Alergias ao calor e ar condicionado aumentam durante o verão

Segundo a Organização Mundial de Saúde, no Brasil, 30% da população sofre de algum tipo de alergia. Com os dias mais quentes, uma série de reações alérgicas podem aparecer devido ao calor. Esse calor da estação somado a festas e viagens formam uma combinação perfeita para surgirem reações alérgicas. Mesmo que seja algo totalmente inédito para a pessoa é comum no verão pacientes que nunca tiveram reações alérgicas procurarem um médico dermatologista com sintomas de vermelhidão, descamação e coceira na pele.

Como o calor faz as pessoas transpirem mais, há mais contato da pele com acessórios e as reações mais comuns são sensibilidades a tecidos e a sulfato de níquel, material usado em anéis, brincos, colares e pulseiras. Ainda pouco compreendido pelas pessoas e ao contrário do que elas imaginam a alergia é uma condição que a pessoa adquire conforme a vida. Mesmo quem sempre teve o hábito de usar determinada pulseira ou colar e nunca teve problema, de repente, o organismo começa a rejeitá-las. Ela nunca surge no primeiro contato com o agente alergênico. São necessários dois, três contatos. Às vezes até centenas.

Esses primeiros contatos servem para o organismo identificar a substância e despertar os mecanismos de defesa, ocasionando a reação alérgica. O tempo necessário para haver uma reação vai depender da exposição àquilo que causa alergia, bem como da tolerância do organismo. A alergia está ligada à intolerância do organismo a uma determinada substância. É algo que demora mais para acontecer. Enquanto a irritação é mais imediata, ligada ao atrito ou à exposição a uma substância forte, como ácidos e bases.

Brotoejas se confundem com alergias

Especialmente no verão, a exposição excessiva ao sol pode provocar uma reação comumente confundida com alergia. São as brotoejas. Elas obstruem a passagem do suor e isso causa coceira, vermelhidão e até bolhas na pele. Parece uma reação alérgica. Os casos de possíveis problemas no verão são grandes, muitos casos são realmente alergia, outros apenas sintomas parecidos. Além do cuidado é importante uma avaliação médica, possivelmente acompanhada por um teste, para chegar ao diagnóstico se, de fato, se trata de uma alergia.

Os exames de sangue, por exemplo, são capazes de indicar sensibilidade a determinados alimentos. E, a partir destas informações, dietas bem restritivas podem ser adotadas. Além dos exames de sangue feito em laboratórios podem ser feitos também exames de pele capazes de diagnosticar alergias. Os testes EuroImunn disponíveis para o diagnóstico de alergiam, por exemplo, prometem  resultados confiáveis e são indicados para a detecção de diversos tipos de alergia, além de outras doenças dermatológicas, via método de imunoflorescencia ou Elisa.

Sinais que podem indicar alergia ao calor

Os sintomas de alergia ao calor podem ser:

  • Pequenas bolinhas vermelhas nas regiões expostas ao sol ou nas regiões que mais transpiram;

  • Coceira nestas áreas mais afetadas;

  • Pode haver formação de crostas nos locais das bolinhas devido ao ato de coçar a pele.

Estas alterações podem surgir em pessoas de qualquer idade, mas são mais frequentes nos bebês, crianças, idosos e pessoas acamadas. As regiões mais afetadas são o pescoço e as axilas.

Alergias respiratórias: o ar condicionado como vilão

O ar condicionado é um alívio nos dias de temperaturas elevadas, principalmente no verão. Para os alérgicos, no entanto, a sensação pode ser um verdadeiro tormento. A alergologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Yara Mello, explica que o ar gelado e seco provoca o ressecamento da mucosa do nariz, piorando o quadro.

Além dessas particularidades, quem possui o problema sofre ainda por outro fator: a falta de higienização do equipamento. A combinação entre pó e umidade no duto do ar condicionado cria um ambiente favorável para a proliferação de microrganismos.

“O pó e a umidade acabam ajudando na proliferação de fungos e ácaros. Para quem é alérgico, esses fatores estimulam a crise, principalmente pela presença dos ácaros”, ressalta a especialista.

A irritação, porém, não se restringe ao ambiente refrigerado. A mudança de temperatura do ambiente também tende a estimular as crises alérgicas. Yara Mello esclarece que é possível que o processo fisiológico do organismo para manter estável a temperatura ideal do corpo seja um agravante para quem tem rinite alérgica.

“O nariz caracteriza-se por ser muito vascularizado, e o processo de vasoconstrição e vasodilatação, para manter a temperatura normal do organismo, pode provocar sintomas nasais”, conclui.

Para evitar estas situações indesejadas e aproveitar o ambiente mais fresco, é indicado não abusar das baixas temperaturas, mantendo o local em torno de 24ºC. A alergologista lembra que a hidratação é outro grande aliado por diminuir o ressecamento da mucosa.

Fonte: EuroImmun