda com uma rede social interna para viabilizar a troca de informações e a motivação mútua entre os Atletas Livres, como são chamados os adeptos do Freeletics. Em todo o país, inclusive na cidade do Rio, esses grupos se reúnem em locais públicos para os chamados “megatreinos”.

Fonte: Freeletics, com Redação