Outubro Rosa: 10 verdades sobre o câncer de mama

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Encerrando nossa série de matérias sobre o mês dedicado à conscientização, prevenção e ao diagnóstico do câncer de mama, Vida & Ação traz a oncologista da Oncoclínica (RJ) Vera Lúcia Teixeira explicando 10 verdades sobre a doença que todos devem saber. Confira!

  1. 1º mais frequente em mulheres: O câncer de mama é o primeiro tipo mais comum entre mulheres no Brasil (com exceção do tumor de pele não melanoma) e no mundo, sendo responsável por 28% dos casos, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), que estimou, só para 2016, 57.960 novos casos;
  2. Bons exemplos como espelhos para cura: Histórias de cura, com final feliz e de superação, ajudam na recuperação de pacientes em tratamento;
  3. Principais sintomas: Sinais como nódulos nas mamas e/ou axilas e pescoço, assimetria das mamas com alterações de pele como vermelhidão, edema que faz lembrar casca de laranja e retração e drenagem de secreção pelos mamilos são os principais indícios do câncer de mama.
  4. Rotina de exames como aliada: Manter sempre a agenda de exames preventivos em dia é fator decisivo na identificação precoce do câncer de mama;
  5. Mamografia com protagonista no diagnóstico precoce: A mamografia cumpre papel decisivo na identificação precoce do câncer de mama. Sua realização anual é recomendada após os 40 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia.
  6. Autoexame como salva-vidas: Todas as mulheres podem e devem fazer o autoexame, mas tal prática não exclui a obrigatoriedade dos exames de imagem como mamografia e ultrassonografia das mamas;
  7. Faixa etária deve despertar cuidados mais atentos: O tumor de mama é relativamente raro antes dos 35 anos. Acima desta idade, sua incidência cresce de maneira progressiva, especialmente após os 50 anos;
  8. Acesso universal à informação como arma de prevenção: Popularizar, os sintomas, as formas de prevenção e disseminar e reforçar sempre a importância de bons hábitos de saúde – como prática de exercício físico e alimentação saudável – são tão fundamentais quanto conhecer os fatores de risco;
  9. Principais fatores de risco: Sedentarismo, obesidade e sobrepeso, consumo de bebida alcoólica, tabagismo, exposição à radiação ionizante, histórico familiar genético (que corresponde de 5% a 10% do total de casos), reposição hormonal e uso de contraceptivos (embora muitos estudos sobre o tema tenham resultados controversos, a OMS considera como fator de risco) são os fatores de risco mais importantes para  o desenvolvimento do câncer de mama.
  10. Câncer de mama em homens: Representa apenas 1% dos casos da doença, sendo considerado raro, quando comparado à incidência em mulheres. E, por ser pouco comum, costuma ter diagnóstico tardio pelo desconhecimento da possibilidade da doença em pacientes masculinos e a consequente falta de atenção aos sintomas. O sinal mais comum do câncer de mama no homem é o mesmo que na mulher: um nódulo endurecido na região mamária ou na axila que pode ou não atingir a pele e provocar uma ferida”, finaliza a Oncoclínica Vera Lúcia Teixeira.

Fonte: Oncoclínica